Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: Quem, ao julgar, baseia-se numa vivência ou numa
experiência pessoal, dificilmente confunde crítica com preconceito.
Será que basta
somente basear-se em uma experiência pessoal para ser crítico? Crítica e
preconceito são comportamentos opostos, que são diferenciados a partir de ter
ou não conhecimento. A crítica elimina o preconceito, pois quando se faz uma
crítica racional baseia-se em pesquisas para, daí em diante, buscar a verdade,
a justiça. Já o preconceito é formado antecipadamente, sem conhecimento
adequado.
O homem que
julga um assunto ou comportamento tendo total conhecimento sobre ele, faz uma
crítica racional, baseada em informações concretas, apoia também a liberdade, a
não-opressão, os conceitos universais e diz “não” ao individualismo, define os
princípios éticos antes de julgar.
Entretanto, a
crítica irracional é um julgamento sem conhecimento dos fatos, feito sem o uso
da razão, fechando a questão com as próprias opiniões, sem procurar a verdade
dos fatos, dando origem, assim, ao preconceito, um sentimento hostil. Além
disso, muitos preconceitos estão internalizados, vêm de uma herança cultural
que acaba sendo colocada em prática através da discriminação, quando o diferente
é considerado inferior.
Um exemplo de
um movimento que deveria ser crítico, mas foi completamente preconceituoso era
o nazismo, pois apesar dos líderes como Adolf Hitler terem conhecimento, não o
colocavam em prática e nem usavam a razão. Eles defendiam a superioridade da
raça ariana e a doutrina do espaço vital necessário aos alemães. Dessa forma,
desenvolveram o preconceito racista, pois para eles os outros povos eram
considerados biologicamente inferiores e deveriam ser eliminados.
Portanto, não
basta basear-se apenas em uma experiência pessoal para ser crítico, é
necessário também aprender com isso, além de procurar ter mais conhecimento,
questionando sempre o que está certo ou errado, desta forma tornando-se uma
pessoa crítica e racional.
Aluna: Sofia
Pessini, 20.
15/05/2013.
