APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

COMODISMO

Modalidade: dissertação-argumentativa

Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar




O hábito de ajudar tornou-se um problema na sociedade atual, podendo desestruturar a economia do país, pois quem recebe não busca qualificar-se ou permanecer em uma determinada profissão, provocando uma redução da mão de obra e a conseqüente queda do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
A assistência concedida às pessoas que não dependem dela é um ato inoperante, ou seja, essas pessoas possuem a capacidade de trabalhar e de conquistar aquilo de que necessitam e, nesse meio tempo, deixam de contribuir com a economia do país, não pagando impostos ou burlando as leis trabalhistas. Além disso, o ato de dar esmolas faz com que haja um aumento do número de crianças e adolescentes nas ruas. Consequentemente, estas ficam expostas à violência e ao tráfico de drogas. O fato é que se acabou criando, com isso, uma acomodação por parte dos esmoleiros, já que é mais fácil ganhar do que trabalhar para receber.
Um exemplo do exposto acima é a criação do Bolsa Família, programa do qual se beneficiam famílias em situação de pobreza em todo o país, propiciando - por parte dos beneficiários – um estado de ócio permanente, já que o programa não conta com fiscalizações regulares, limitando-se a uma simples distribuição de dinheiro.
Ainda assim, para o cristianismo, praticar a caridade está relacionado à doutrina da salvação e a uma forma de amar o próximo. A maior figura que representou o cristianismo foi São Francisco de Assis, o qual afirmou que a bondade era essencial em um tempo em que o mundo era visto como mau. Mas isso fragiliza a população, fomenta a desigualdade e destrói o mercado financeiro, uma vez que não há responsabilidades que envolvam esse ato.
Levando-se em consideração esses aspectos, conclui-se que é preciso evitar dar esmolas e começar a criar meios que incluam os pedintes em trabalhos lucrativos, como a geração de empregos, melhor desenvolvimento da educação para gerar mão de obra qualificada e, em último caso, criação de bolsas para pessoas que realmente necessitam ou que não possuem saúde adequada para se manterem em um trabalho.


Aluno: Edson Prandine Júnior, 20.


Data: 20/06/2014.