Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo
Tema: Nenhum homem é uma ilha
Atualmente, a sociedade tem apresentado tendência ao individualismo por causa da concorrência estimulada pelo setor econômico. Esse comportamento prejudica o próprio ser humano, já que o isolamento barra os estímulos do meio externo.
A maioria das relações humanas proporciona uma transferência mútua de conhecimento. Quando uma pessoa é apresentada à sociedade, essa recebe espontaneamente estímulos que a transformam em um ser humano de conduta regular, ou seja, alguém que fale, pense e se socialize.
O ser humano isolado é menos desenvolvido que o que vive em conjunto. Desde o começo da história, os homens se agrupam para se manterem protegidos contra os perigos da vida. A partir de então, surgiu a relação familiar, que é a base fundamental para a formação de uma pessoa, e as atividades trabalhistas, que a torna útil na sociedade. Se uma pessoa cresce numa estrutura de vida diferente, não possuirá as mesmas características das demais, como aconteceu com a criança criada por lobos que teve fala e raciocínio comprometidos.
O homem, portanto, não pode viver sozinho. Seu desenvolvimento não é completo, uma vez que, isolado de relações sociais, da tecnologia e de bagagem intelectual, ele se torna parecido com um animal, pois não se enquadra no mundo.
Aluna: Letícia B. Franco, 17.
Proposta: texto em prosa, utilizando a função conativa.
Tema: Sinal fechado
Título: RESPEITO ÀS DIFERENÇAS
As pessoas que não sabem lidar com as diferenças dos outros, ou seja, religião, política, cor, opinião, certamente são prejudicadas na nossa sociedade.
Muitas vezes, são preconceituosas e se fecham porque não aceitam viver de outra forma, e deixam de fazer ou conhecer novas amizades.
Uma das causas disso pode ser o modo ou estilo de vida em que a pessoa foi criada. Por exemplo, uma pessoa da classe alta, com certeza leva uma vida diferente de uma da classe baixa e, como seus costumes são diferentes, a mais rica já “rebaixa” a mais pobre, sem sequer conhecê-la.
Como consequência, o ser humano se “fecha” no seu “mundinho” e deixa as amizades de lado por não aceitar opiniões contrárias.
Devemos respeitar as diferenças de culturas, etnias ou religiões, mesmo se não concordarmos, pois sempre que conhecemos coisas novas ou diferentes, levamos algum aprendizado.
Guilherme M. T. Teodoro, 16.
ARQUIPÉLAGO
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo/ conta-argumentação
Tema: “Sonho e realidade: sobreponíveis ou não”?
INTERDEPENDÊNCIA
Não se pode dar maior importância ao sonho ou à realidade, pelo simples fato de que um não existe, ou não faz sentido, sem o outro, ficando impossível considerá-los separadamente.
É a partir dos sonhos que o ser humano adquire motivação para modificar os pontos negativos de sua realidade e aperfeiçoar os positivos. Sem eles seria impossível haver evolução e a humanidade ficaria estagnada no contentamento. Por outro lado, há quem creia ser o hábito de sonhar alto demais, sendo este o motivo pelo qual os homens criam tecnologias nocivas à natureza, não se importando em destruir o mundo natural e real para atingir suas tão sonhadas metas. O que causa tal destruição é, no entanto, a falta de responsabilidade do ser humano ao decidir quais sonhos podem, ou devem, se realizar, e não o próprio ato de sonhar.
O sonho do homem é guiado pelos seus desejos e necessidades que, por sua vez, são nada menos que um reflexo da realidade em que se vive. Ninguém deseja aquilo que já possui, mas sim, o que lhe parece inalcançável, de modo que tal desejo se torna o seu sonho. Sem a realidade, não haveria desejo, tão logo não haveria sonhos. Um ser humano pode até viver em um mundo de sonhos, mas isso é apenas uma forma de fugir da realidade. Ora, se a mesma não existisse, que necessidade haveria de fugir dela? O mundo dos sonhos sequer existiria.
Sonho e realidade estão essencialmente ligados, estabelecendo entre si, uma relação de interdependência. Cabe aos homens encontrar um ponto de equilíbrio entre os dois, para que se possa, assim, aproveitar a vida como ela é.
Raíssa A. Vieira, 16.
Modalidade: prosa descritiva
Proposta: descrição com desprezo da visão e da audição
Tema: Você acaba de entrar numa roda- gigante...
Título: MEDO NA CABINE
A porta da cabine da roda gigante não está mais fria que minha mão. A verdade é que eu estava com medo.
Entro na cabine e sento-me no bando almofadado, muito macio, o que não melhora nada meu medo.
O lugar balançava um pouco, dando a parecer que iria cair, e eu mascava meu chiclete hiperativamente; seu gosto de menta silvestre já tinha quase acabado, restando só um pouco em minha língua.
O moço apertou o botão. Era a hora. Começa a subir lentamente e eu não sentia mais nada. Aliás, você já cheirou um parque de diversões? São infinitos cheiros: pipoca doce, amendoim, salsicha, gente fedorenta, gente perfumada, óleo, entre outros... Porém, o único cheiro que estava sentindo era do medo.
Sinto que a cabine chega ao ápice da roda gigante e então começa a descer. O sentimento de que ela iria cair era maior ainda.
Chegando ao solo, faço uma ponte da roda até o banheiro. Ela me deixou sequelas...
Henrique Afonso Garcia Buzo, 16.
