Modalidade: Dissertação Argumentativa
Tema: Testamento vital
A expectativa de vida aumentou nos países desenvolvidos e emergentes como o Brasil. E com isso, deve-se mudar a forma de discutir a morte, criando novos artifícios como o testamento vital, que erroneamente possibilita pôr fim à vida.
No caso de alguma doença terminal, o paciente poderá recorrer a esse testamento, que consiste em declarar se utilizará ou não os aparelhos e medicamentos que evitariam a morte, em situações, principalmente, como o câncer ou qualquer outra doença degenerativa. Esse recurso é chamado de ortotanásia e é uma forma duvidosa de decidir sobre o próprio destino na decorrência de uma enfermidade grave.
Entretanto, a vida deve ser preservada a qualquer custo, pois mesmo no estado terminal ou vegetativo, qualquer paciente estará vivo até a última manifestação do seu corpo. Então, não é necessário predestinar o fim, pois a medicina se desenvolve para prolongar a expectativa de vida e reduzir a mortalidade.
Na metade do século XX, o Código de Ética Médica no Brasil estabelecia que o médico deveria usar todos os recursos possíveis para aliviar o sofrimento do doente. Mesmo em casos como o câncer, não haveria razões para que hoje fosse diferente. E para isso, a modernidade desenvolve técnicas e fórmulas medicinais para manter uma pessoa viva. Por essa causa, esses artifícios devem ser usados.
Não é comprovado, ao certo, a finalidade humana nesse mundo, onde a vida é, indiscutivelmente, o maior bem que possuímos. Portanto, é necessário utilizar todos os recursos médicos possíveis para ajudar o corpo a sustentar nossa existência.
Aluno: Otávio Santos, 18.
TESTAMENTO PARA A MORTE
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoPRÁTICA REVOLUCIONÁRIA
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoModalidade: dissertação argumentativa com conta-argumentação
Proposta: análise de causas e consequências, próximas e distantes
Tema: A falta de leitura entre os jovens
O mundo capitalista desvaloriza aquilo que não possui valor econômico. As atividades intelectuais estão cedendo lugar às práticas econômicas e a população está sofrendo um processo de alienação. A leitura, que é responsável por proporcionar uma bagagem cultural às pessoas, está sendo esquecida, principalmente pelas gerações mais novas.
O mundo vive, hoje, a era da tecnologia, em que a imagem é sempre privilegiada. Por isso, as crianças não recebem estímulos à leitura, ficando, na maioria das vezes, em frente à TV ou do computador. Já na adolescência, o jovem é obrigado, pela escola, a ler títulos clássicos, antigos e que são de difícil entendimento, não atraindo esse segmento. Devido a isso, o jovem acaba sofrendo um empobrecimento cultural e o desenvolvimento da criatividade sai prejudicado.
Contudo, existem aqueles que alegam que a leitura é necessária somente para a realização de provas, como vestibulares e após isso ela pode ser descartada. Também é dito que é uma atividade que requer tempo e isso, no mundo capitalista, significa perda de dinheiro. Ou seja, na sociedade dominada pela burguesia, a leitura é uma atividade desnecessária para uma classe que apenas vende sua força de trabalho, o proletariado.
No entanto, ler é essencial para todos. Não serve apenas para fazer provas, mas sim, é uma forma de se informar e também criar um espírito crítico através da análise da visão dos autores. Assim como os livros dos iluministas, como Voltaire, influenciaram boa parte do mundo ocidental em seu processo de independência, a leitura é responsável pela desalienação do povo. O empobrecimento intelectual é causado pelo capitalismo, que valoriza o “ter” em detrimento do “ser”. E isso leva, ainda, à criação de uma massa alienada, que é explorada e não cria uma consciência para se voltar contra isso.
O enriquecimento cultural sempre foi desestimulado nos governos que precisavam manter uma dominação sobre a população, como a China e a antiga União Soviética. Os livros, que proporcionam esse enriquecimento, sempre tiveram extrema importância na história, na difusão de ideias e ideais. A leitura é uma prática que deve ser estimulada desde cedo, pois eleva o pensamento crítico e desenvolve a lógica e o raciocínio. É a porta de entrada para uma vida que não sofre os efeitos da alienação, tão utilizada para dominar o povo.
Aluno: Guilherme Polizel, 16.
