APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

GUIA SOCIAL


Tema: Os valores morais e sua importância na sociedade
Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo/ contra-argumentação



Os iluministas, que surgiram no contexto da Revolução Francesa, foram árduos defensores dos valores humanos, já que a frase que concretizou o seu movimento é: “Liberdade, igualdade e fraternidade”. Esses pensadores acreditaram que tais valores deveriam ser colocados acima de tudo. Eles são os elementos que determinam a integridade de uma sociedade e o bom funcionamento do Estado.
Valores como honestidade, liberdade, respeito, entre outros, são essenciais numa sociedade. Eles fazem com que se possa viver e evoluir tranquilamente, sem a preocupação de ser golpeado. Com o bom funcionamento da sociedade, o Estado também evolui, pois sabendo-se que a população não possui má índole, é possível investir em outros pontos senão polícia, cadeias, como em educação e geração de empregos. Desse modo, no momento em que a sociedade se modificar, ela estará ajudando a si mesma.
No entanto, existem aqueles que defendem que os valores morais são impostos pela sociedade e não passam de “regras de etiqueta”. Logo ao nascer, tais valores já começam a ser incorporados pelos seres, e eles não possuem a liberdade de escolher se vão ou não acatar essa imposição. Ou seja, os valores se tornam imorais, pois ferem a liberdade.
Ainda assim, os valores são transmitidos de geração em geração, ou seja, estão agregados na cultura. Nos países jovens e subdesenvolvidos, o nível intelectual e cultural das pessoas é baixo. Isso faz com que os valores agregados sejam ruins, gerando a violência. A sociedade se torna bárbara e a única solução encontrada pelo Estado é a supressão dessas pessoas pela violência, superlotando prisões e diminuindo a qualidade de vida. Para solucionar tal problema, deve-se investir em educação, elevando o nível cultural e moral da sociedade.
É necessário que as pessoas deem mais valor àquilo que lhes foi ensinado quando crianças. A adoção de práticas simples, como respeito ao próximo e a gentileza podem ajudar uma sociedade a melhorar, pois quando há valores, há justiça e, quando ela existe, nada mais se tem a temer.

Aluno: Guilherme Polizel, 16.






Modalidade: narração
Tema: inspiração em “A Pequena vendedora de fósforos” – H. C. Andersen



Título: Talento no semáforo, mas azar na vida



Todo santo dia, uma pobre menininha de 10 anos de idade, chamada Fernanda, passa o tempo todo no semáforo, fazendo malabarismo para tentar ganhar uns trocados, pois isso é o seu ganha pão.
Ela vive na cidade do Rio de Janeiro, na favela da Rocinha, onde, junto com seus 3 irmãos, fazem de tudo para sobreviver.
Fernanda não estuda porque seus pais não têm dinheiro para sustentar a própria família. Desta forma, obrigam-na a ir trabalhar, fazendo malabarismos no semáforo. A sua vida não é nada fácil, pois além de ter que ficar o dia inteiro trabalhando em péssimas condições, como embaixo de um calor de 40 graus, perigo de ser atropelada, xingada ou até espancada, se ela voltar para casa sem nada, ainda apanha.
Essa menina não é a única que passa por isso, pois no nosso país e também no mundo todo existem muitas crianças, jovens e adolescentes que são proibidos de estudar para trabalhar e juntar dinheiro para sustentar toda a família, com comida, água, eletricidade e moradia. Eles não têm acesso à educação, lazer e até são excluídos da sociedade.
Fernanda tem as mesmas vontades de uma menina da elite, como: estudar, ir ao shopping, comprar roupas, perfumes, jóias, ter um computador, um celular e muitas outras coisas, mas ela é impossibilitada de tudo isso, porque nosso país é desigual e vivencia o problema da má distribuição de renda, em que pouco está nas mãos de muitos e muito está nas mãos de poucos.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.




LIDANDO COM A MODERNIDADE


Modalidade: dissertação argumentativa com conta-argumentação
Proposta: análise de causas e consequências, próximas e distantes
Tema: A falta de leitura entre os jovens
  


O desinteresse pela leitura está se abrigando cada vez mais no mundo moderno. Quanto a isso, as escolas, os pais e a sociedade têm culpa, pois devem incentivar os jovens, como facilitar o acesso aos livros, escolher títulos e proporcionar leituras que interessem-nos. Isso causa muitos fatores relacionados ao empobrecimento espiritual, intelectual e humano.
Contudo, a substituição dos livros pela internet e televisão é um dos problemas mais graves, pois gera mais atenção dos jovens aos meios de comunicação visual, o que lhes acarreta a falta de conteúdo e de reflexão.
O aceleramento tecnológico causa um mundo mais capitalista, em que tudo é visto como mercadoria, inclusive o tempo. Portanto, o que interessa agora para o mundo são as coisas úteis, imediatas que entram no padrão “tempo é dinheiro”.
A falta de leitura proporciona um truncamento do raciocínio abstrato, ou seja, a substituição da palavra pela imagem empobrece o raciocínio e causa falta de criatividade. Isso leva o jovem a se atualizar apenas com o mercado tecnológico e o torna pobre de espírito por estar desprovido de leitura.
A leitura é um bem significativo que deve ser incentivada não só aos jovens, mas a toda sociedade, pois dela origina o conhecimento.

Aluna: Ana Beatriz Covello, 17.







Modalidade: descrição em prosa
Tema: A infância – descrição de memória

Título: Meu mundo aos 10 anos


Hoje tenho 16 anos, com uma vida difícil e árdua, mas há seis anos, quando eu tinha 10 anos, não era complicado de se viver, embora meus pais não largassem do meu pé, com obrigações e horários a cumprir. Porém, as coisas aconteciam de forma dinâmica e divertida, sem ter nenhum problema, sempre estando junto de amigos e familiares.
Toda essa fantasia de criança se passava no quintal de minha casa, em que se tinha um campo de futebol com três bolas e duas traves. Tinha também um delicioso cheiro de grama pisada, que era composto de alegria, felicidade, lembranças e união.
Minha vida escolar naquela época não era tão difícil, pois eu ainda estava na 3.ª série, e não precisava ficar pensando em vestibulares e no futuro de minha vida.
A primeira vez que cheguei na escola, tive uma reação de novidade, pois iria aprender coisas que nunca havia aprendido, como: matemática, ciências e português. Minha primeira escola se chamava João e Joaninha, e ela era toda vermelha e branca, com quatro salas de aula e um parquinho cheio de brinquedos.
Uma coisa que marcou minha vida foi ir pela primeira vez na praia com meus familiares. Lembro-me bem de cada momento, o cheiro salgado do mar, a sensação de pisar na areia, o sol escaldante sobre minha cabeça e gritos e pulos de crianças que estavam dentro da água.
Ser “muleque” era demais, aprontava de tudo que é forma, pés e mãos como se fossem pássaros voando no céu, livres para imaginar coisas novas a fazer a qualquer momento.
O único problema é que o tempo passa e tudo isso vai ficando para trás, pois nada no mundo permanece da mesma forma, e é por isso que hoje consigo escrever o que estou escrevendo agora, pois me tornei um jovem com dezesseis anos, alto, com consciência e predestinado a ser um engenheiro.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.