Modalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: Método dedutivo — recurso: contraponto
Tema: Uma linha tênue separa o belo do grotesco
Sempre que uma pessoa recebe algum estímulo exterior, logo começa a avaliar como isso a influencia e se isso é belo ou grotesco. Porém, essas interpretações são subjetivas e dependem da cultura de cada pessoa, além da época em que está sendo feita tal consideração, pois a diferença entre os dois conceitos não é nítida o suficiente para se afirmar, certa e unanimemente, o que é ou não feio.
Essas duas características não devem ser analisadas isoladamente, pois ambas estão presentes no mesmo objeto, dependendo da percepção de cada pessoa, sendo que o agradável para uma pode não o ser para outra e vice-versa. Além disso, a capacidade de análise do ser humano segue o seu desenvolvimento: quando se é criança, o bonito é algo de colorido forte, enquanto um adulto, geralmente, prefere cores mais suaves. Também devem ser considerados os valores estéticos que são lançados a uma criança durante a sua criação, os quais serão a base de sua visão de mundo, que sofrerá influência de outras pessoas e, atualmente, da mídia.
Deve-se reconhecer, também, que as diferenças culturais refletem na distinção entre o belo e o feio, sendo que um indígena, dentro de seus hábitos, tem um padrão estético que é considerado normal, mas que causa estranhamento em alguém acostumado à urbanização. Somando-se a esse fator, há o do tempo, uma vez que há opiniões e sensações diferentes em cada época. Antigamente, as mulheres com ancas largas, símbolo da fertilidade, eram as mais cobiçadas, enquanto hoje o ideal de beleza são pessoas magras. Além disso, há movimentos que influenciam na percepção de mundo das pessoas, pois uma pode considerar a música barroca de Bach mais sonora e envolvente que a do romântico Chopin.
Através de todas essa análises, é fácil perceber que a distinção entre o prazeroso e o desagradável não é racional e, muito menos, uniforme. Essa escolha sofre interferência de vários fatores, como os valores estéticos, da época, da cultura e, principalmente, do subjetivismo. Assim, tal decisão é como o inconsciente das pessoas: imprevisível.
Ariéli Vitorasso Blanco, 17.
ESCOLHA SUBJETIVA
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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