APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

O CIGARRO DIZ


Tema: Semiologia de um objeto
Modalidade: Crônica

Título:                        O cigarro diz


Não existe mais comprovada maneira de saber se uma pessoa é ansiosa do que observar se ela fuma cigarros ou não.
A maioria, senão todos que fumam, sofre diariamente com a ansiedade. Além de quando eles estão com o cigarro na boca ou no dedo, se observarmos seus gestos, saberemos como seu estado emocional está.
Usarei meu primo como exemplo: toda vez que o rapaz estava nervoso, quando o cigarro não estava na boca, ele ficava batendo na parte inferior do cigarro constantemente com o seu polegar, para a cinza acumulada na parte de cima cair. E isso não parava, e quando ele ficava fazendo este gesto, pode ter certeza: algo o afligia.
Aquelas pessoas que nós vemos andando no calçadão, que dão tragadas extremamente demoradas e profundas podem nos mostrar com esses gestos que elas já estão em um estado avançado de dependência do cigarro, ou mais especificamente, da nicotina.
Outro gesto que pode nos mostrar que a pessoa está mais nervosa que o normal, é o tanto de tragadas, ou seja, o tanto de vezes que ela leva o cigarro à boca por minuto. E como um comentário pessoal, digo que nada me irrita mais do que uma pessoa fumando ao meu lado, e quando ela traga inúmeras vezes rapidamente, me irrita mais.
Há também os preguiçosos, que nem tirar o cigarro da boca tiram, deixam-no no canto da boca até ele acabar, sempre tragando e baforando a fumaça para fora. Se percebermos, os únicos que fazem isso são os desleixados, que geralmente andam com aquelas roupas velhas e acabadas. Típico de um sertanejo das histórias brasileiras.
Então, no mundo de hoje em que os costumes e sentimentos estão tão explícitos, uma coisa tão banal como o cigarro, quando usado, pode dizer muita coisa.


Aluno: Henrique Afonso Garcia Buzo, 17.






Modalidade: dissertação
Método dedutivo c/ contra-argumentação

Tema: A TV manipula as pessoas

Título:            Feitiço contra feiticeiro

A influência da televisão na vida das pessoas é um fato inquestionável, que vem sendo discutido, durante anos, pela sociedade. No entanto, o que deve ser, de fato, debatido é o quão dispostas estão as pessoas a deixar que tal influência as atinja. A TV apenas manipula aqueles que se deixam manipular.
Não há dúvidas de que o poder hipnótico exercido por este aparelho pode ser prejudicial às pessoas: o tempo perdido em frente a ele poderia ser utilizado para a realização de atividades físicas saudáveis. Do mesmo modo, as crianças estão passando cada vez mais tempo de suas infâncias hipnotizadas pelos desenhos animados e programas infantis, o que tem levado a um aumento do índice de obesidade causado pela sedentarização. Além disso, a necessidade de economizar tempo faz com que as pessoas deixem de ler livros e jornais e passem a recorrer aos filmes e telejornais, sujeitando-se à perda do senso crítico causada pela manipulação da opinião exercida pela mídia.
São bastantes os argumentos que demonstram a face manipuladora da televisão, entretanto, é necessário analisar as falhas humanas que nos fazem permitir tal manipulação.
É possível, afinal, ter acesso a canais que incentivam os exercícios físicos através da demonstração de aparelhos de academia, bem como da exibição de jogos esportivos. Se as crianças estão passando muito tempo vendo TV, é por que seus pais permitem que isso aconteça, muitas vezes porque deste modo elas ficam em silêncio. Cabe, pois, a eles o papel de regularizar horários e realizar as tarefas alternativas e saudáveis com seus filhos. Do mesmo modo, cabe a cada um escolher os telejornais que se mantém mais fiéis à realidade e buscar informações extras nos outros meios de informação, procurando formar uma opinião independente e própria.
É fácil culpar a televisão, acusando-a de ser manipuladora, mas a verdade é que o homem criou este aparelho e deve, portanto, exercer o controle sobre ele. Se o que ocorre é o contrário, é porque está havendo algum erro na ordem natural, uma inversão de papéis.

Aluna: Raíssa A. Vieira




ALGEMADOS À DESONESTIDADE


Modalidade: dissertação argumentativa em prosa
Método: dedutivo
Tema: Qual o efeito em nós do “eles são todos corruptos”? (Enem, 2009)



Os valores morais estão sendo esquecidos, principalmente no Brasil, onde a corrupção dos políticos, juntamente com seus roubos e façanhas, acontece. Os cidadãos revoltam-se e trancam-se em suas lamentações, observando que a desonestidade já superou a ética há tempos.
Porém, tais cidadãos abriram o caminho para esses corruptos tornarem-se parte do leque de ilegalidades. Portanto, o indivíduo também não se portou de forma exemplar ao votar inconscientemente, sem pensar no resto da sociedade, contradizendo assim a discussão entre moral e imoral.
Um exemplo de corrupto que os cidadãos elegeram foi Fernando Collor. Famoso político, conhecido pelo impeachment de 1992. Ele foi acusado pelo próprio irmão de se envolver com a corrupção política: crime contra a administração pública e a ordem tributária, que foram realizados com a ajuda do tesoureiro de sua campanha. Collor renunciou ao cargo e teve seus direitos políticos suspensos por oito anos.
Assim, percebe-se que a solução para essa deficiência da política brasileira pode demorar a se manifestar, e somente as pessoas que não se importam com o futuro da nação, ou mesmo com o destino de seu dinheiro, ficarão à espera de tal acontecimento. Aquelas que têm sede de mudança vão ousar, impor suas regras e direitos, para que o governo não se faça de cego e tente manipulá-las. Então, sim, a sociedade se dará por satisfeita, quando a desonestidade for vencida.

Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 16.





Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo/ conta-argumentação
Tema: Tratamento especial para homossexuais: um passo adiante ou um modo de acentuar o preconceito?


Título: Preto de listras brancas ou o contrário?

Segundo o artigo 5.º da Constituição Federal, “Todas as pessoas são iguais perante a lei”. Embora o objetivo disso seja assegurar a igualdade entre os homens, podemos observar, hoje, a criação de diversas leis e emendas as quais promovem o oposto. As leis de superproteção aos “gays” são uma forma de ressaltar as supostas “diferenças” entre homo e heterossexuais, levando à acentuação do preconceito.
Pelo fato de a sociedade ser, em geral, preconceituosa, tem-se um grande número de ataques e crimes contra os homossexuais, o que é, de fato, preocupante. No entanto, na tentativa de proteger os “gays” de tais atrocidades, estamos dando maior atenção a estes casos do que aos ataques contra heteros. Ao supervalorizarmos a segurança de alguém, devemos fazê-lo por se tratar de um ser humano, independentemente de sua orientação sexual.
Além disso, se a minoria homossexual começar a se sentir demasiado forte perante a justiça, não haverá quem consiga conter as revoltas e manifestações desse grupo, o qual se sentirá “ofendido” por qualquer comentário maldoso que um hetero venha a fazer. Se uma pessoa qualquer é insultada, ao denunciar o ato ouve, muitas vezes, que não há nada a se fazer, legalmente. No entanto, se essa pessoa alegar sua homossexualidade, aparece no jornal do dia seguinte como vítima de “ataque homofóbico”. Neste caso, o agressor é visto como um monstro.
Há, obviamente, certos direitos dos homossexuais os quais não poderiam lhes ser assegurados sem a criação de leis especiais. A união estável e o casamento entre “gays” são conquistas que promoverão, de fato, a igualdade entre os homens. Deve-se, no entanto, tomar cuidado para que não se incentive a homossexualidade.
A igualdade plena e absoluta é um objetivo que deve ser buscado pelo homem sempre. Embora pareça utópico, já podemos observar sinais de que caminhamos em direção a ela. Cabe a nós e a nossos governantes tornarmos este caminho mais curto ou mais longo.

Aluna: Raissa A. Vieira