APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

FELICIDADE FALSA


Modalidade: dissertação argumentativa

Tema: A felicidade, entre o ter e o ser



Hoje, o consumismo se alastrou pelo mundo inteiro, conduzindo-o para os mesmos ideais do “American Way of Life”, ou seja, consumir para ser feliz. A indústria, através de seus produtos e , principalmente, pela publicidade, conseguiu convencer o povo de que ele só será feliz se consumir seus produtos. Entretanto, será que essa felicidade é o verdadeiro momento de satisfação ou algo apenas superficial?
Baseado no maquiavelismo “os fins justificam os meios”, a população está se submetendo a meios corruptos e injustos para conseguir seu objetivo. Sonegação de impostos, corrupção na política, tráfico e roubo são, entre outros, males da nossa sociedade que são catalisados pelo consumismo, ou seja, o desejo incontrolável de “ter”.
No entanto, isso não é exclusivo das classes médias e altas, as populações mais pobres também estão aderindo a essa tendência. Por exemplo, os lanches Mc Donald’s entram em casas que não têm nem saneamento básico. E isso proporciona uma triste realidade às classes baixas, pois ao comprarem produtos que sua renda não suporta, entram no obscuro caminho das dívidas. O desejo de “ter” não tem cor nem renda, e pode gerar sérias consequências.
Assim como Jacinto, em “A cidade e as serras”, percebeu que toda a modernidade que ele tinha só o entediava, o povo precisa perceber que além de se realizar materialmente, ele tem que se realizar pessoalmente. As virtudes e os valores sociais são eternos, já os produtos consumidos, não.
Temos que nos realizar espiritualmente, transformando o nosso “eu” interno em alguém digno e moral. A felicidade do consumismo não é verdadeira e satisfatória, ela só impulsiona a comprar mais. Na vida, o “ser” tem que vir antes do “ter”.


Aluno: Henrique, 18.