Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo
Tema: Nenhum homem é uma ilh
O fato de o homem constantemente se dedicar ao desenvolvimento tecnológico é algo preocupante. As máquinas são priorizadas e a interação com as pessoas se torna ainda mais distante, colaborando com a maior tendência ao individualismo.
A socialização, em nenhum momento, pode ser excluída da vida de uma pessoa. É a partir do convívio e do relacionamento que o conhecimento humano é adquirido, o que numa sociedade democrática e capitalista é extremamente importante, já que a exigência de maior capacidade de interação e comunicação de um indivíduo é cada vez maior, principalmente em empresas, com a contratação de novos funcionários.
Em diversos filmes, como “O Náufrago”, por exemplo, podemos observar a extrema necessidade do ser humano de se socializar. O personagem principal busca em simples objetos uma forma de interação. A ausência de uma civilização mostra claramente a dificuldade do ser humano de resolver determinadas situações. O isolamento pode trazer inúmeras consequências, dentre elas o comprometimento do raciocínio e alterações sentimentais.
Realmente, não faz parte do homem viver isolado, uma vez que a socialização é natural do ser humano. O isolamento só acarretará problemas que, com o tempo, poderão ser irreversíveis.
Gabriela dos Santos Pasquotto, 17.
Proposta: Descrição do homem feita por um cão
Modalidade: prosa descritiva
Tema: O homem visto pelo cão (um Pit Bull)
Título: ÓTICA REAL
Vejo, mas não entendo. Tanta delicadeza e simpatia, para qual fim? Dócil demais, espalhando sorrisos sem necessidade, alegria falsificada, espontaneamente forjada.
São muito assustados, melancolicamente aprisionados no medo. E, às vezes, acho que são surdos, queria que tivessem os ouvidos bons o bastante para ouvir o uivar dos outros cães quando a noite cai.
Mas, que felicidade eles têm? Assistir TV? Lavar calçadas? Onde fica aquele campo aberto, aquele lugar imenso, onde o céu toca o chão no horizonte e o vento frio que bate na sua cara quando você corre, e se sente livre? Cadê o mundo pra você morder de alegria?
É... Humanos... Sentem-se heróicos sobre suas duas pernas, elevando-se às nuvens. Mas no fundo, fracos, não cuidam de si mesmos. Nem sequer têm agilidade para fazer isso.
Por essa e outras razões, o meu mundo preto e branco é bem mais colorido que o deles. No meu mundo não há traição de nenhuma forma. No meu espaço, tenho a minha força, tanto de vontade, quanto física. Eu vivo dos sons, vivo dos cheiros, rastros. E parece que nada no mundo deles me fortalece mais.
Sou ira, fúria, só quando necessário. E mesmo com todas as controvérsias existentes, mexa com um deles para comprovar o que eu digo.
Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 16.
ESSÊNCIA DO CONHECIMENTO
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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