Modalidade: Dissertação argumentativa
Método dedutivo
Tema: Mentira
Título: Defeito humano
O senso comum diz que “uma mentira não faz mal a ninguém”. Entretanto, o
que não é levado em conta é que uma mentira nunca vem só, e acaba se tornando
um ciclo vicioso, pois uma mentira leva a outra e, quando ele é quebrado, uma
série de pessoas é prejudicada.
Mentir é difícil, requer planejamento e atenção aos mínimos detalhes.
Quando se faz isso, a chance de ser pego é menor, mas nunca nula. Quando se
conta uma mentira, ela vem acompanhada por outras para acobertar a primeira.
Dessa forma, a pessoa fica afogada em mentiras e uma hora ela falhará. Não
existe mentira perfeita.
Quando a mentira é descoberta, o caráter da pessoa que a desferiu se
torna duvidoso aos olhos das outras. Isso pode causar uma exclusão social e a
pessoa que contou a mentira para se beneficiar sairá prejudicada. Bashar
al-Assad, ditador da Síria, prometeu cessar os ataques contra os protestantes e
não cumpriu, e isso está quase desencadeando uma invasão de outros países.
Contar a verdade revela que a pessoa é íntegra e sincera. Mesmo em
momentos difíceis, a verdade é fundamental porque, embora se queira proteger a
pessoa, todos merecem ouvi-la. Quando se conta a verdade, não existe um “peso
na consciência”. A omissão dela pode prejudicar um grupo de pessoas. Nos
jornais, por exemplo, existe a omissão de informações para beneficiar certos
políticos e isso acaba prejudicando seus leitores. Dessa forma, evidencia-se
que a mentira degrada e faz a sociedade humana apenas regredir.
Não há como não ser pego na própria mentira, quando isso for aprendido, o
mundo poderá chegar ao próximo estágio da evolução.
Aluno: Guilherme Polisel, 17.
Modalidade: dissertação
argumentativa
Método: dedutivo com contra-argumentação
Tema: Educação no trânsito: Exercício de poder ou de
cidadania?
Título: Reciprocidades
Entrou em vigor, em 2008,
a “lei seca”, a qual pune severamente os motoristas
embriagados, em especial quando há acidentes e mortes. A falta de educação no
trânsito traz consequências trágicas, não apenas para os infratores, mas para
todos os indivíduos envolvidos nas batidas, sejam outros motoristas ou
pedestres inocentes. É, portanto, uma questão que fere o exercício da
cidadania.
A verdade é que automóveis são perigosos até mesmo quando conduzidos com
responsabilidade e sobriedade. O risco é ampliado enormemente quando se está
alcoolizado ou sob efeito de drogas energéticas (como as utilizadas por
caminhoneiros para evitar o sono nas longas viagens). Quando se está em alta
velocidade, um instante de inconsciência é suficiente para causar acidentes e
tirar a vida de famílias inteiras.
Além disso, é direito do motorista responsável sair de casa sem correr o
risco de ser atingido por um “carro de bêbado”. É, também, direito do pedestre
atravessar a rua sem medo de que um louco não respeite a faixa de pedestres e o
atropele. A responsabilidade no trânsito fará com que o número de acidentes e,
consequentemente, de mortes, sofra uma significante redução, como já vem
ocorrendo desde a aprovação da “lei seca”.
Embora a educação no trânsito envolva o exercício do poder, no sentido de
que exige uma fiscalização policial muito grande, a sua essência é estritamente
relacionada ao exercício da cidadania. O trânsito, assim como todos os meios de
interação social, exige paciência e respeito mútuos. Se cada um fizer sua
parte, a coerção deixará de ser necessária, passando a prudência a ser um
processo espontâneo.
Aluna: Raíssa A.
Vieira, 17.
