APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

DES-VENTURA EM CAMPINAS


Proposta: transformar relato oral em narração.
Modalidade: Narração em 3.ª pessoa – enredo linear
Tema: Aconteceu numa festa de S. João


Márcio era de Niterói, nascido em 1954, saiu de lá em 1979 e mudou-se para Campinas, para estudar e depois trabalhar.
Eis que surge uma festa de São João, e ficou combinado de irem juntos Márcio, Míriam, Andrea e Juliana. Míriam, que vai ter um papel muito importante no problema que irá acontecer nessa festa, era uma menina muito dócil e meiga, e sempre era a motorista da turma, pois nunca bebia e, quando bebia, bebia pouco.
Então que na festa Míriam fez algo extraordinário: tomou um baita de um porre. Márcio, mesmo ainda não tendo carteira de habilitação, teve que levar Míriam para casa, pois a mesma estava sem condições.
Márcio foi ao estacionamento procurar o carro branco de Míriam, mas estava muito escuro e tinha muitos carros. Ele achou, e tentou abri-lo carro com a chave, que não, funcionou; porém, viu que a porta do passageiro estava aberta, então entrou por essa porta e foi até sua casa, onde todos passaram a noite.
Ele estava tão atordoado com Míriam que nem percebeu que no carro não estavam as bolsas delas.
Míriam acorda, e Márcio mostra aonde o carro foi deixado... Ela fica pálida.
_ Esse não é o meu carro, Márcio!
_ Claro que é, a gente veio nele ontem, mas o carro tava com problema, eu até tive que fazer ligação direta.
_ Meu Deus! Esse não é o meu carro, não é a minha placa, você roubou um carro, Márcio!
Todos pegaram o carro correndo e foram para o lugar da festa ver se o dono estava lá, e ainda estava.
A sorte foi que o dono era de Manaus e estava em Campinas há uma semana, e ficou com medo de ligar para a polícia, pois não conhecia a cidade.
Então, tudo foi resolvido “na conversa” e Márcio nunca mais abriu uma porta de um carro errado.


Aluno: Henrique Afonso Garcia Buzo, 17.







PROPOSTA DE REDAÇÃO: Produzir texto em prosa com função expressiva.
(paráfrase de texto de Jô Soares)
Exercício de ponto de vista: adotar a ótica de um mendigo.
Tema: A corrupção no Brasil


Título: A corrupção do ponto de vista dos mais fracos        


Apesar de mendigo, sou alfabetizado. Conhecimento, não tenho muito, ao contrário das dúvidas que nunca são esclarecidas, tão cruéis como esta vida que levo desde pequeno.
Passar fome enquanto alguns jogam comida fora e ser preso por roubar arroz ou farinha, enquanto os praticantes da tal corrupção roubam milhões e milhões sem serem ao menos ofendidos de ladrões, tornaram-se situações hoje comuns e aceitas por muitos.
Dizem por aí que o nosso país é hoje um dos maiores cobradores de impostos do planeta. Penso que pouco dinheiro isso não seja.
Mas se esse dinheiro não está aqui, ajudando os mais necessitados como eu, onde estará esse dinheiro que serviria de apoio aos pobres?
A tal corrupção não vê limites, pois os mais ricos, como deputados e políticos de hoje, tiram esse dinheiro, que compraria meu pão com mortadela da semana e compraria meus remédios, desviando-os para suas contas e “roubando” do povo milhões e milhões.
O fato que mais me incomoda é saber que o povo brasileiro vê tudo isso e não faz nada, não se revolta nem exige mudança, porque se exigisse, políticos como ***** não estariam ainda decidindo o futuro do nosso país e desviando cada vez mais o dinheiro do povo, principalmente o seu, o meu e dos mais necessitados.


Victória, 15.





OITO


Modalidade: crônica
Tema: aniversário
Proposta: a partir das ideias do poema “Aniversário” de Fernando Pessoa, produza uma Crônica em que faça reflexões sobre um aniversário ocorrido recentemente.


Lembro de quando tinha oito anos, eu era gorducha, baixinha, tinha o cabelo curto e usava um aparelho cor-de-rosa. Odiava tanto aquele aparelho! Eu queria parar de usá-lo o mais rápido possível, queria ir às baladinhas a que minhas primas mais velhas iam. Eu queria ser “gente grande” logo... como todas as crianças querem, não é?
O tempo passou, ontem mesmo fiz dezesseis anos, na minha festa não havia mais bexigas, nem copos coloridos, não havia mais docinhos enfeitados que a minha mãe fazia. De igual, só os amigos, que hoje estão sete palmos maiores.
Em meio ao bolo e dezesseis velinhas brancas, comecei a me lembrar da época que queria crescer. Dá vontade de voltar no tempo, de deixar as responsabilidades e medos. Apenas queria voltar a me preocupar com o nome que meus bichinhos de pelúcia teriam, e se haveria sobremesa depois do jantar.
Aniversário... sempre é bom antes da velhice, das responsabilidades, de perceber que daqui a um tempo, é a minha vez de tomar decisões e caminhos.

Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 16.




Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo com contra-argumentação
Tema: Abrigamento compulsório das crianças de rua

Título: A complexidade do cuidado

Abandono, medo, raiva, frio e fome. A vida de muitas crianças de rua se resume a estes sentimentos, o que, na maioria das vezes, leva-as a procurar conforto e soluções na criminalidade ou nas drogas. As garotas realizadoras dos “arrastões” em São Paulo, em agosto deste ano, evidenciam a triste realidade de milhares de brasileiros que vivem do crime devido à miséria. É dever dos governantes do nosso país tomar providências, mesmo que drásticas, para evitar e solucionar esses problemas, e o abrigamento compulsório é uma delas.
Deve-se, acima de tudo, buscar os fatores que levam essas crianças à criminalidade. Na maioria das vezes, a falta de estrutura familiar, o desemprego dos pais e a pobreza extrema fazem com que a vida desses pequenos se torne uma bagunça e as ruas e as drogas surgem como uma “válvula de escape” para eles, sendo a criminalidade uma inevitável consequência. Solucionar o problema das crianças de rua significa, para o governo, evitar que tais famílias cheguem a esse grau de abandono e implementar programas de ajuda para resolver casos já existentes, bem como oferecer cursos e empregos para pais e filhos jovens.
É nesse sentido que as casas de abrigamento se fazem válidas, uma vez que podem proporcionar às crianças a sensação de proteção familiar. Abrigá-las compulsoriamente é impor limites e regras que constituirão as bases do desenvolvimento, da consciência moral, papel este fundamental da família. Além disso, supondo que funcionem adequadamente e contem com profissionais de competência e aptidão, tais casas podem se tornar centros de auxílio psicológicos e de formação técnica para crianças e jovens.
É necessário, no entanto, manter em mente que, para que haja os resultados positivos, muito deve ser mudado no Brasil. O dinheiro público deve ser aplicado devidamente e os profissionais envolvidos devem ser escolhidos com cautela, visando ao bem estar das crianças. Enquanto houver corrupção e descaso por parte de nossos governantes, não haverá projeto que possa resolver esse problema tão amplo e complexo. É preciso que haja integração entre Estado e sociedade para fazê-lo funcionar, bem como paciência; afinal, não é algo que possa ser feito em um piscar de olhos.

Aluna: Raíssa Augusto Vieira, 17.