Modalidade:
dissertação argumentativa
Tema: “Quem,
ao julgar, baseia-se numa vivência ou numa experiência pessoal, dificilmente
confunde crítica com preconceito.”
Os seres
humanos em geral desenvolvem sua capacidade de raciocinar de acordo com os
estímulos externos. O meio, os seres vivos e a cultura moldam personalidades,
formulam conceitos tão enraizados que acabam limitando a aceitação de novas
ideias. E cada vez mais as minorias sociais estão lutando por respeito, além do
abandono permanente do preconceito, o que gera graves conflitos de opinião.
De fato, o
novo causa estranhamento até nas pessoas mais flexíveis, mas não é digno de ninguém
divulgar uma opinião formulada instantaneamente. Quando isso acontece, o
indivíduo pode ser considerado preconceituoso. Como cada um possui uma
experiência de vida única, não é possível padronizar gostos. Por isso, o que
importa de verdade é o jeito de pensar e não o pensamento em si. Para ser crítico
basta analisar com cautela o assunto, permitindo a exposição de duas versões
diferentes, pesquisando a fundo o que aquilo significa na sociedade atual. Isso
é feito, geralmente, pelos amantes do conhecimento.
Os sábios são
aqueles que possuem uma concepção de mundo excepcional. Livres de preconceitos
baseados em juízo de valor, eles conseguem aceitar com naturalidade o que causa
tormento na maioria das pessoas. Por exemplo, os gays, vistos pelos conceitos
universais, são seres humanos normais por causa da racionalidade, linguagem
desenvolvida, físico, etc. A primeira impressão pode gerar desconforto em quem
vê dois homens se relacionando, porém, após profundas análises, percebe-se que
não passam de um casal exercitando seu instinto gregário/afetivo.
Essa conclusão
vem de uma crítica racional, diferente da irracional que particulariza um caso
em totalmente bom ou ruim. A primeira universaliza e analisa cientificamente,
por isso os que vivem uma experiência são mais aptos a falar sobre ela. Claro
que certos assuntos polêmicos, como aborto, recebem críticas duras, por vezes
até parecidas com um preconceito, contudo não se deve confundi-las. A crítica é
construtiva, rica, portanto deve ser apresentada com educação, sem resquícios
de subjetividade para não causar problemas.
Portanto,
depende de como cada indivíduo vê sua experiência de vida. Se ele conseguir
construir uma crítica construtiva, com certeza sua bagagem será positiva, mas
se ele fizer uma crítica irracional, a experiência pode gerar, infelizmente, um
preconceito.
Aluna: Letícia
B. Franco, 19.
