APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

UMA QUESTÃO DE VALOR

Modalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: Método dedutivo — recurso: análise de causas e consequências.
Tema: Que condições e requisitos são essenciais ao profissional da área da saúde para ele se qualificar como médico?


Não é por acaso que a profissão mais procurada nos vestibulares é e sempre foi a da medicina. Em busca da estabilidade financeira e pelo respeito dado pela sociedade a esses profissionais, jovens de todo o país querem ser médicos. Porém, exercer a medicina está muito além de simplesmente estudar e se formar.
O primeiro contato com a área médica é teórico, o aluno aprenderá tudo sobre o corpo humano, seu funcionamento, seus órgãos, suas patologias etc. Conhecer a fundo a área em que vai atuar é o primeiro passo para ser um bom médico.
Enquanto somente estuda, o futuro médico não aprende a ter o relacionamento com o paciente. Respeitar o ser humano deveria fazer parte da grade curricular de todo estudante de medicina, apesar de ser algo impossível de aprender com os livros. Depende muito da educação que a pessoa teve.
Outro ponto importante é a honestidade em suas ações. Já ouvimos muitos casos de médicos que operam sem necessidade, pedem exame para beneficiar o colega do laboratório, entre outros. Casos como esses acontecem corriqueiramente nos hospitais brasileiros. A dignidade no exercício da profissão é extremamente importante para esta classe, devendo ser severamente punido quem a transgride.
Não podemos culpar as universidades por essas falhas. São erros humanos e individuais, que dependem única e exclusivamente de cada pessoa. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo há anos luta para criar um exame obrigatório para os formandos de medicina, assim como faz a Ordem dos Advogados do Brasil com os bacharéis de direito do país. Seria um passo muito importante para melhorar a qualidade desses profissionais que entram para o mercado de trabalho.
O doutor Bezerra de Menezes, considerado o pai dos pobres, definiu com maestria o que é ser médico: “Não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou que diz a quem lhe chore à porta que procure outro — esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura”.
Portanto, existem vários quesitos legais e técnicos para qualificarmos melhor nossos médicos, porém o mais importante e tudo ainda depende da essência de cada um.

João Vítor Ferraz, 27.

JULGAMENTO ESTÉTICO

Modalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: Método dedutivo — recurso: contraponto
Tema: Uma linha tênue separa o belo do grotesco



Ao longo da história da humanidade, percebe-se que sempre houve uma interpretação por parte do homem na tentativa de classificar os seres vivos e as coisas inanimadas como belas ou não. No entanto, nota-se também uma variação na concepção de cada ser, surgindo a questão: existe uma pequena fragilidade, uma linha tênue que separa o belo do feio?
Tal conceito é completamente subjetivo e, dessa maneira, as interpretações estéticas de tudo que nos cerca variam, podendo ser influenciadas pelo ambiente e pelas sensações momentâneas que cada observador está sofrendo. Assim, ao vermos algo ou alguém pela primeira vez, podemos ter uma impressão de beleza, a qual poderá ser modificada, como quando observamos a pessoa com a face maquiada e depois, em outra oportunidade a encontramos sem tal “máscara” ou ao julgar a aparência de alguém pela forma como esse está vestido, surgindo até mesmo algum preconceito.
Porém, não são apenas as situações que modificam as classificações de beleza, mas também o tempo. Isso é claramente percebido se compararmos a idealização feminina em diferentes épocas, como no Renascimento e atualmente. Naquele, a mulher aparece obesa, sendo dita bela por sua fertilidade, enquanto nos dias de hoje o padrão de beleza faz com que o ser do sexo feminino busque uma forma física mais definida, ou seja, a magreza para que se diga dotada de exorbitantes formatos corporais.
Dessa forma, podemos notar que existe mesmo uma certa linha tênue, a fragilidade, separando os dois conceitos, surgindo diferentes considerações a respeito de um mesmo ser ou objeto, devido ao meio e ao momento histórico e, assim, em cada época foi e será adotado um diferente padrão de beleza.

Gabriel Covello Furlanetto, 17.