Modalidade: Crônica -
Tema: Ventania
Ventania, com chegada brusca que fere almas, destrói lares, sequestra
vidas, arrasta materiais valiosos, assim pode ser definida a violência urbana
do Brasil. Infelizmente, os índices da violência continuam altos e se parecem
com ventos fortes que tendem a resistir, trazendo tempestades de crimes que
acontecem todos os dias nas portas de nossas casas.
Estou desesperada com o que vem acontecendo neste país verde e amarelo
que não faz nada para bloquear os ventos contínuos de impunidade que se
comparam realmente com fenômenos naturais de tão comum que se tornaram. Uma
reportagem que vi hoje me chocou muito, pois um adolescente matou um taxista
apenas para furtar 70 reais e um celular. O jovem fugiu para um outro país e
por lá permaneceu por três anos, quando foi preso e voltou para o Brasil.
Porém, esse caso não terá um final feliz, já que pela lei ele só poderá ficar
preso 13 dias, pois cometeu o crime quando era menor de idade. Isso lhe dá o
“direito” de ter liberdade com 21 anos e ele os completará em quase duas
semanas.
Quero um basta de catástrofes como essas, chega de achar que ventanias
sangrentas são normais e vão passar um dia. Não, não vão! A violência virará um
furacão e arrastará qualquer delegacia ou fórum, sem deixar uma parede de pé.
Agora, olhando pela janela, vendo as folhas das árvores mexerem-se
rapidamente e ouvindo o zumbido do vento, me sinto presa, pois sei que se sair
de meu refúgio estou propícia a ser abordada por criminosos que chegarão,
talvez destruirão a minha vida e irão embora. Essa ventania que hoje causa
medo, não o causará mais, pois estou certa de que nós, cidadãos, lutaremos para
que ela seja exterminada.
Aluna: Jéssica Lopes Montozo, 20.
Proposta: paráfrase de “O lutador”, de C. D. Andrade. Texto com função
expressiva.
Tema: A luta diária com as
palavras.
Linda Menina
Palavras não
são apenas palavras,
podem ser
quentes ou frias,
boas ou más,
mas sempre
trazem uma mensagem.
Há sempre uma
palavra dentro da palavra,
que traz
consigo a perplexidade.
Oh, palavra,
qual é o seu segredo?
me mostre seu
caminho,
me leve até
seu jardim,
para que eu
possa desfrutar do seu gosto cortês.
Você se
diverte comigo hoje
e amanhã briga
comigo,
mas você
sempre vence,
porque eu
preciso muito mais de você
do que você de
mim.
Há dias que eu
nem preciso chamar
pelo seu nome,
que você vem
correndo,
mas há
momentos
em que você se
esconde.
Você me
fascina pelo seu jeito
bipolar de
ser...
Será que um
dia descobrirei
seus segredos,
linda menina?
Aluna: Isadora,15.
