Proposta: Crônica a partir de palavra-tema
Modalidade: crônica dissertativa/jornalística
Tema: ventania
Tempestades, ventanias e furacões de impostos são emitidos da região de Brasília e afetam o Brasil inteiro todos os anos. O guarda-chuva que protege o bolso do trabalhador não é o suficiente para proteger um salário, fruto de um trabalho árduo durante um mês inteiro.
A previsão diz que esse mau tempo não é passageiro e a recomendação para prevenir o povo desse desastre econômico é evitar gastos, não sair de casa em dias de alta inflação e rezar para que a bolsa de valores fique em alta.
Esse tipo de efeito “meteroeconômico” está surgindo em vários países do mundo, principalmente na Europa, em países como a Grécia, Portugal, Itália e, assim como no Brasil, é causado pelo efeito estufa da inflação e da corrupção.
Aluno: Otávio Santos, 16.
Modalidade: dissertação argumentativa
Método indutivo
Técnica: argumentação por dados estatísticos
Tema: As mulheres vêm ganhando voz na sociedade
Título: As mulheres vão a Roma
Ao fazer uma análise dos últimos cinquenta anos, é possível perceber o crescimento da autonomia da mulher, tanto no mercado de trabalho, quanto no seu papel na estrutura familiar e em assuntos políticos. O fato é que a submissão e a passividade que caracterizavam o sexo feminino deram lugar a um sentimento de total independência e capacidade. As mulheres ganharam, finalmente, voz perante a sociedade.
Um exemplo disso é o quanto os maridos deixaram de influenciar nos votos de suas esposas em épocas de eleições. Segundo pesquisas explicitadas na revista “Veja”, em 43 anos o número de mulheres que não permitem o voto de cabresto familiar cresceu em 20% (1967-2010). Ao mesmo tempo, sua participação política na Câmara Federal subiu de 1,4% de cadeiras para 8,5%.
Tal avanço tem como possível fator o maior nível de escolaridade completa (concluído o ensino médio) das mulheres em relação aos homens – estes com 7,2% contra 11,1% daquelas – o que lhes traz um maior desenvolvimento intelectual e uma maior capacidade de argumentar. É notável, aliás, o grande número de redatoras que passaram a opinar nos jornais, sendo que na “Folha” houve um aumento de quase 13% em 43 anos. Paralelamente, as mulheres deixaram de ter sua principal fonte de prazer na maternidade e nos trabalhos domésticos.
Com tamanho avanço, não podemos, contudo, negar que ainda vivemos em uma sociedade machista. Porém, o simples fato de as mulheres estarem se sentindo cada vez menos dependentes e inferiores já é um grande passo. Elas descobriram, finalmente, que são tão capazes quanto o sexo oposto e a repercussão desta descoberta já nos é perceptível. Não há, a partir de agora, quem as impeça de progredir ruma à igualdade entre os sexos.
Raíssa A. Vieira, 16.
VENTOS DO CENTRO-OESTE
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoPISANDO EM OVOS
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoModalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: método dedutivo/ conta-argumentação
Tema: Vale a pena construir usinas nucleares no Brasil?
Há alguns meses, o planeta todo ficou de luto pelas vítimas do desastre ocorrido no Japão. Terremotos e tsunamis foram seguidos por explosões nas usinas nucleares, que, por problemas técnicos, liberaram grande quantidade de radiação extremamente nociva à vida. Ao mesmo tempo, há no Brasil um projeto de construção de novas usinas deste tipo em Angra dos Reis. Não é cabível que um país como o nosso, abundante em alternativas para a obtenção de energia, utilize um recurso tão perigoso para a sua população.
Ao contrário do Japão, nosso país possui um território muito extenso e rico em rios propícios à construção de hidrelétricas. Possui, também, condições para utilizar energia eólica e térmica. Ao mesmo tempo, localiza-se, em maior parte, em uma área tropical, a qual recebe raios solares com máxima intensidade, sendo a energia solar uma opção barata e eficaz para gerar eletricidade. Não há, pois, sentido em construir novas usinas nucleares, quando podemos atingir os mesmos fins através de recursos mais seguros.
Além de ser desnecessária, tal obra traria um imenso risco aos moradores da região em questão, pois, em casos de problemas funcionais, os danos a eles causados seriam irremediáveis e, até mesmo, fatais. Por conta do tsunami, ocorreram milhares de mortes em Fukushima, além do vazamento em usinas nucleares, e o risco de contaminação por radiação se estendeu ao mundo, uma vez que muitos produtos infectados eram destinados à exportação.
A justificativa dada pelos apoiadores do projeto de que o Brasil possui grande quantidade de Urânio, de modo que poderíamos, com poucos gastos, garantir energia suficiente para 250 anos, é inválida quando consideramos os prejuízos humanos e, até mesmo, econômicos que o país teria em caso de falhas ou explosões.
Não há sentido em investir em um projeto que é capaz de, em segundos, extinguir inúmeras vidas. Isso não vale apenas para o Brasil, mas para todo o mundo. O ser humano só se dá conta da gravidade de um problema quando ocorre um desastre. Enquanto a prioridade for o lucro financeiro e não a segurança da população, viveremos como Dâmocles: com uma espada sempre prestes a cair sobre nossas cabeças.
Aluna: Raissa A. Vieira, 16.
Proposta: texto em prosa com função expressiva adotando ponto de vista de outra pessoa: – ponto de vista de um idoso
Tema: O uso de drogas associadas ao álcool
TÍTULO: VILÃ SOCIAL
Não há, hoje em dia, como não comentar sobre as drogas, seus variados usos, os usuários e as consequências que sofrem.
Há quase sempre nos jornais a descoberta de novas drogas, cada vez mais fortes e de composições absurdas. A questão é: mesmo com consciência dos riscos e da baixa expectativa de vida dos usuários, para que se envolver com elas e se entregar ao vício da maneira como se entregam?
Nos meus tempos havia droga, sim, mas não tão disseminada como está, a ponto de constituir um problema social, aumentar a violência, aterrorizar a vida das pessoas em comunidades devido ao tráfico.
E como se não bastasse o efeito alucinógeno da droga em si, os usuários combinam crack, por exemplo, com álcool e aumentam a dependência.
Vi num noticiário outro dia, que o número de pacientes em clínicas de reabilitação tem crescido desde 1996, em seis vezes, e a cada ano esse número só aumenta. Esse resultado não sei se me alivia ou me preocupa. Os dependentes podem estar se conscientizando e procurando ajuda, o que é bom. Mas também, pode significar o aumento de pessoas se envolvendo com drogas, o que é preocupante.
Pedir para o governo promover palestrar para conscientizar a população seria um conselho óbvio demais, apontado por qualquer um que queira solucionar o problema. No entanto, o meu é apenas que o governo dê condições socioeconômicas suficientes para a população, para que ela não precise recorrer às drogas procurando conforto.
Aluna: Maria Emília Rosa, 15 anos
