APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

CENSURA É VIOLÊNCIA


Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: Censura




A censura é um artifício usado para omitir e reprimir termos de obras literárias, opiniões e manifestações. Utilizada de forma aterrorizante na ditadura, ainda é um meio que distorce e prejudica a liberdade de expressão, oprimindo novas ideias e pensamentos, tudo para controlar a população.
Essa opressão consiste em preservar uma ideologia de um sistema de governo ou a integridade de um grupo social. Através desse fundamento, o conservadorismo está diretamente ligado à censura e, para manter essa relação, os sistemas de governos autoritários utilizam a força e a violência para reprimir, principalmente, as críticas e os movimentos sociais.
Onde existe censura não existe liberdade. Assim, pensava a juventude da década de 70 no Brasil, diante da violência e da estagnação cultural promovidas pelo governo ditatorial. Indignados com aquela realidade, artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa e Tom Zé, reuniram-se para criar não só um movimento musical, como também revolucionário, o Tropicalismo. Essa manifestação atuou contra a censura e foi fortemente oprimida, acarretando a prisão e o exílio de vários músicos e escritores.
Isso é a prova de que a censura atrasa a idealização do progresso, retardando o desenvolvimento intelectual, cultural e o espírito crítico. Hoje, existem países, como Cuba, que reprimem qualquer tipo de manifestação. O que se observa, é que esse país está classificado como pobre e subdesenvolvido, isolado do mundo moderno e liberal.
Portanto, é necessário preservar o conceito de que com a censura não existe democracia e dessa forma, não há liberdade e progresso. O direito à livre expressão é o único modo para disseminar ideias, expor opiniões e gerar a concorrência, alavancando o desenvolvimento e promovendo a liberdade e a igualdade no país.

Aluno: Otávio Santos, 18.

PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA


Modalidade: dissertação argumentativa
Proposta: dissertação iniciada por plot narrativo
Tema: O consumo de drogas na adolescência


Bruno era um estudante do segundo ano do ensino médio, que vem de uma família estruturada de classe alta. Após atingir 16 anos, fez novas amizades e começou a frequentar más festas e lugares não tão amigáveis. Para deixá-las mais “legais”, ele começou a usar certas drogas, inofensivas, segundo ele. Alguns meses depois, o garoto não conseguiu passar nem mais um dia sem consumir cocaína. Certa vez, após comprar alguns gramas dessa droga, foi parado pela polícia e preso.
Esta é uma situação muito comum no Brasil. Os jovens buscam drogas por diversos motivos independentemente de sua classe social. Um deles é a pressão familiar com os estudos e atividades extracurriculares, ou seja, a exigência excessiva que recai sobre eles. Quando isso ocorre, esse jovem passa a buscar um meio de fugir dessa realidade, e isso é encontrado nas drogas. Aliado a isso, vem também a falta de diálogo entre pais e filhos, pois isso poderia alertá-los, tanto os pais, sobre a situação dos filhos, como o jovem, sobre os malefícios das drogas.
Outra coisa são as amizades feitas em festas, bares etc. Muitos jovens experimentam substâncias químicas porque esses seus amigos usam, e eles não querem ficar fora do grupo e, assim, acabam se tornando dependentes. Os pais devem criar um filho que tenha valores, convicção e uma mente formada, que não possa ser influenciada por más pessoas.
Felizmente, em alguns casos é possível recuperar o adolescente. No caso de Bruno, seus pais o colocaram numa clínica de reabilitação e, após muita luta, ele conseguiu se livrar das drogas e entendeu que aquela não era a vida que ele desejava para si. E percebeu que o problema das drogas poderia ser mais bem administrado no país se fosse tratado como uma questão de saúde pública, e não de prisão.

Aluno: Guilherme Polizel, 16.









Tema: Narração desenvolvida a partir de trecho de “Histórias de cronópios e de famas” de Júlio Cortázar


Título: Lenhador sem lenha e botânica sem flor



Em uma grande floresta cheia de animais, flores, insetos, plantas e rios, viviam dois rapazes: um chamado Fama, conhecido por ter um desejo incalculável de derrubar árvores e o outro chamado Cronópio, que vivia em intensa harmonia com a natureza, terra e, principalmente, as flores.
Cronópio era um rapaz de altura mediana, sem força e com muita alegria. Tinha uma fisionomia magnífica, com um rosto liso e bem cuidado, olhos brilhantes e um perfume com aroma das flores. Já Fama era diferente, era alto, forte e pragmático com uma fisionomia amedrontadora, o rosto desgastado cheio de rugas e a boca toda rachada por causa do sol.
Fama era um homem que exercia a função de lenhador, sempre entrando em conflitos com Cronópio, um botânico.
Fama destruía toda a natureza, fazendo com que Cronópio ficasse descontente com ele, precisando sempre discutir ou até brigar por uma solução.
Isso se repetia toda vez durante o ano todo, era uma rotina inquebrável. Mas, em uma bela tarde de um domingo, os dois pararam e perceberam um impasse, não havia mais árvores para derrubar e todas as flores já estavam cansadas de conversar.
Sem solução para tamanho problema, os dois decidem ter uma conversa. Rapidamente, Fama pergunta para seu amigo:
_ E agora, o que faremos?
_ Não sei, a única coisa que eu sei fazer é estudar a natureza.
_ Eu também, vivia me alegrando derrubando árvores, mas agora tudo se foi.
Os dois estavam desesperados e ficando loucos, pois não sabiam o que fazer. Passaram a viver como fogo sem chama e rio sem água, não tendo o que fazer e vivendo de forma monótona e estática.
Então, os dois, indecisos sobre o que fazer, decidem parar com a profissão e buscar algo novo, que traga outros benefícios, tornando-se preservadores da natureza.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.


AJUDA?


Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar.
Modalidade: dissertação argumentativa.


Desde os primeiros passos do homem na Terra, ele só conseguiu evoluir quando impasses ou obstáculos apareceram. Assim, quando alguém encontra um dissabor em sua vida e nos pede ajuda, o certo é ensinar a solucionar o problema e não dar a solução pronta.
O fato de quando uma pessoa está frente a um problema e esse é resolvido sem qualquer esforço dela, é um incentivo ao comodismo. O que era uma situação incômoda que traria oportunidade de a pessoa evoluir, perde todo o seu valor e sua importância quando o outro resolve facilmente.
Entretanto, ensinar alguém sem lhe dar nenhum suporte é inútil. Nenhum aluno consegue entender a matéria se não tiver o material em mãos. Então, ao ensinar a pessoa, também devemos dar o peixe, porém que esse peixe seja algo que o incentive a progredir e não a ficar acomodado.
Se um mendigo receber alimento de graça, todos os dias, sem um mínimo de esforço, isso se tornará uma situação cômoda para ele. Agora, se ele receber o alimento somente se trabalhar o dia inteiro, ele aprenderá com seu próprio esforço.
No mundo, sempre existirão pessoas que necessitam de auxílio, e pessoas que podem ajudá-las. Cabe a elas ajudarem de um modo evolutivo, de forma que quem está em uma situação difícil, saia dela com o seu próprio esforço, para assim valorizar o que tem.

Aluno: Henrique Buzzo, 18.





Modalidade: Narração

Tema: Ressaca

Título: Festas, embora boas, são problemáticas



Em um belo domingo do mês de outubro, acordo com uma ressaca terrível, pois no sábado eu tinha ido a uma festa. Foi complicado até que eu abrisse meus olhos e me levantasse da cama, pois a dor de cabeça e o cansaço eram fortes. Depois de um tempo, eu consigo ficar de pé e vou direto para a cozinha fazer alguma coisa para comer, mas como eu estava com muita fome, preparei três ovos rapidamente.
Saciada minha fome, tomei um banho para tirar a tristeza e moleza do corpo.
Vou para meu quarto me trocar, mas ao bater o olho no relógio, me espantei ao ver que já eram 5 horas da tarde.
Eu tinha descontrolado meu tempo totalmente, precisava ajustar isso. Achei uma solução fácil para o problema, ir ver televisão até às 7 e voltar a dormir.
Ao dar o horário, me deito na cama novamente e paro para pensar. Festas são como mundos paralelos, pois ao entrar em uma, a pessoa foge da realidade e fica curtindo uma coisa incrível e incontrolável, em que o tempo passa sem perceber.
No outro dia, minha vida tinha voltado ao normal, acordando às 6h30 da amanhã para ir à escola. Foi nessa manhã que eu recebi a bronca da minha mãe:
_ Nunca mais volte para casa depois de uma festa às 8 horas da manhã, ouviu bem?
_ É claro que ouvi.
Espantei ao ouvir isso, pois eu não lembrava o horário em que eu tinha voltado. Fazendo as contas, eu tinha ficado 13 horas na festa.


Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16. 





VALORES VITAIS

Modalidade: dissertação argumentativa

Método: dedutivo/ contra-argumentação
Tema: Os valores morais e sua importância na sociedade



Desde o início da vida, ensina-se o que é certo e errado. Então, a partir disso, são reproduzidos, pelas pessoas, os valores que a elas são ensinados. “Valor moral” pode ser entendido como “respeito à vida”, não apenas à individual, mas à coletiva, visto que tal princípio tem o objetivo de equilibrar o funcionamento social.
Alguns valores como honestidade, seriedade, liberdade de expressão e respeito, são primordiais em uma sociedade, servindo como suporte para a organização e distribuição da dignidade humana. E quando essa é alcançada com êxito, os valores trazem consigo benefícios sociais, que são: saúde, educação, segurança, salário justo, saneamento básico, e outros feitos relacionados à população. Todavia, a falta desses códigos pode ocasionar uma desestabilização urbana, causando o desgosto de parte populacional.
Desgosto esse que se manifesta por meio da insatisfação, falta de ordem nas ruas, violência, e outras consequências da falha no sistema moral. Juntamente a isso, os benefícios se converteriam em malefícios, e esses destruiriam a idealização de justiça, liberdade e respeito ao próximo. Por essa razão, os princípios de cidadania devem ser mantidos intactos, sem alterações em seus amplos sentidos.
O que é visto nos dias atuais, são pessoas que seguem seus códigos à risca, e as que agem com a falta deles. Por exemplo, um cidadão de boa conduta, que se porta de maneira adequada: não prejudica o próximo, não rouba, não mata; usa seus valores onde estiver. E em contraste, pessoas que praticam a indecência. Matam, roubam, espalham o vandalismo pelas cidades, e ainda culpam o governo pelo caos. Por isso, deve haver uma conciliação entre ações governamentais e  sociedade. O primeiro proporcionaria recursos para manter os benefícios; os segundos teriam obrigação de manter os valores éticos.
Por meio dessa relação, haveria estabilidade na vida grupal. E, enfim, seria entendido que os valores refletem-se em atitudes, assim como disse Einstein, “não procure ser um homem com êxito, e sim um homem de valores”. Isso é importante, saber agir, conduzir e refletir.

Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17 anos.

























Modalidade: narração
Proposta: Narrativa Lírico-amorosa com final surpreendente – a partir do poema “Serenata Sintética” de Cassiano Ricardo

Título: O amor traiçoeiro


Era 9/07/2013, o dia do nosso casamento. Em um sábado bem de manhã, acordo às 7h30 para dar um abraço e um beijo repleto de amor em Marina. Depois de nos parabenizarmos, vou para a cozinha comer para, em seguida, ir trabalhar. Mas, antes de ir, deixo um recado na sua porta para que você possa ler e refletir sobre esse dia, Marina.
Quando são 8h15, vou trabalhar, enquanto Marina fica em casa, pois ela estava de folga.
O dia estava muito lindo, como nenhum outro. O sol radiante e bem amarelado, o céu azul, claro e limpo e o som do ambiente com cantos de pássaros, conversa de pessoas, carros circulando de um lado para o outro e o barulho de obras sendo realizadas.
O dia perfeito, o melhor de todos. Penso em fazer uma surpresa para Marina, então compro um buquê de flores e uma caixa de bombons.
Às 8 horas da noite, saio do trabalho e vou direto pra casa presentear minha amada. Mas, percebi que aquela noite estava diferente. Não estava como as outras noites, silenciosas e claras, porém era uma noite sinistra, com barulhos de um lado para o outro de gatos, cachorros e o vento.
Comecei a me assustar, olhei para o céu e vi que a imensa bola branca estava uma lua morta. Algo anormal, jamais visto. Outra coisa que me assustou foi ver que as ruas estavam como ruas tortas, que poderiam enganar o caminho de alguém facilmente.
Mas, depois de passar por esses apertos, finalmente cheguei em casa. Percebo que Marina está no quarto, pois a casa estava toda apagada. Vou em silêncio até o quarto para que ela não me escute. A porta estava fechada. Isso era estranho, pois ela nunca fechava a porta. Mas, querendo fazer uma surpresa, abro a porta lentamente acendo a luz. Me deparo com algo que me dilacerou até a alma, uma coisa que nenhum ser humano espera, uma cena que destrói a pessoa em menos de um minuto. Marina estava morta com uma faca cravada no peito e, ao redor, uma grande poça de sangue.



Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16. 

MODERNIZAÇÃO SUSTÁVEL


Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo - Análise de causas e consequências próximas e remotas.
Tema: Desequilíbrio ecológico



As discussões realizadas na reunião Rio + 20 trataram, dentre outros assuntos, do desequilíbrio ambiental provocado pela ação do homem sobre a natureza. Acreditava-se que, em prol do progresso e do desenvolvimento, alguns males eram necessários, como o desmatamento e a poluição. Entretanto, muitas vezes o homem vem interferindo de forma abusiva no meio ambiente. Isso traz consequências negativas, mas há soluções para esses problemas.
O uso desmedido dos recursos naturais tem como causa a necessidade de aumentar a produção para obter mais lucros. Isso, por sua vez, acontece porque a maioria dos países hoje adota o sistema capitalista na economia. Por muito tempo, os donos das grandes empresas deixaram de lado o cuidado do meio ambiente, pois visavam apenas ao dinheiro que ganhariam com seus produtos. Mas agora a natureza mostra os resultados dessa interferência descuidada.
Catástrofes como enchentes e furacões vêm se tornando cada vez mais frequentes, e sempre que acontecem, levam construções, plantações e vidas humanas. Dessa forma, percebe-se que o consumo insustentável não é mais viável, pois dilapida a natureza e causa fenômenos que diminuem a segurança e a qualidade de vida dos humanos.
Estudos comprovam que, para sustentar o crescimento do nosso consumo, seria necessário mais meio planeta Terra, o que é impossível. A saída é usar o único planeta que temos de forma mais eficiente, respeitando seus limites. Em vez de jogar fora e tirar mais da natureza, devemos reciclar. Em vez de usarmos fontes de energia que poluem, devemos optar pelas limpas. Felizmente, é isso que as indústrias brasileiras vêm fazendo. Algumas delas, que eram grandes poluidoras, como a automotiva e a de mineração, vêm se destacando por conseguirem reaproveitar o que antes era rejeitado e aumentar sua eficiência.
Empresas que não se adequarem aos novos métodos de produção tendem a ser ultrapassadas no mercado pelas “empresas verdes”. Essas, que produzem buscando o equilíbrio ecológico, são as mais procuradas pelos consumidores que defendem a preservação ambiental. Agora, o que antes era a causa do problema, passa a ser parte da solução.

Aluno: Rafael Lameiro, 17.





Proposta: produzir texto cômico em prosa, com predomínio das funções emotiva e conativa.


Título: Flores de sobremesa.


Manhã de junho, as ruas movimentadas, o sol mais brilhante que os dias normais e os restaurantes com suas decorações de coraçõezinhos. Era manhã, dia dos namorados.
Nesta noite, César levaria Joana para jantar no restaurante que ela tanto pediu e, para acompanhar o momento especial, decidiu que iria comprar flores para ela.
“Mas não pode ser qualquer flor, tem que ser uma flor diferente” – pensava ele, até que decidiu ir a uma floricultura e comprar a flor que ele considerava a mais diferente: um buquê de copos-de-  -leite!
O jantar seguiu perfeito, como o planejado:
_ Hoje eu tenho uma surpresa especial para você, Jô.
_ GARÇON, TRAGA OS COPOS DE LEITE QUE EU ENCOMENDEI, POR FAVOR!
_ Copos de leite?! – diz Joana, decepcionada. Eu, esperando flores, e você encomenda leite?! Esperava mais romantismo!
Levantou-se do restaurante e saiu, deixando César e seu buquê de copos-de-leite à espera do próximo dia dos namorados.

Aluna: Victória Vergamine Lamana, 15.







                         









Modalidade: dissertação argumentativa
Raciocínio hipotético-dedutivo
Tema: O Brasil será um país feliz se...


Título: Brasil, infeliz para todos




O Brasil é o país da alegria, do carnaval, da miscigenação e da biodiversidade. Mas será que com esses fatores, aqui é um lugar onde se vive feliz?
Por trás de todas essas características, existem outras que impedem que o brasileiro viva feliz. A felicidade não será alcançada se o brasileiro continuar se aprofundando no consumismo sem buscar sua realização pessoal através das relações sociais e, consequentemente, evoluir como cidadão.
Entretanto, para que isso ocorra, as pessoas devem promover o coletivismo, aprendendo e disseminando o respeito, a tolerância e a honestidade. Tudo isso fará com que o país se torne um lugar agradável e justo se cada cidadão trabalhar em conjunto pelo bem estar da população.
A sociedade indígena é um exemplo, pois se estabelece por meio de tarefas de aprendizado mútuo. O sociólogo Darcy Ribeiro defendia que a coletividade observada nas relações entre os índios está fundamentada no auxílio, no respeito e na tolerância com o próximo. Ou seja, não existe o individualismo, que torna a felicidade um desejo inalcançável no Brasil. Apesar disso, o nosso país está distante da felicidade plena, pois é o 25.º mais feliz segundo a ONU. Essa estatística é avaliada através do FIB (índice de Felicidade Bruta), que mede a distribuição de riquezas, ausência de corrupção e respeito ao meio ambiente, pois tais fatores, como se sabe, não são respeitados devidamente.
O brasileiro deve compreender que a nossa felicidade está ligada com a do próximo. O bem estar social que desejamos é o que devemos assegurar para que o mesmo aconteça com os nossos semelhantes, melhorando o presente para sermos felizes no futuro.

Aluno: Otávio Santos, 17.







INTERAÇÕES QUE ISOLAM


Tema: Homens tão próximos e tão distantes
Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedução/ contra-argumentação



Nos primórdios, os conhecimentos eram transmitidos de pessoa para pessoa, com a experiência do contato físico. Com o decorrer do tempo, as relações dos homens vêm se tornando mais impessoais e as relações afetivas ficaram raras. Atualmente, a globalização e as inovações tecnológicas que ocorreram nos últimos anos proporcionaram, em teoria, a aproximação das pessoas. Contudo, elas estão se isolando e as relações interpessoais estão mais fragilizadas, já que a vida real está sendo substituída pela virtual.
Foi o regime capitalista que proporcionou o avanço tecnológico devido à livre concorrência. Contudo, junto desse regime veio a noção de lucro que causou uma inversão de valores da população, pois o “ter” tem mais importância que o “ser”. Isso causa a busca pelo dinheiro e também o exagero no trabalho, como ocorre no Japão, onde seus habitantes trabalham muito para reconstruir seu país. Dessa forma, as pessoas não mais possuem tempo para as interações fora do trabalho.
Ainda com a noção de lucro, ocorreu no planeta a urbanização. Formaram-se aglomerados urbanos e o espaço per capta diminuiu. Essa aglomeração é tida por muitos como uma forma de maior interação social, pois as pessoas, estando mais próximas, acabariam por se relacionar mais frequentemente. Também é dito que, como as pessoas têm maior acesso à informação, elas ficariam atualizadas sobre os problemas do mundo, e isso sensibilizaria uma grande quantidade de pessoas.
Contudo, pode-se dizer que a urbanização ocorreu por motivos quase que exclusivamente econômicos, como emprego, estudo e profissionalização. As pessoas que moram nas grandes cidades não se preocupam com o que está ao seu redor e, na maioria das vezes, não têm interesse em fazer novos contatos. Outra falácia é dizer que a internet sensibiliza as pessoas. Mesmo que na rede exista uma grande quantidade de informação, muitos não sabem fazer uso dela e usam-na somente para falar com amigos, sejam reais ou virtuais. Além disso, com essa grande facilidade de comunicação que a internet proporciona, as pessoas começam a se isolar e a vida passou a ser em frente ao computador.
A globalização trouxe vários benefícios como a integração cultural e inovações tecnológicas, entretanto, ela trouxe a noção de lucro, pregada pelo capitalismo. Isso levou ao aumento da urbanização, aproximando as pessoas fisicamente, mas não melhorou as relações. É preciso ter consciência de que trabalhar não é sinônimo de viver e que aproveitar a vida é necessário para qualquer ser humano.

Aluno: Guilherme Polizel, 16.

PSIQUÊ


Modalidade: dissertação.
Método: dedutivo com contra-argumentação
Tema: Viver é melhor que sonhar



Há questionamentos constantes que visam à superioridade do sonho em relação à realidade, ou vice-versa. Como isso acontece, justifica-se o diferente comportamento humano, formado por sonhadores e realizadores. Porém, até que ponto viver é melhor que sonhar?
O sonho, a projeção de um futuro, próximo ou distante, constitui-se de desejos ainda não alcançados; isso leva à imobilização dos homens, no sentido de atingir todo seu potencial de realização e, enfim, de felicidade. Sem tal ambição, não haveria desempenhos e, muito menos, um sentido vital. Por isso, bons sonhadores precisam insistir em seus caminhos, na busca de seus ideais, procurando sempre manter a dedicação e a persistência, acima de tudo.
Entretanto, a vida proporciona a parte lúcida da existência, assim como a parte da batalha do dia a dia, dos esforços e das inacabáveis falhas cometidas. A vida mostra que, para alguns, sonhar se torna algo extremamente difícil.
Assim, como disse Marcos Beccari, um filósofo do design, “o sonho não é um simples reflexo da realidade, mas sim aquilo que a completa”. Isso se confirma com a história de Dilma Rousseff. Ela mudou a trajetória feminina do Brasil, quebrou padrões e superou expectativas; seguiu seu sonho e tornou-se a primeira presidente mulher da sociedade brasileira. E foi um acontecimento de suma importância para mostrar que, mesmo nos dias lúcidos, com batalhas e esforços, o sonho se faz presente. Como? Oras, pensa-se em algo almejado, uma ação inacabada que se tem desejo de acabar, um destino diferente. Isso é sonho. Um planejamento possível, alcançável, acessível. E as pessoas que sonham vão mais longe.
Já os realizadores fazem uso apenas de suas ferramentas básicas do viver, e é nesse ponto em que se encontra o erro. A vida sem sonhos torna-se pobre, sem cor, sem o fundamental para formar um destino certeiro e gratificante. Sendo assim, é inevitável negar que a felicidade, quando se realiza um sonho, seja maior que a realização de uma casualidade.


Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17.







Proposta: fazer um poema a partir de um objeto do cotidiano.

Título: O garfo e a fome


Tempo, tempo aguardando
o cabo enferrujado, ao meio
de quatro dentes abertos.
Cresce, cresce e diminui
a dor localizada no estômago.


Aluna: Letícia Ruiz, 16.


PROXIMIDADE DISTANTE


Modalidade: dissertação argumentativa com contra-argumentação
Tema: – Os homens de hoje: tão próximos e tão distantes




O homem conseguiu criar um paradoxo social: com o grande aumento da tecnologia e do acesso a ela, o que, em teoria, aproximava os homens uns dos outros, na prática acabou deixando suas relações sociais superficiais, gerando uma lacuna de relacionamento entre um ser humano e outro.
Hoje, o ser humano está dedicando praticamente todo o seu tempo ao trabalho. Assim, o tempo que seria destinado às relações sociais, acaba ficando de lado. Isso acontece porque ele, motivado por ideologias capitalistas, entrou em uma verdadeira corrida pelo dinheiro, muitas vezes até irracional.
Embora a população hoje esteja focada apenas no dinheiro, os avanços tecnológicos acabaram aumentando os contatos sociais, principalmente com a Internet. Através do Facebook, messenger entre outros, muitos acabam se relacionando. Entretanto, mesmo que as relações tenham aumentado, elas se tornaram insignificantes. É claro que uma amizade, na qual existe o contato pessoal, é muito mais profunda do que uma na qual o contato é virtual.
A corrida pelo dinheiro está deixando o homem individualista e egoísta. O pensamento coletivo de antes deu lugar a um pensamento egocêntrico. Ele não trabalha mais em equipe como os nômades faziam antigamente. Eles colocavam a tribo acima deles próprios. Hoje, o ser humano coloca a si próprio acima dos outros.
O homem conseguiu evoluir demasiadamente ao longo dos anos e, de alguma forma, até conseguiu aumentar as relações interpessoais. Porém, essas relações se tornaram supérfluas. A evolução humana acabou distanciando mais do que aproximando seus indivíduos.

Aluno: Henrique Buzzo, 17.






Proposta: fazer um poema, utilizando um objeto do cotidiano.

Título: O garfo de Poseidon


Brincava Perseu com seu tridente
Mandando as águas da torneira saírem.
Afinal, usava a arma de seu pai Pseidon,
O tridente supremo das águas
Que por acaso havia servido como garfo
Para comer o banquete real de algas.


Aluna: Victória Vergamine Lamana, 15.






VIVER ISOLADO? NÃO DÁ!


Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: Nenhum homem é uma ilha


                                                                              

Nenhum homem pode ser capaz de viver isolado de tudo e de todos, como uma ilha. Temos a necessidade de fazer parte do meio social, pois aquele que se isola do mundo não consegue se socializar com as pessoas. De certa forma, isso de fato é um grande problema, que preocupa o mundo e ainda mais o mercado de trabalho.
Uma pessoa que se isola não consegue ter uma vida sociável, não sabe como é ter convivência com outras pessoas, não expressa seus sentimentos, seus pensamentos e se limita a seu próprio mundo. Em consequência disso, quem vive isolado nem por isso se torna independente e, sim, pode se tornar uma pessoa fria e egoísta.
O que preocupa o mercado de trabalho é exatamente isso, porque antes de qualquer coisa, em uma entrevista de emprego, o empregador busca fazer uma dinâmica com seus candidatos com a intenção de observar aqueles que se destacam com mais facilidade ao trabalhar em grupo, valorizando quem sabe se relacionar bem com os outros. Deve-se considerar que alguns projetos só se concretizam com a dinâmica, o trabalho em grupo, com direitos e deveres afins. Pode-se citar como exemplo uma agricultura em que seus agricultores se juntam em cooperativas, buscando negociar com indústrias e exportadoras para conseguir bons preços para seus produtos, o que um agricultor individualmente não conseguiria.
Por fim, ninguém é capaz de socializar sem que haja convivência com outras pessoas, tanto em sua vida particular, quanto no trabalho. E para conseguirmos essa socialização, devemos parar de tentar ser independentes sozinhos e unirmos mais, compartilhando tudo o que for possível.

Aluno: Camila Branco Cordeiro, 17.

GUIA SOCIAL


Tema: Os valores morais e sua importância na sociedade
Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo/ contra-argumentação



Os iluministas, que surgiram no contexto da Revolução Francesa, foram árduos defensores dos valores humanos, já que a frase que concretizou o seu movimento é: “Liberdade, igualdade e fraternidade”. Esses pensadores acreditaram que tais valores deveriam ser colocados acima de tudo. Eles são os elementos que determinam a integridade de uma sociedade e o bom funcionamento do Estado.
Valores como honestidade, liberdade, respeito, entre outros, são essenciais numa sociedade. Eles fazem com que se possa viver e evoluir tranquilamente, sem a preocupação de ser golpeado. Com o bom funcionamento da sociedade, o Estado também evolui, pois sabendo-se que a população não possui má índole, é possível investir em outros pontos senão polícia, cadeias, como em educação e geração de empregos. Desse modo, no momento em que a sociedade se modificar, ela estará ajudando a si mesma.
No entanto, existem aqueles que defendem que os valores morais são impostos pela sociedade e não passam de “regras de etiqueta”. Logo ao nascer, tais valores já começam a ser incorporados pelos seres, e eles não possuem a liberdade de escolher se vão ou não acatar essa imposição. Ou seja, os valores se tornam imorais, pois ferem a liberdade.
Ainda assim, os valores são transmitidos de geração em geração, ou seja, estão agregados na cultura. Nos países jovens e subdesenvolvidos, o nível intelectual e cultural das pessoas é baixo. Isso faz com que os valores agregados sejam ruins, gerando a violência. A sociedade se torna bárbara e a única solução encontrada pelo Estado é a supressão dessas pessoas pela violência, superlotando prisões e diminuindo a qualidade de vida. Para solucionar tal problema, deve-se investir em educação, elevando o nível cultural e moral da sociedade.
É necessário que as pessoas deem mais valor àquilo que lhes foi ensinado quando crianças. A adoção de práticas simples, como respeito ao próximo e a gentileza podem ajudar uma sociedade a melhorar, pois quando há valores, há justiça e, quando ela existe, nada mais se tem a temer.

Aluno: Guilherme Polizel, 16.






Modalidade: narração
Tema: inspiração em “A Pequena vendedora de fósforos” – H. C. Andersen



Título: Talento no semáforo, mas azar na vida



Todo santo dia, uma pobre menininha de 10 anos de idade, chamada Fernanda, passa o tempo todo no semáforo, fazendo malabarismo para tentar ganhar uns trocados, pois isso é o seu ganha pão.
Ela vive na cidade do Rio de Janeiro, na favela da Rocinha, onde, junto com seus 3 irmãos, fazem de tudo para sobreviver.
Fernanda não estuda porque seus pais não têm dinheiro para sustentar a própria família. Desta forma, obrigam-na a ir trabalhar, fazendo malabarismos no semáforo. A sua vida não é nada fácil, pois além de ter que ficar o dia inteiro trabalhando em péssimas condições, como embaixo de um calor de 40 graus, perigo de ser atropelada, xingada ou até espancada, se ela voltar para casa sem nada, ainda apanha.
Essa menina não é a única que passa por isso, pois no nosso país e também no mundo todo existem muitas crianças, jovens e adolescentes que são proibidos de estudar para trabalhar e juntar dinheiro para sustentar toda a família, com comida, água, eletricidade e moradia. Eles não têm acesso à educação, lazer e até são excluídos da sociedade.
Fernanda tem as mesmas vontades de uma menina da elite, como: estudar, ir ao shopping, comprar roupas, perfumes, jóias, ter um computador, um celular e muitas outras coisas, mas ela é impossibilitada de tudo isso, porque nosso país é desigual e vivencia o problema da má distribuição de renda, em que pouco está nas mãos de muitos e muito está nas mãos de poucos.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.




LIDANDO COM A MODERNIDADE


Modalidade: dissertação argumentativa com conta-argumentação
Proposta: análise de causas e consequências, próximas e distantes
Tema: A falta de leitura entre os jovens
  


O desinteresse pela leitura está se abrigando cada vez mais no mundo moderno. Quanto a isso, as escolas, os pais e a sociedade têm culpa, pois devem incentivar os jovens, como facilitar o acesso aos livros, escolher títulos e proporcionar leituras que interessem-nos. Isso causa muitos fatores relacionados ao empobrecimento espiritual, intelectual e humano.
Contudo, a substituição dos livros pela internet e televisão é um dos problemas mais graves, pois gera mais atenção dos jovens aos meios de comunicação visual, o que lhes acarreta a falta de conteúdo e de reflexão.
O aceleramento tecnológico causa um mundo mais capitalista, em que tudo é visto como mercadoria, inclusive o tempo. Portanto, o que interessa agora para o mundo são as coisas úteis, imediatas que entram no padrão “tempo é dinheiro”.
A falta de leitura proporciona um truncamento do raciocínio abstrato, ou seja, a substituição da palavra pela imagem empobrece o raciocínio e causa falta de criatividade. Isso leva o jovem a se atualizar apenas com o mercado tecnológico e o torna pobre de espírito por estar desprovido de leitura.
A leitura é um bem significativo que deve ser incentivada não só aos jovens, mas a toda sociedade, pois dela origina o conhecimento.

Aluna: Ana Beatriz Covello, 17.







Modalidade: descrição em prosa
Tema: A infância – descrição de memória

Título: Meu mundo aos 10 anos


Hoje tenho 16 anos, com uma vida difícil e árdua, mas há seis anos, quando eu tinha 10 anos, não era complicado de se viver, embora meus pais não largassem do meu pé, com obrigações e horários a cumprir. Porém, as coisas aconteciam de forma dinâmica e divertida, sem ter nenhum problema, sempre estando junto de amigos e familiares.
Toda essa fantasia de criança se passava no quintal de minha casa, em que se tinha um campo de futebol com três bolas e duas traves. Tinha também um delicioso cheiro de grama pisada, que era composto de alegria, felicidade, lembranças e união.
Minha vida escolar naquela época não era tão difícil, pois eu ainda estava na 3.ª série, e não precisava ficar pensando em vestibulares e no futuro de minha vida.
A primeira vez que cheguei na escola, tive uma reação de novidade, pois iria aprender coisas que nunca havia aprendido, como: matemática, ciências e português. Minha primeira escola se chamava João e Joaninha, e ela era toda vermelha e branca, com quatro salas de aula e um parquinho cheio de brinquedos.
Uma coisa que marcou minha vida foi ir pela primeira vez na praia com meus familiares. Lembro-me bem de cada momento, o cheiro salgado do mar, a sensação de pisar na areia, o sol escaldante sobre minha cabeça e gritos e pulos de crianças que estavam dentro da água.
Ser “muleque” era demais, aprontava de tudo que é forma, pés e mãos como se fossem pássaros voando no céu, livres para imaginar coisas novas a fazer a qualquer momento.
O único problema é que o tempo passa e tudo isso vai ficando para trás, pois nada no mundo permanece da mesma forma, e é por isso que hoje consigo escrever o que estou escrevendo agora, pois me tornei um jovem com dezesseis anos, alto, com consciência e predestinado a ser um engenheiro.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.



A MORAL E AS RELAÇÕES SOCIAIS


Tema: Os valores morais e sua importância na sociedade
Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo/contra-argumentação


A sociedade brasileira moderna está em constante evolução, porém seu desenvolvimento maior ainda depende de algumas mudanças ideológicas profundas. Essas estão evidentemente relacionadas com a aplicação de valores morais no cotidiano dos cidadãos, ou seja, é fundamental que os indivíduos se importem mais com a moral humana para melhorar a consciência e a orientação do país. Dessa forma, devem ser priorizadas as seguintes regras morais: respeito ao próximo, seriedade, cidadania e tolerância.
Alguns problemas existentes, atualmente, revelam que o grau de desrespeito ao próximo é alto. Dessa maneira, políticas públicas têm suas atividades voltadas para interesses pessoais, a violência tem como causa principal a falta de princípios e as relações interpessoais não possuem ética, demonstrando que as pessoas estão mais preocupadas com o desenvolvimento tecnológico e econômico que com o social. Pode-se, assim, compreender que a sociedade precisa resgatar seus valores para que não se autodestrua.
Muitas vezes, a compreensão existe, porém a ação não. Nesse caso, a honestidade, a seriedade e a sinceridade das pessoas estão perdendo sua devida relevância. Tem-se como exemplo disso, o fato de as pessoas, em público, criticarem profundamente a corrupção da política brasileira. Entretanto, na vida pessoal, algumas agem de forma corrupta, pois quando recebem um troco a mais, não o devolvem e ainda acham a situação divertida. Logo, não adianta os valores morais serem discutidos e depois esquecidos, pois a transformação da sociedade e a prática deles acontecem do individual para o social e são baseadas na cidadania.
De acordo com essa ideia, para a formação do caráter nacional é necessário que aconteça também a aceitação e tolerância ao diferente, sendo importante a união de indivíduos com interesses distintos para lutar contra injustiças e desigualdades sociais.
Por fim, a importância dada aos valores morais resultará não só no bem estar social, como também em um bem estar pessoal. E isso acontecerá quando a população priorizar, através da conscientização, o desenvolvimento humano em detrimento do desenvolvimento tecnológico e econômico.

Aluna: Jéssica Lopes Montozo,20.








Modalidade: prosa descritiva
Tema: O homem através do olhar de um cão


Título: Os detalhes do homem vistos por um cão



Um ser brutamonte com passos fortes e largos com apenas dois pés andam de um lugar para o outro na correria da vida. São rápidos e altos, diferente de ser pequeno e lento, mas não apenas na estrutura corpórea, como também na rapidez de ação, de solucionar problemas e alcançar altos cargos de trabalho.
Inseridos em um mundo de trabalho, não ficam nenhum minuto parados, vivem agitados, impacientes e nervosos, falta neles a paciência e tranquilidade da vida. Lamentável, não conseguem aproveitar a cama para repousar nem o sol para brincar. Compostos de pele e pelos ralos, são resistentes, mas falta a que resistir. Eles também não possuem um rabo, tornando-se impossível abanar os problemas, confusões e tristezas. Vivem brigando com tudo que é ruim. Já não me preocupo, a única coisa que me intriga são os gatos, pois do resto, levo com muito prazer. Têm, talvez, certa fraqueza, pois enquanto somos fiéis aos nossos donos de qualquer forma, eles só são fiéis quando querem.
Não ter mãos acho que é um dom, pois com elas os homens só sabem gestualizar, acenar de forma obscena e brigar. Não se tem mais nada a sentir, os homens só possuem faro para perceber situações perigosas, e acabam esquecendo de situações de carinho. Mas já sendo um cão, você é capaz de tudo, de sentir o perigo, a tristeza, a falta e o carinho.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.

VIVER NA REALIDADE


Modalidade: dissertação argumentativa.
Método: dedutivo com contra-argumentação
Tema: Viver é melhor que sonhar




O mundo atual exige a dinamização dos meios de produção e o aumento da produtividade. Hoje, buscam-se profissionais que agem e não apenas teorizam. É preciso estar sempre atento ao mundo ao seu redor e sempre estar ligado à realidade. É vivendo que isso se realiza, quem somente sonha perde a vaga, e são aqueles que vivem no mundo real que conseguem se desenvolver.
Durante toda a vida, as pessoas imaginam metas e objetivos; elas sonham. No entanto, só o sonhar não basta, pois durante esse curto período de tempo em que habitamos o planeta, é o viver que prevalece. É durante o período “acordado” que as coisas realmente acontecem. Quando se vive plenamente, dificilmente irão surgir desapontamentos, porque nem tudo é o que se imagina; enquanto os sonhos são perfeitos.
Muitas pessoas alegam que os sonhos são os motivadores da vida e, sem eles, ela perderia o sentido. É dito também que uma vida sem sonhos não tem significado algum, pois a pessoa não teria motivos para viver. Outro ponto é que, nas sociedades desiguais de hoje, a vida de muitas pessoas é ruim e sofrida, e essas pessoas encontram no sonho, um refúgio, como acontece em “Vidas Secas” com a personagem “Sinhá Vitória”.
Contudo, pode-se dizer que quem muito sonha acaba se perdendo. Os sonhos estão, geralmente, voltados para o futuro e isso faz a pessoa esquecer-se do presente. Outro ponto é que os sonhos são efêmeros, eles proporcionam uma felicidade passageira. Uma hora é preciso enfrentar a realidade, não se pode viver num mundo irreal. Os sonhos devem ser transformados em objetivos e metas a serem cumpridos, eles devem ser tirados do papel (neste caso, da mente). Um exemplo é Santos Dumont que sonhou e seguiu um objetivo até realizar o que era considerado impossível, voar.
Logo, pode-se inferir que os sonhos complementam a vida, mas o viver é mais importante, pois é onde se concentra a realidade. É preciso estabelecer objetivos na vida e não ficar apenas sonhando com o impossível. A vida real, diferentemente dos sonhos, não é perfeita, nada acontece como o planejado e é preciso aprender a conviver com isso. Quem apenas sonha não se adapta ao mundo e à vida.

Aluno: Guilherme Polizel, 16.

PRINCÍPIOS BÁSICOS


Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: Os valores morais e sua importância na sociedade



Os valores são convenções sociais que devem ser respeitadas para que haja uma sociedade melhor. Eles são muito importantes para que as pessoas vivam em harmonia, em coletividade, respeitando o próximo. Porém, há várias décadas, as pessoas estão esquecendo tais valores.
Por exemplo, a honestidade é um valor que deveria estar presente em todos os seres humanos, mas, infelizmente, não está. Isso é claro em quase tudo que se vê em jornais, televisões, principalmente quando se trata de políticos. O assunto que está tendo maior repercussão é sobre o julgamento do mensalão, mas, a maioria das pessoas já sabe que nada irá acontecer aos corruptos, pois eles são poderosos e possuem influência nas decisões dos demais. O Brasil é assim, tudo se ajeita de alguma forma, mesmo que ela seja desonesta.
Outro valor de grande importância é o respeito ao próximo, que colabora para que a sociedade viva bem e tranquila. Se houvesse este respeito, que não está tendo atualmente, muitos roubos, brigas, seriam evitados. O grande problema é que as pessoas acostumaram a viver assim, e não fazem nada para reverter a situação.
Se estes valores fossem seguidos, a sociedade mudaria totalmente, tanto na saúde, como na educação e empregos; pois se houvesse seriedade do governo, tudo mudaria para melhor. As pessoas poderiam sair na rua com maior segurança, sem aquela tensão diária de roubos e crimes. Contudo, para que isso aconteça, as pessoas devem mudar suas mentes, deixarem de ser influenciadas e lutar pelos seus direitos, ou tudo ficará igual.

Aluno: Rafael Costa Neves de Carvalho, 17.




Proposta: Descrição de uma pessoa desagradável


Título: Amola para pedir esmola


Já adulto, de estado social nada bom, arrisco que ele seja solteiro. Morador de Olímpia, na ala dos menos favorecidos, vive sua vida pedindo coisas para outras pessoas.
Um homem de estatura média, uns 37 anos, com barriga de uns 78 quilos, passa o dia no centro da cidade pedindo esmolas. E foi assim que conheci o moço, pedindo dinheiro na sorveteria onde eu estava junto com meus primos na tarde de uma segunda-feira.
O sujeito é um terrível folgado, só de olhar o seu andar, parece que tem preguiça de se locomover. Repugnante, chato e mal educado, insiste até o último minuto por umas moedinhas e, quando não ganha, vai embora xingando e resmungando. Não tem vontade de trabalhar, e não é capaz de se auto-sustentar. Mal cheiroso, também não deve tomar banho. Mesmo não tendo nada e vivendo de forma ruim, ele tem uma vantagem, é muito famoso pela cidade, pelas lojas e pelos eventos municipais.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.




TRISTE FIM


Modalidade: dissertação argumentativa
Proposta: dissertação iniciada por plot narrativo
Tema: O consumo de drogas na adolescência



Pedro era uma criança que, apesar de pobre, tinha tudo para ser bem-sucedido na vida. Desde cedo, seus pais o incentivavam a estudar bastante, e sempre repetiam para todos os amigos que seu filho seria doutor um dia. Pedro cresceu, sempre com um peso nos ombros, pois não podia decepcionar os pais. Enfim, chegara o dia do vestibular. O jovem ficou tenso antes da prova, pois o resultado seria determinante em sua vida: os pais viviam de aposentadoria e a família precisava da bolsa para se sustentar.
Meses depois, o resultado do exame. Pedro não havia passado. O jovem ficou em estado de choque, não podia contar a verdade aos pais. Seus amigos decidiram levá-lo a um bar para que pudesse se acalmar e decidir o rumo de sua vida. Nesse dia, indignado e com a auto-estima baixa, decidiu que a vida não valia mais a pena. Conheceu as drogas e nunca mais foi o mesmo.
É dessa forma que muitos jovens, no Brasil e no mundo, começam a usar drogas. Basta um momento em que não se sentem bem consigo mesmos ou com a vida, e lá está a droga para, ilusoriamente, preencher o vazio que é sentido. Daí pra frente, a situação só piora: passam a querer sempre mais, experimentam outras drogas mais pesadas e podem até começar a praticar assaltos para conseguirem dinheiro para drogas.
As causas dessa deterioração da vida são várias. Muitas vezes, a pressão dos pais leva os jovens à depressão. Outras vezes, o contrário ocorre: não há diálogo familiar, os pais não têm tempo para o filho. A influência dos amigos também é fator determinante. Todas essas situações podem levar o jovem a cometer o erro de começar a se drogar.
O destino de Pedro foi o infeliz destino de muitos outros. Foi preso por assaltar e, na cadeia, em vez de ser reabilitado, apenas acumulou ódio e maldade. Quando foi liberto, tornou-se traficante. Morreu meses depois ao ser baleado por policiais. E assim, o Brasil perdeu, perde e continuará perdendo vários jovens drogados.

Aluno: Rafael Lameiro, 17.





Proposta: Inserir descrição em texto narrativo (trecho de O Ateneu, de Raul Pompéia).

Título: O passarinho que aprendeu a voar

Um dia, ensolarado, quente, seco, em plena segunda-feira, com barulhos de carros seguidos de conversas do grande comércio, meu pai me toma pela mão com força e determinação. Um grande homem de 58 anos, trabalhador, alto e forte, estava tranquilo, mas um pouco emocionado com a minha despedida.
Já minha mãe, senhora de 56 anos, que cuidou e me amou durante toda a vida, me abraça com orgulho, molhando com suas lágrimas meu cabelo.
Antes de prosseguir para o Ateneu, a grande escola que irá me formar, meu pai, sem medo de falar, me deseja uma boa sorte para viver uma etapa de extrema importância na minha vida e que eu vença todas as lutas com que me deparar.

Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16.







MENTIRA: UMA VERDADE SEM VALOR


Modalidade: Dissertação argumentativa
Método dedutivo
Tema: A Mentira



A humanidade está se tornando cada vez mais defeituosa socialmente, ao passo que o homem progride tecnicamente. Isso porque, com o desenvolvimento de tantas tecnologias, o homem esqueceu o que são os valores, principalmente a verdade.
Uma sociedade mais agressiva está se formando à custa de trapaças entre as pessoas, cada um com o intuito de se sobressair em relação ao outro, fazendo com que a verdade se torne uma realidade distante. A autenticidade dos fatos deve combater a mentira, pois tudo aquilo que é falso deve ser bem estruturado, sendo trabalhoso, para ter somente a finalidade de enganar e prejudicar outras pessoas. Além disso, a verdade é o meio mais fácil de resolver um problema, pois quando se é verdadeiro, a pessoa dirá o que realmente está acontecendo. Na maioria das vezes, encerrando o assunto, ficando com a consciência limpa, não precisando omitir um fato para o resto da sua vida.
O escritor Anatole France, que redigiu o livro “A vida em flor”, defende a mentira e diz que a verdade é um tédio. Ele está totalmente equivocado, pois é com ela que se desenvolve a integridade de caráter de um homem, não podendo ser a realidade um aborrecimento.
Portanto, um cidadão deve ser defensor de tudo o que é verdadeiro, para ajudar a proliferar os bons valores e usar a honestidade como o principal pedestal para a construção de uma história de vida exemplar.

Aluno: Otávio Santos, 17.






Tema: A publicidade e o senso crítico
Modalidade: dissertação



Título: Compre bem, compre com consciência


Com o desenvolvimento do regime econômico capitalista, as propagandas publicitárias ganharam força na mídia televisiva e radialista.
Porém, com a competição acirrada do mundo globalizado, é preciso ter consciência e senso crítico para não ser manipulado e enganado por falsas propagandas.
É necessário saber discernir a boa propaganda da perigosa, para não se deixar levar pelas influências de persuasão e comprar o produto achando que tem um resultado e depois perceber que tem outro completamente diferente daquele que foi apresentado inicialmente, sendo que só foi gasto dinheiro sem necessidade.
A maioria da população tem recorrido muito ao Procon por ser vítima de falsas promessas de produtos que não são de boa qualidade. Isso resulta de uma não análise lógica e racional da propaganda, deixando-se enganar pelo aspecto emocional e compulsivo.
Há um tempo, foi feita uma propaganda utilizando uma criança fantasiada de leãozinho para vender uma determinada marca de leite integral e, com isso, muitas mães se deixaram tocar pela meiguice da criança e, automaticamente, passaram a comprar o leite.
Esses acontecimentos são cada vez mais frequentes, pois hoje a maior parte da população não se atenta aos cuidados que deve ter antes de usufruir de um produto.
Portanto, seja racional e lógico na hora de comprar um produto e só leve se for necessário e seja feliz com suas compras bem feitas.

Aluna: Isadora, 15.



LUTA ETERNA


Modalidade: dissertaçãoargumentativa.
Método: dedutivo

Tema: Salários altos e reconhecimento da sociedade, geralmente, não caracterizam profissões exercidas predominantemente por mulheres


Título: Luta eterna


As mulheres foram introduzidas no mercado de trabalho durante a Revolução Industrial, pois o custo de vida nas cidades era alto. Contudo, elas não possuíam os mesmo direitos dos homens. Com o passar do tempo, elas batalharam e conseguiram a igualdade de gênero. No entanto, isso não é efetivamente exercido, pois ainda persiste o preconceito contra a mulher na sociedade contemporânea.
Hoje, existem diferenças salariais entre homens e mulheres. Segundo dados do Banco Mundial, para cada dólar que um homem ganha, a mulher, exercendo a mesma função, recebe 25% menos. Para justificar tal diferença, o senso comum diz que isso ocorre porque a mulher tem mais responsabilidades em casa, como filhos e outros afazeres domésticos. Além disso, alega-se que as mulheres são frágeis e não conseguem fazer tudo o que os homens fazem.
Tais pensamentos podem ser entendidos como um tipo de filosofia barata, que fornece somente as causas, e não dá justificativas. A mulher só possui mais responsabilidade porque existe um preconceito por parte dos homens, que não assumem o papel de pais e nem dividem tarefas caseiras. Isso ocorre devido ao machismo e à ideia de que os homens têm que sustentar a família e a mulher ficar na cozinha. Essas concepções são arcaicas; hoje, a maioria das profissões são ocupadas por homens e mulheres, não existe exclusividade masculina. Elas ocupam desde cargos de chefia, como Marin Alsop, que comandará a Osesp, e até lugares no exército.
No decorrer do tempo, foram criadas instituições e leis para a proteção da mulher, como a Delegacia da Mulher e a Lei Maria da Penha. Entretanto, a violência contra o sexo feminino ainda é crescente, e isso ocorre porque a mulher, principalmente a pobre, não tem a consciência de que possui direitos; por isso, permanece calada, refletindo no aumento dos índices de violência contra a mulher. Ou seja, além de nascer num mundo machista, no qual até o salário é diferente, elas precisam batalhar pela própria segurança. Hoje, contudo, já ocorreram avanços na luta da mulher pela ascensão na sociedade. No Brasil, por exemplo, foi eleita a primeira presidenta, Dilma Rousseff.
O movimento feminista, no Brasil, fez com que o país notasse a força da mulher e conseguiu, finalmente, igualdade de sexo. Embora ela tenha sido garantida pela Constituição de 1988, ainda existe o machismo, pois, mesmo que esse direito conste no Código Jurídico, o governo não fez nada para conscientizar as pessoas. Ou seja, o brasileiro ainda não tem uma opinião formada sobre isso, deixando o espaço livre para o machismo. Logo, somente a luta contínua contra o preconceito poderá acabar com ele.


Aluno: Guilherme Polizel, 16.

A VIDA EM SOCIEDADE


Tema: Nenhum homem é uma ilha
Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo




A análise das relações sociais dos dias atuais revela o surgimento de um problema preocupante que é consequência da globalização: o isolamento das pessoas. Os seres humanos adaptaram-se com a vida em sociedade e por isso não conseguem desenvolver uma consciência coletiva e individual sem um relacionamento social. Assim, quando esse é mínimo, existe a dificuldade de adaptação ao convívio.
Dessa maneira, a sobrevivência das pessoas, o desenvolvimento da personalidade e de habilidades são interdependentes ao grupo em que elas estão inseridas ou à família a que elas pertencem. Esse convívio básico e primordial é posteriormente aplicado nas relações de trabalho, de amizade e associações entre moradores. A interação social, portanto, estabelece a linguagem, o afeto, a experiência e os princípios morais que regem a sociedade.
Entretanto, diante da globalização, os seres humanos ficaram cada vez mais isolados, tendo a falsa percepção de que a vida pode acontecer sem o contato físico ou a comunicação entre os indivíduos. Nessa situação moderna, aparecem os problemas de convivência. Um exemplo desse tipo de questão foi o caso do massacre ocorrido em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, na qual um homem atirou contra as crianças à queima roupa. Depois do crime, descobriram que as atitudes do atirador foram motivadas pelo seu passado de isolamento e ausência de amigos, além do bulling sofrido na escola. Essa reação inesperada pode ser justificada pela falta de sociabilidade humana, o que faz com que uma pessoa solitária queira resolver seus problemas violentamente.
Por fim, a falta de interação entre os indivíduos pode provocar consequências graves. Dessa forma, é preciso que as pessoas sejam menos egocêntricas e que procurem ajuda psicológica quando estão com dificuldades em seus relacionamentos sociais.

Aluna: Jéssica Lopez Montozo, 20.

PREDESTINAÇÃO INEXISTENTE


Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo

Tema: Salários altos e reconhecimento da sociedade, geralmente, não caracterizam profissões exercidas predominantemente por mulheres

  



Através de olhos preconceituosos, há a visão de que a mulher nasceu com o destino traçado para servir ao marido, ao filho e à casa. Entretanto, nos dias atuais, esse ponto de vista tem se modificado.
Pesquisas mostram que de 1970 a 2007, o número de mulheres a ingressar no mercado de trabalho aumentou de 20% a 42%. Está claro que elas não querem saber de submissão, o que importa agora é a própria liberdade. Todavia, mesmo libertas das correntes machistas, a discriminação entre sexos, com relação aos salários pagos, ainda é grande, visto que 33,4% das mulheres ganham apenas um salário ou ficam sem rendimento, enquanto a maioria masculina recebe dois salários mínimos.
Devido a essa ideologia de que os homens são superiores às mulheres, muitas delas trancam-se em seus afazeres domésticos. Somente 11,1% de garotas de 15 anos ou mais frequentam escolas e, com muita luta, 53,3% foram aprovadas em vestibulares. Essa falta de aprendizado só dificulta a especialização para a conquista de um bom emprego.
Mulheres bem sucedidas, ou com vontade de evoluir na vida, acabam sendo reprimidas pela sociedade. Isso aconteceu com a humorista Dercy Gonçalves, que foi julgada vulgar, ambiciosa, não merecedora do sucesso em sua carreira por ser mulher; isso, por consequência do pensamento da época.
Entretanto, ser mulher não é sinônimo de dona-de-casa, ou de seguir os passos da mãe ou do pai. Mulher é um ser único, mas que sabe se igualar a todos, sem preconceito; possui características incríveis, força racional, sensibilidade irreal. E não apenas seres vedados pelo machismo e pelo preconceito.

Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17.





Tema: Estou me transformando num bicho...
Modalidade: crônica descritiva




Título: Metamorfose da liberdade


Todo dia da minha vida acordo e concluo a minha rotina, de segunda a sexta, fazendo as mesmas coisas, à mesma hora e do mesmo jeito. Algo precisava ser feito, cansei dessa vida diária obrigatória, eu queria ser mais livre.
Sendo assim, em uma tarde de quarta-feira, deitado na rede de casa, olho para o céu e avisto um lindo ser, que pode ir para qualquer lugar sem se preocupar. Aquilo era o símbolo da liberdade.
Já à noite, indo dormir, comecei a pensar no dia de amanhã, pois nesta quinta-feira vou quebrar minha rotina e realizar coisas novas.
Durante a madrugada, comecei a sentir sensações muito estranhas na região dos braços, da barriga e da cabeça, como se meus ossos estivessem se quebrando e minha pele esticando. Era uma dor leve, mas que começou a ir aumentando.
Ao chegar no período da manhã, fui normalmente para o banheiro sem nenhum problema, mas quando olhei para o espelho, eu tinha me transformado em um gavião.
Não sabia se aquilo era verdade ou se era um sonho, mas eu não podia desperdiçar essa oportunidade de ser um pássaro.
Fui para fora de casa e levantei vôo. Aquilo era uma coisa única, virar um ser totalmente diferente dos humanos.
Já bem alto no céu, percebo que a minha visão não era a mesma, eu podia visualizar casas e outras coisas a quilômetros de distância. Podia também ouvir até os mínimos sons do ambiente, como pessoas conversando e crianças brincando. Mas uma coisa que se modificou de forma extrema foi o tato, pois antes eu tinha mãos, agora longas asas cheias de penas.
Ao escurecer, eu já estava com dificuldade de voar, então, voltei para casa.
Depois de um longo dia de liberdade, voando pelos céus, vou para a cama dormir. Mas quando acordo no outro dia, eu tinha virado humano de novo, com braços e mãos.


Aluno: Pedro Cicilini de Nadai, 16 anos.