Modalidade: dissertação
Técnica: método dedutivo — análise de causas e conseqüências
Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar
Nos últimos anos, os problemas relacionados à má distribuição de renda e à consequente fome que atinge as camadas menos favorecidas da sociedade têm sido o foco das campanhas eleitorais políticas. Fala-se muito em saciar a população com bolsas e cestas básicas e muito pouco em evitar que se chegue a precisar delas. Seria necessário educar as pessoas e criar oportunidades de trabalho para, no mínimo, diminuir o problema.
Em sua primeira campanha em 2.002, Luís Inácio Lula da Silva lançou o programa “Fome Zero”, que visava à distribuição de alimentos para a população de baixa renda. Segundo Lula, o intuito do programa era “não só dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Se bem sucedido, este projeto atingiria a base do problema, tendo grande chance de amenizar a escassez de alimentos, uma vez que criaria condições de trabalho para o povo, que ganharia seu próprio sustento.
As pessoas quando submetidas a condições de subvida, sem escolaridade e oportunidades de emprego, tendem a perder as esperanças e a se acomodar em suas situações, sem a vontade de buscar melhorias significativas. O governo, ao colaborar apenas com cestas básicas, sem tomar medidas relacionadas à educação e ingresso no mercado de trabalho, incentiva tal comodismo. Aliás, isso é um prejuízo para a economia do estado, uma vez que os gastos se tornam contínuos, elevando a inflação e atingindo a própria população que pagará maiores juros e impostos, gerando um ciclo vicioso.
Não se pode, porém, deixar de considerar os empecilhos que precisamos superar para gerar tais oportunidades para essas pessoas. A educação em nosso país encontra-se eufemisticamente falando, em estado deplorável, embora a mídia insista em afirmar o contrário. Se não melhorarmos neste setor, certamente enfrentaremos uma miséria muito mais acentuada no futuro. De nada adianta empregar pessoas não qualificadas para os serviços, ou abrir cursos para educação adulta sem investir na alfabetização das crianças. De nada adianta solucionar problemas imediatos sem tomar providências para evitar que eles se repitam no futuro. Brasil, é hora de mudar sua tradicional conduta complacente para melhor.
Raíssa A. Vieira, 16.
Proposta: descrição de ações mínimas
Modalidade: prosa descritiva
Tema: O ato de acordar
Título: Seis e quarenta da manhã
Como quase todos os dias do ano às seis e quarenta da manhã sinto um toque sutil e uma “voz calma” me acordando para mais um dia de aula:
_ ACORDA, GUSTAVO, SEU PAI ESTÁ LÁ EMBAIXO TE ESPERANDO!
Vou abrindo meus olhos com toda calma do mundo, levantando-me e colocando meu pé no piso de madeira gelado pelo ar-condicionado.
Calmamente me levanto para receber a lambida e o carinho do meu cachorro, que me espera do lado da minha cama todos os dias de manhã; ele entra em meu quarto quando a “voz calma” abre a porta.
É preciso colocar minha mão estendida para fora da cama, mostrando que estou acordado, caso isso não aconteça, ele começa a latir e a lamber até conseguir o que ele quer: carinho, que eu acorde e lhe dê duas bisnaguinhas.
Aluno: Gustavo Píton Machado, 17.
CICLO VICIOSO
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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