Modalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: Método dedutivo — recurso: contraponto.
Tema: A verdadeira identidade não se revela
A sociedade moderna, competitiva e repressora em que vivemos, impõe ao indivíduo suas proibições, suas normas sociais. Consequentemente, o indivíduo, para se adaptar a esse meio e não entrar em conflito com a sociedade, começa a usar uma máscara. Assim, através dela o homem passa a ter uma conduta valorizada no meio em vez de preservar seus reais sentimentos.
Em algumas situações, a máscara pode parecer útil ou benéfica para obter alguma vantagem, ou até para fazer um favor a alguém, evitando o seu sofrimento. Por outro lado, o uso dela traz enormes prejuízos. O homem pode ser comparado a um ator, pois vive interpretando um papel que não é o seu, fugindo da sua própria essência e se esquecendo de si mesmo. Vive mais preocupado com o que os outros esperam ou pensam dele.
Por não ser espontâneo, tem relações superficiais e se sente solitário. Torna-se alguém que não tem vontade própria, abrindo mão de sua identidade, em favor de uma harmonia social.
Além disso, o indivíduo sofre para evitar que a sua máscara caia e se torna vigilante de si mesmo. Esse estado de tensão, a longo prazo, pode até causar doenças como câncer e úlcera.
Portanto, vivemos através de disfarces, ocultamos nossos reais sentimentos e nos tornamos fantoches, comandados pelas regras sociais. E, enquanto não descartarmos essa máscara, nunca cresceremos, não teremos relações significativas e nunca seremos verdadeiramente felizes.
Thaís Pozo Bertoni, 17.
A MÁSCARA SOCIAL E SEUS EFEITOS
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoO ENLACE NECESSÁRIO
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoModalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: Método dedutivo — recurso: contraposição
Tema: Viver é melhor que sonhar
Grandes dilemas moveram o mundo até os dias atuais. A oposição entre o céu e o inferno, o bem contra o mal, o real e o imaginário figuravam em diversas poesias humanistas e nos pensamentos de filósofos e cientistas na busca por um contraponto. Podemos considerar que essas relações são mútuas, ou seja, uma não vive sem a outra.
Tentar encontrar uma barreira entre o real e o imaginário, capaz de separá-los por completo, seria o mesmo que tentar viver sem respirar. Na busca por algo concreto, o processo construtivo passa, obrigatoriamente, pela fase ilusória, pelo campo das idéias, sendo, portanto, necessário que um se sobreponha ao outro. Há ainda quem pense que o sonho é algo abstrato, incapaz de transpor o fictício, porém, ele interfere na realidade, na medida em que buscamos nele a inspiração necessária para enfrentar o mundo real.
A teoria da relatividade de Einstein já afirmava que tudo é relativo, de acordo com o ponto de vista. Para um homem rico, comprar uma casa para morar é só mais uma conquista natural em sua vida; já para o pobre é um sonho, algo inalcançável, de natureza fantasiosa. Assim sendo, para uma mesma coisa, sonho e realidade possuem sentidos diferentes.
Também para a teleologia, todo fim é conseqüência de um meio; logo, algo só é realizado se outrora fora sonhado. Assim como grandes outros pensadores de nossa história, o brasileiro Santos Dumont um dia sonhou. Seu sonho era voar como os pássaros e foi na busca pelo que se achava inatingível que ele criou o avião, algo que existe, palpável e que hoje transporta os homens à leveza da sensação que sentem as aves.
Por outro lado, viver num conto de fadas, imaginando as coisas como melhor elas poderiam ser, pode, por um momento, ser algo prazeroso. Porém, quando a realidade vem à tona, tudo se acaba. Propor-se somente a aceitar o que se pode ver é encher a vida de frustrações e esvaziá-la de esperanças. Na busca por uma relação harmônica entre os sentimentos, é o enlace entre a razão e a emoção que nos dá a fagulha necessária para que a humanidade continue colhendo frutos dessa junção.
João Vítor Ferraz, 27.
