APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

FELICIDADE PROMETIDA

Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — raciocínio hipotético-dedutivo
Tema: O Brasil ainda vai ser um lugar mais feliz para se viver se...



A notícia que se espalha pelo cenário internacional é que o Brasil se tornou a sétima economia mundial, passando na frente de grandes potências mundiais. No entanto, enquanto os indicadores econômicos sorriem para o mundo, a maioria do povo brasileiro ainda tem que conviver com tristes problemas, como a falta de dinheiro, emprego e moradia. Tais faltas impedem os brasileiros de sorrirem também. Esse cenário contraditório pode ser mudado? O Brasil ainda pode ser um lugar mais feliz para se viver?
Por mais que o último governo tenha melhorado um pouco a vida das pessoas, o Brasil ainda está longe de ser o lugar mais saudável e feliz. Isso porque ainda há má distribuição de renda. De nada adianta o país ter um alto PIB se isso não promove a melhoria de vida da população.
Outro problema é a má utilização do dinheiro público pelos políticos, que esquecem suas promessas de campanha e o povo. Enquanto isso, há violência nas ruas, tráfico de drogas, crianças crescendo com pouca chance de levarem uma vida digna, nenhuma justiça social e muito preconceito.
Pensando assim, se as pessoas tiverem alimentação, moradia, assistência médica, possibilidade de estudo e oportunidade de emprego, elas serão, sim, mais felizes.
E isso pode ser alcançado se houver total comprometimento do governo para que o dinheiro público seja usado totalmente para o povo e não para proveito próprio.
Desta maneira, se as pessoas tiverem o mínimo de qualidade de vida, respeito e dignidade, voltariam a confiar em um futuro melhor. Porque enquanto a desigualdade social acarreta desenfreados problemas, a melhor qualidade de vida promove o bem estar e a felicidade do povo. Então, quando o povo tiver sua vida de fato melhorada, o Brasil será um lugar onde se possa viver mais feliz.


Isabella Becerra Franco, 19.







Tema: Projeto de Lei da palmada
Modalidade: Crônica

Título: Tapa com luva de pelica

Está em andamento a discussão sobre o projeto de lei que proíbe castigos físicos a crianças. Será que uma palmada faria tão mal a elas? Isso iria frustrá-las? Ou as ajudaria a formar sua educação?
Às vezes, eu mesma me pego confusa sobre qual opinião tomar. A maioria das pessoas deve sentir-se assim também, visto que ambas as posições sobre o castigo corporal têm razão, de um certo ponto de vista.
Os que defendem a aprovação da lei alegam que “não se pode medir a intensidade de uma palmada”. Claro, o espancamento, as agressões verbais ou sexuais também não podem ser medidas. Já os que são contra a aprovação desta, acham que a palmada não seja um método que solucione os problemas da educação. Talvez piore, mas não encontram outra forma de educar.
Na verdade, a palmada virou um ciclo. Uma vez que os pais foram educados apanhando, portanto só sabem educar batendo. Isso faz com que o ciclo vá se fechando cada vez mais. E nos dias de hoje, isso acabou se tornando algo difícil de ser aceito. Por um lado, até entendo, pois é revoltante ver uma criança apanhando e não poder fazer nada. Mas sei que essa palmadinha vai trazer bons resultados um dia.
Por isso, penso que algumas críticas à palmada sejam um tanto quanto exageradas. Crianças, nos tempos em que estamos vivendo, estão muito mudadas, com pensamentos evoluídos, querendo sempre ter e ser mais. Elas podem manipular os pais com ameaças vazias e emocionais a qualquer hora, é o que chamamos de “birra”. E se não houve autoridade e amor, qual vai ser o futuro dessa nova geração?
Pais têm o direito de educar, não de maltratar, de ameaçar ou espancar. Sem isso, a educação pode ser formada do jeito que os pais acharem que será benéfico para o filho e para a sociedade em que vivem.
A educação vem do rumo que seu pensamento tomar. E se houver falhas, tudo pode perder-se, desvirtuar-se, num caminho sem volta.

Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17.

DAR ESMOLAS É PERPETUAR A DIFERENÇA

Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo
Tema: Deve-se dar esmolas a crianças?



Na sociedade, existe uma grande desigualdade social. Devido à imensa aceleração produzida pela urbanização, algumas pessoas não conseguiram acompanhar o processo e acabaram nas periferias das cidades. Sem muitas opções, muitas tentam a vida nas ruas ganhando algum dinheiro no farol, pedindo esmolas. Como um ato natural, as pessoas tendem a dar essa esmola, seja por solidariedade, seja para tentar reduzir seu sentimento de culpa por viver em uma sociedade tão injusta. Dar a esmola é uma coisa boa? Não, não é uma coisa boa.
Pessoas recebem dinheiro investido por pena, por angústia produzida pela situação em que elas vivem e isso destrói sua auto-estima, uma dignidade já lesionada. O que estas pessoas precisam é de apoio social, precisam de oportunidades, de escola para as crianças, de empregos para os adultos e de uma vida digna a ser levada. Dar a esmola pode ajudar a resolver problemas momentâneos, mas não resolverá o problema num todo e ainda prejudicará a vida dos jovens, totalmente sem estímulos para obter uma vida melhor. Nos faróis de São Paulo é extremamente comum encontrar essas pessoas, fato decorrente da rotina da cidade e o que é rotina também são os paulistanos, entre outros, colaborarem com essa exclusão social ao invés de fazer algo concreto e permanente por elas.
A questão da esmola está muito mal fundamentada no senso comum e precisa ser revista. A sociedade deve se conscientizar de que dar esmolas não é a melhor opção e, sim, participar de programas voluntários de assistência social, procurar grupos filantrópicos sensibilizados com esta situação e proporcionar uma vida melhor a essas pessoas. Isto sim é um ato de cidadania.

Aluna: Jéssica Balatori de Lima, 20 anos.




Proposta: Descrição do homem feita por um cão
Modalidade: prosa descritiva
Tema: O homem visto pelo cão


Título: Reflexões de um vira-lata


O homem diz que eu não tenho raça, nem “pedigree”, nem dotes, e que não sou adestrável. E para que tudo isso? E num desaforo ainda maior, sou vulgarmente conhecido como vira-lata.
Antes de mais nada, minha dona é uma madame muito bem sucedida, sendo que eu, porventura, sou vítima de preconceito de suas amigas tão delicadas e de seus cães mimados.
Observo o comportamento do ser humano, estranho por natureza: trabalho, casa, trabalho, casa... Minha dona, rodeada de amigas que falam uma língua estranha com ruídos perturbadores. Agem padronizadamente, como máquinas, envoltas em artifícios, sendo adestradas por suas próprias etiquetas.
Vivo sob ordens e exclamações, sendo obrigado a tolerar costumes. Não sou o melhor amigo do homem, sou apenas dócil por natureza, o que me faz ser um pouco agradável, ao contrário do homem, que é bruto, domesticando os cães, forçando-nos a passar por situações ridículas. Um exemplo disso, é o que acontece em shows de adestramento, onde pessoas aplaudem e caem em gargalhadas estridentes, apenas para satisfazerem seu ego.
Meu lugar é nas ruas, perambulando, na liberdade da minha curiosidade, virando lata, e observando o homem, distinto deste mundo, alienado e preso à sua rotina extenuante.


Aluno: Otávio Santos, 16.