Modalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: método dedutivo/ contra-argumentação
Tema: Tomar da defesa do computador
Embora o mundo globalizado atual apresente um grande desenvolvimento tecnológico, sendo os computadores os grandes protagonistas da história contemporânea, ainda há quem diga que tais máquinas representam uma ameaça ao modo de vida humano, bem como às relações sociais.
É fato que os computadores tendem a criar, através das múltiplas redes sociais (vulgo Orkut, Facebook, ou Twitter), uma falsa ideia de relacionamento. Falsa porque, ao conversar com alguém online, é impossível saber, ao certo, se as informações do “perfil” desta pessoa são reais ou enganosas. Outra face negativa desses aparelhos é a influência que eles têm sobre seus usuários: muitos ficam viciados em jogos e na internet, chegando a trocar uma vida real por uma semi-vida virtual. Em se tratando de criança, esse problema se torna ainda mais amplo, uma vez que o uso excessivo do computador compromete o desenvolvimento social e intelectual, ao passo que elas deixam de brincar com outras crianças e perdem o interesse pelos estudos.
Com tantos problemas gerados por essa forma de tecnologia, é compreensível que o computador tenha conquistado tantos antagonistas. Ocorre, no entanto, que como seres inanimados que são, não cabe aos computadores ou à internet decidir os fins para que serão utilizados.
Eles são, afinal, a ferramenta-chave que possibilitou a globalização, uma vez que permite que pessoas distantes se comuniquem, chegando a surgir grandes amizades desses contatos. Além disso, quando utilizada corretamente, a internet pode facilitar muito a vida das pessoas, sendo possível realizar compras, aprender receitas e, até mesmo, ler livros online. Cabe, pois, aos pais, monitorar seus filhos, certificando-se de que o aparelho seja utilizado para fins benéficos e moderadamente, bem como incentivar o desenvolvimento das relações sociais.
É coerente concluir que não é a máquina a causadora dos males citados a princípio, mas sim o próprio ser humano, que o utiliza erroneamente. O homem tem essa tendência a utilizar a tecnologia para destruir tudo o que há de bom, bem como a de tomar a parte pelo todo, tabelando, metonimicamente, tudo quanto se possa julgar.
Raíssa A. Vieira, 16.
