Modalidade:
dissertação argumentativa
Tema: A bajulação: virtude ou
defeito?
O mundo atual valoriza a imagem que uma pessoa pode passar. Hoje, a
capacidade profissional não é mais tão valorizada, fazendo com que os grandes
empresários levem em conta a concepção que possuem de determinado funcionário.
Por isso, devemos nos adaptar ao contexto atual, e o ato de bajulação deve ser
levado em conta para conseguirmos evoluir.
São inúmeros os casos de funcionários promovidos apesar de existirem
outros mais competentes. Essas pessoas que eram mais capacitadas alegam que
isso ocorreu porque aquele trabalhador bajulava o chefe e, por isso, ganhou a
promoção. O fato é que todos gostam de receber elogios, e isso já foi
comprovado cientificamente; além disso, pesquisadores provaram que, de qualquer
forma, o elogio penetra e se aloja no cérebro humano. Dessa forma, os
“bajuladores” criam uma melhor imagem sobre si, obtendo mais oportunidades.
No entanto, o ato de bajular é condenado por muitas pessoas, pois elas
acreditam que essa é uma maneira desonesta de se atingir um objetivo e se
recusam a agir assim. Contudo, isso só pode ser considerado desonesto se
vivêssemos numa sociedade utópica. O ser humano precisa adaptar-se às novas
exigências que surgem com o tempo; e se a bajulação estiver entre elas, isso
deve ser posto em prática.
Em séculos passados, a honra e a virtude eram os aspectos valorizados nas
pessoas. Já na nova conjectura mundial, além da capacidade profissional, são
considerados o carisma e a simpatia da pessoa. O bajulador passa uma boa imagem
a todos, pois ele tem a capacidade de reparar nas características mais
marcantes das pessoas e aumentá-las. Já quem é eternamente sincero acaba
ganhando a fama de antipático.
A maioria das pessoas é suscetível à bajulação, essa é uma característica
da sociedade atual. Devemos adotar uma nova postura e, literalmente, elogiar as
outras pessoas. Isso criará uma competição e, logo, a bajulação não será mais
tão relevante.
Aluno: Guilherme de Abreu Polizel, 17.
OUT/2012.
