APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

O incômodo do estrangeirismo jornalístico

Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — contra-argumentação
Tema: O advento de empresas estrangeiras de jornalismo on line e o risco da soberania nacional.



Sabemos que hoje qualquer país no mundo possui acesso à internet, um dos meios comunicacionais mais importantes da atualidade. Contudo, pergunta-se: até mesmo os países pobres têm acesso a esses meios? Sim, como é o caso do Brasil, considerado ainda um país pobre, todas as classes sociais usufruem da internet e de seu conteúdo jornalístico através dos portais em sites que, em sua maioria, são formulados por empresas transnacionais. No entanto, essa liberdade de imprensa dada a empresas de outros países, como o Terra, seria uma forma de influenciar a opinião pública, podendo trazer risco à soberania nacional?
Geralmente, esses grupos estrangeiros que dominam o setor informacional, se utilizam desses países, não só visando obter lucros, mas também se focam em criar conceitos unilaterais, principalmente políticos, que possam mudar o rumo de qualquer assunto de interesse nacional, algo que não modificaria em nada a estrutura dessas empresas, até porque elas não vivem aqui. Porém, essa liberdade vem sendo questionada pela Abert, que cobra um posicionamento da Anatel, pois são permitidos apenas 30% de participação estrangeira nas empresas jornalísticas do Brasil, e não é o que acontece.
Há quem pense diferente. Alguns acreditam que a entrada dessas transnacionais no país faz com que aumente a competitividade, obrigando as empresas nacionais jornalísticas a investirem cada vez mais em sua infraestrutura, para então poderem competir à altura e mostrar que também possuem capital forte e influência em sua nação. Um exemplo disso é a rede Globo, que mesmo sofrendo a concorrência com as empresas estrangeiras presentes no Brasil, se mostra preparada para competir, sendo a principal via de notícias do nosso país, tanto na televisão quanto na internet.
Então, é explicitamente correto afirmar que esses grupos internacionais jornalísticos influenciam de forma direta na opinião nacional. Portanto, a Anatel deve tomar providências para que isso não se agrave num futuro próximo, mesmo que seja com a diminuição drástica da porcentagem da participação delas no Brasil.



Lucas Moré Ramos, 20.