Modalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: Método dedutivo — recurso: análise de causas e consequências.
Tema: Que condições e requisitos são essenciais ao profissional da área da saúde para ele se qualificar como médico?
Não é por acaso que a profissão mais procurada nos vestibulares é e sempre foi a da medicina. Em busca da estabilidade financeira e pelo respeito dado pela sociedade a esses profissionais, jovens de todo o país querem ser médicos. Porém, exercer a medicina está muito além de simplesmente estudar e se formar.
O primeiro contato com a área médica é teórico, o aluno aprenderá tudo sobre o corpo humano, seu funcionamento, seus órgãos, suas patologias etc. Conhecer a fundo a área em que vai atuar é o primeiro passo para ser um bom médico.
Enquanto somente estuda, o futuro médico não aprende a ter o relacionamento com o paciente. Respeitar o ser humano deveria fazer parte da grade curricular de todo estudante de medicina, apesar de ser algo impossível de aprender com os livros. Depende muito da educação que a pessoa teve.
Outro ponto importante é a honestidade em suas ações. Já ouvimos muitos casos de médicos que operam sem necessidade, pedem exame para beneficiar o colega do laboratório, entre outros. Casos como esses acontecem corriqueiramente nos hospitais brasileiros. A dignidade no exercício da profissão é extremamente importante para esta classe, devendo ser severamente punido quem a transgride.
Não podemos culpar as universidades por essas falhas. São erros humanos e individuais, que dependem única e exclusivamente de cada pessoa. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo há anos luta para criar um exame obrigatório para os formandos de medicina, assim como faz a Ordem dos Advogados do Brasil com os bacharéis de direito do país. Seria um passo muito importante para melhorar a qualidade desses profissionais que entram para o mercado de trabalho.
O doutor Bezerra de Menezes, considerado o pai dos pobres, definiu com maestria o que é ser médico: “Não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou que diz a quem lhe chore à porta que procure outro — esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura”.
Portanto, existem vários quesitos legais e técnicos para qualificarmos melhor nossos médicos, porém o mais importante e tudo ainda depende da essência de cada um.
João Vítor Ferraz, 27.
UMA QUESTÃO DE VALOR
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoJULGAMENTO ESTÉTICO
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoModalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: Método dedutivo — recurso: contraponto
Tema: Uma linha tênue separa o belo do grotesco
Ao longo da história da humanidade, percebe-se que sempre houve uma interpretação por parte do homem na tentativa de classificar os seres vivos e as coisas inanimadas como belas ou não. No entanto, nota-se também uma variação na concepção de cada ser, surgindo a questão: existe uma pequena fragilidade, uma linha tênue que separa o belo do feio?
Tal conceito é completamente subjetivo e, dessa maneira, as interpretações estéticas de tudo que nos cerca variam, podendo ser influenciadas pelo ambiente e pelas sensações momentâneas que cada observador está sofrendo. Assim, ao vermos algo ou alguém pela primeira vez, podemos ter uma impressão de beleza, a qual poderá ser modificada, como quando observamos a pessoa com a face maquiada e depois, em outra oportunidade a encontramos sem tal “máscara” ou ao julgar a aparência de alguém pela forma como esse está vestido, surgindo até mesmo algum preconceito.
Porém, não são apenas as situações que modificam as classificações de beleza, mas também o tempo. Isso é claramente percebido se compararmos a idealização feminina em diferentes épocas, como no Renascimento e atualmente. Naquele, a mulher aparece obesa, sendo dita bela por sua fertilidade, enquanto nos dias de hoje o padrão de beleza faz com que o ser do sexo feminino busque uma forma física mais definida, ou seja, a magreza para que se diga dotada de exorbitantes formatos corporais.
Dessa forma, podemos notar que existe mesmo uma certa linha tênue, a fragilidade, separando os dois conceitos, surgindo diferentes considerações a respeito de um mesmo ser ou objeto, devido ao meio e ao momento histórico e, assim, em cada época foi e será adotado um diferente padrão de beleza.
Gabriel Covello Furlanetto, 17.
