APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

VENDO NA ESCURIDÃO

Proposta: descrição com desprezo da visão
Modalidade: prosa descritiva
Tema: Black out numa cidade grande



Acabou a força! Estou em São Paulo, e são oito e vinte da noite, já de volta para o meu apartamento.
É simplesmente um breu, não vejo, somente ouço sons de gritos pavorosos. Estou simplesmente cego na maior cidade do país! E agora?! Mantive a calma, os faróis dos carros congestionados ajudaram a iluminar a avenida. O céu está escuro por causa do mau tempo, se chover vai ser um caos ainda maior.
Caminho devagar e meus passos são imprecisos com receio de pisar em falso. Acho que estou a uns três quarteirões do apartamento. Um carro passa, e percebo que estou em uma esquina, viro à direita e desço a ladeira Brigadeiro Faria Lima, rumo ao parque do Ibirapuera.
Um cheiro de fumaça começa a me atrapalhar, olho para o lado, era um ônibus que bateu num poste e estava pegando fogo. Que loucura! Pessoas assaltavam a um mercado, mas logo vi as luzes de uma viatura e de um caminhão de bombeiros.
Helicópteros sobrevoando, pessoas falando apavoradas, carros quebrados, assaltos, incêndios, correria.... Senti-me um pouco tonto. Abro a minha mochila à procura da garrafa de água, tateio objetos e encontro a garrafa; bebo para me acalmar.
Outro carro passa, e reconheci a rua de casa. Pois bem, mas e agora em meio de tantos prédios, qual será o meu? Forço a visão e vejo a luz de emergência da portaria de meu prédio. Que alivio! Ainda não, eu morava no décimo terceiro andar. E, logicamente, o elevador não estava funcionando.
Subo a maratona de degraus e degraus, já no décimo andar, ouço meus joelhos estralarem. Abro a porta do apartamento e, numa esperança quase que perdida, aperto o interruptor. A lâmpada se acende. A força voltou.

Otávio Santos, 16.





Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo
Tema: Nenhum homem é uma ilha


Título: VIDA INVISÍVEL



Já pararam para pensar em que um homem isolado pensa para seu futuro, ou se imagina se um dia terá um futuro digno de uma pessoa normal, com sonhos, objetivos e, principalmente, a capacidade de amadurecer o seu eu interior? Nenhum ser humano deve ser isolado, todos devem interagir uns com os outros e apagar esse infeliz e grave problema da sociedade.
Quando alguém é isolado pela sociedade ou se isola pessoalmente, vários problemas surgem e as drogas e muitas doenças são resultados nascidos do isolamento humano. Atualmente, o bullying surgiu e se propagou, transformando a vida de muitas pessoas.
O bullying faz transparecer o porquê alguém se isola, ou resulta no isolamento de alguém. Aprendemos que é errado ridicularizar uma pessoa, já que para essa o sentimento permanente é o de não fazer falta para ninguém. Depressão e vícios são retratos do bullying, mas infelizmente, pessoas isoladas tentam subtrair o isolamento se suicidando ou até mesmo matando inocentes.
Tomemos como exemplo um jovem americano que, depois de sofrer por muito tempo calado, explodiu sua raiva e angústia. Assim, em um ato de desabafo, matou seus amigos da ex-escola e, em seguida, colocou seu sofrimento ao fim: matou-se. A notícia foi publicada nos jornais mundiais. Contudo, a dor do isolamento desse jovem americano foi diretamente passada às famílias que sofreram com a morte dos jovens da escola, ou seja, descobriram o quanto é expressivo sofrer calado.


Leonardo T. dos Santos, 17.