Proposta de Redação: criar um texto poético, com metáfora, a partir de um
objeto do cotidiano.
Objeto: a bola.
Título: A bola de futebol
Noites e noites escondida e parada,
sai apenas ao nascer do dia,
o eufórico sol (a bola de futebol).
Neste momento agita e ilumina. No campo aberto,
a bola vai e volta, um sol que alegra a torcida,
mas que, ao se pôr, desanima a vida.
Pedro Cicilini de Nadai,16.
Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo com contra-argumentação
Tema: Regulamentação das propagandas direcionadas a
crianças
Título: Conflito de liberdades
Somos, todos os dias, bombardeados com propagandas de produtos dos mais
variados tipos. As empresas fazem uso de músicas maçantes e cores chamativas
para prender nossa atenção, sendo, muitas vezes, impossível não lembrar delas
na hora de escolher o que comprar. A influência exercida pela propaganda
representa um risco à saúde psicológica e física das pessoas e, em se tratando
de crianças, o perigo é muito maior. É necessário que haja regras para regularizar
a ação dos publicitários de empresas vendedoras de produtos infantis,
principalmente.
Trata-se, aliás, de uma questão de segurança. Afinal, os pais, hoje em
dia, trabalham e, por isso, não têm tempo para monitorar o que seus filhos veem
na televisão o dia todo, ficando difícil saber se os produtos que seus filhos
lhes pedem para comprar são saudáveis ou nocivos à saúde. Aproveitando-se
disso, as grandes empresas e seus publicitários fazem propagandas enganosas,
vendendo produtos cheios de conservantes, os quais comprometem a saúde, sem, no
entanto, informar os ingredientes nas embalagens.
Além disso, utilizam estratégias para “cativar” as crianças. A Nestlé,
por exemplo, faz uso de cores e jogos online para convencer as crianças de que
seus produtos são melhores, deixando os pais sem escolha senão comprar o que
lhes é pedido.
Um meio de solucionar tais problemas que vêm sendo discutido é a
autorregulamentação, que consiste num sistema em que as próprias empresas criam
regras de publicidade, obrigando os publicitários a informar os valores
nutricionais e ingredientes, entre outras informações, em suas embalagens.
Porém, trata-se de uma questão delicada: se, por um lado evita a intervenção do
Estado na propaganda, garantindo a liberdade de expressão das empresas, por
outro, abre brechas para que as indústrias burlem suas próprias regras e
enganem os consumidores, atingindo os mais vulneráveis e cerceando a liberdade
de escolha.
É necessário um sistema de vistoria para assegurar que as empresas sejam
sinceras com seus consumidores. Mais importante que criar regras é obedecer às
que já existem. Desse modo, poderemos comprar com consciência e segurança,
tendo total controle de nossas escolhas.
Aluna: Raíssa A.
Vieira, 17.
