APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

MEDO, PÂNICO, BLACK-OUT

Modalidade: prosa descritiva
Proposta: descrição com desprezo da visão
Tema: Black-out numa cidade grande



Era mais uma badalada noite na cidade de São Paulo. O clima era bom, na verdade bom demais: não era frio nem quente. Uma noite perfeita para ir a uma boate com os amigos.
O lugar estava cheio. Encontramos vários tipos de pessoas, conhecidas ou não, gente sã, outras mais pra lá que pra cá.
Também vimos pessoas mal encaradas, outras com certo aspecto angelical.
Estávamos em sete pessoas: eu, minha irmã, um amigo e mais dois casais. E mesmo com a superlotação do lugar, conseguimos permanecer juntos. Perto um do outro. Foi sorte.
No meio da madrugada, não me lembro a hora, um black-out veio à tona e tomou conta de quase toda a cidade. Como impulso, segurei a mão de minha irmã, para que ela ficasse protegida.
Logo os gritos de vaia invadiram o espaço, causando-me tontura, mas a preocupação com os outros amigos era maior.
Eu gritava seus nomes, mas o som de minha boca tornava-se pequeno demais, se comparados ao som que as outras pessoas faziam. Resolvi então esperar que a companhia de luz tomasse suas providências.
Tentava respirar fundo para não me importar com o terror e o pânico que o escuro me causava, mas o ar parecia não vir. Minha irmã me abraçou, passando-me calma e confiança. Queria achar o resto da turma.
Em alguns minutos, a polícia chegou com suas lanternas e nos orientou até a saída. Alívio na certa.
Chegando à calçada em frente à boate, que estava iluminada pelos carros dos policiais, encontramos todos, menos Felipe, o amigo.
Depois ficamos sabendo da terrível história.
Felipe estava embriagado e, quando o black-out aconteceu, ele, sem querer, esbarrou em uma pessoa drogada e fora de si, que agora esta presa, e foi morto com duas facadas.
Todos nós ficamos em choque e, nossa vida nunca mais fora a mesma depois de tanto pânico e dor daquela noite.

Lara Júlia Kitagawa, 16.





Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo/ conta-argumentação
Tema: Sonho ou realidade se sobrepõem



Título: NO MEIO, MAS NÃO EM CIMA DO MURO





O sonho e a realidade são dois mundos distintos, mas que estão indiscutivelmente ligados, sendo que, o que é feito em um, reflete ou tem a intenção de interferir no outro.
E essa conectividade é extremamente balanceada, fazendo com que nenhum desses dois “mundos” se sobreponha ao outro, pois para criar é preciso sonhar e para sonhar é imprescindível um conhecimento básico da realidade.
Na construção de um prédio, por exemplo, é necessário conhecer o real potencial de sustentação do material utilizado, para depois sonhar com seu formato e planejá-lo.
Apesar de ser possível imaginar qualquer forma para qualquer objeto sem ter conhecimento algum sobre a realidade, a maioria das invenções humanas tem como inspiração materiais reais, como um foguete se aparenta muito com um falcão em seu pico de velocidade.
Sem a mescla entre realidade e sonho, todos se prejudicariam. Viver mergulhado apenas no mundo do sonho gera patologia psicológica e, quando se vive somente o real, obtêm-se uma vida medíocre, que pouco difere da vida de um animal irracional.
Muitos afirmam que se alguns filósofos tivessem tido maior equilíbrio em seu jeito de viver, a sociedade estaria menos evoluída. Mas é comum esquecer-se que o balanceamento do estilo de vida afeta a criatividade. Portanto, se fossem mais equilibrados, talvez esses filósofos, produzissem mais, em menos tempo.
Logo, fica comprovado que a dosagem entre a imaginação e a realidade é essencial, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade.


Giovane Thomazine Soares, 17.

A FERRAMENTA DA GLOBALIZAÇÃO

Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — contra-argumentação
Tema: A maior invenção do últimos 2000 anos.

Título: A ferramenta da globalização


Nos últimos dois milênios de história, o homem desenvolveu várias tecnologias que lhe permitiram realizar tarefas, antes complexas e demoradas, de maneira mais eficaz. Dentre elas, a internet destaca-se como uma das mais importantes, pois permite ao homem comunicar-se em tempo real com qualquer pessoa no mundo, acessar dados de pesquisa facilmente e, até mesmo, gerenciar operações bancárias e de bolsa de valores.
Devido aos altos custos de uma ligação telefônica internacional, a internet mostra-se um meio de comunicação muito mais viável, pois permite vídeoconferências em tempo real e sem tarifas para qualquer lugar do mundo. Deste modo, facilita a vida de quem precisa passar algum tempo longe da família por causa do trabalho ou estudos, por exemplo.
No que diz respeito ao campo de pesquisa, a internet mostra-se mais uma vez eficaz. Ela permite rápido acesso a banco de dados, o que facilita muito o trabalho de pesquisadores, uma vez que antes teriam que procurar em livros, muitas vezes estrangeiros, atrasando a conclusão do projeto. Para os que acham que os dados na rede não são de confiança, vale ressaltar que é preciso saber procurar fontes seguras e sites confiáveis.
Tratando de economia, o acesso rápido e prático que a internet oferece no serviço bancário, compras online e até mesmo operações na bolsa de valores, faz com que a economia gire mais rapidamente. Por exemplo, enquanto a bolsa brasileira de valores está fechando, a bolsa de Tóquio está abrindo. Isso garante um dinamismo crucial para os economistas que trabalham no setor.
Portanto, a internet é, sem dúvida, uma das mais importantes invenções humanas, pois seu uso nos diferentes aspectos da vida contemporânea mostra-se essencial para a manutenção das relações sociais, desenvolvimento tecnológico e econômico.


Diego Castro, 20.






Proposta: Construir um poema-denúncia com dados estatísticos (ou numéricos) a partir de uma notícia de jornal (paráfrase de poema de Ferreira Gullar)
Tema: A tragédia de Realengo



Título: O atirador do Rio


O atirador que matou 12 alunos numa escola do Rio fez mais de 60 disparos.


O atirador que matou 12 alunos numa escola do Rio
fez mais de 60 disparos


O atirador
que matou 12 alunos numa escola do Rio
fez mais de 60 disparos


O atirador
que matou
12 alunos
numa escola
do Rio
fez mais
de 60 disparos

fez mais de 60 disparos
fez mais de 60 disparos
fez mais de 60 disparos
fez mais de 60 disparos




Gustavo Píton Machado, 16