Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: Nenhum homem é uma ilha
Filósofos
dizem que o mal do século XXI é a solidão. Apesar da sociedade atual ser
caracterizada como individualista, egocêntrica e dependente das redes sociais,
nenhum homem consegue viver exatamente sozinho.
Desde a Idade
da Pedra, os ancestrais do ser humano perceberam que vier em bando tinha muitas
vantagens. Dentre elas, proteção, contra os inimigos em comum e mão-de-obra
disponível para trabalhos como construção de casas e cultivo de alimentos. Com
o passar do tempo, a necessidade de se comunicar proporcionou o desenvolvimento
da linguagem. Esta, por sua vez, tornou-se responsável pela socialização.
A partir de
então, o homem evoluiu para algo mais complexo. Sua capacidade intelectual
permitiu que fossem criadas leis de norma e conduta para padronizar o
comportamento do ser humano. Por exemplo, a nudez, ato normal do passado, é
vista, hoje, como atentado ao pudor. Por conviver diariamente com diferentes
personalidades, ele adquiriu também certa maturidade emocional. Os conflitos
deixam de ser resolvidos pela força e passam a ser pela inteligência e
educação.
Sendo assim,
todo indivíduo que fala, pensa e segue a Constituição vive, necessariamente, em sociedade. Casos
de isolamento, como o personagem da literatura “Tarzan”, resultam na formação
de animais, pois a fala é comprometida, o andar é semelhante ao dos macacos e,
a alimentação, própria para o corpo dos selvagens. Nem mesmo os “nerds” mais
antissociais vivem completamente sós, porque a internet é uma criação do homem.
Portanto, não
existe nenhum ser humano que sobreviva sozinho. É da natureza desse ser se
agregar, mais do que isso, é vantajoso para ele, pois as relações pessoais só
tendem a engrandecê-lo, elevando-o, a um nível superior em relação a outras
espécies animais.
Aluna: Letícia
B. Franco, 19.
Data: 03/04/13
