Modalidade: dissertação.
Método: dedutivo com
contra-argumentação
Tema: Viver é melhor que sonhar
Há questionamentos constantes que visam à superioridade do sonho em
relação à realidade, ou vice-versa. Como isso acontece, justifica-se o
diferente comportamento humano, formado por sonhadores e realizadores. Porém,
até que ponto viver é melhor que sonhar?
O sonho, a projeção de um futuro, próximo ou distante, constitui-se de
desejos ainda não alcançados; isso leva à imobilização dos homens, no sentido
de atingir todo seu potencial de realização e, enfim, de felicidade. Sem tal
ambição, não haveria desempenhos e, muito menos, um sentido vital. Por isso,
bons sonhadores precisam insistir em seus caminhos, na busca de seus ideais,
procurando sempre manter a dedicação e a persistência, acima de tudo.
Entretanto, a vida proporciona a parte lúcida da existência, assim como a
parte da batalha do dia a dia, dos esforços e das inacabáveis falhas cometidas.
A vida mostra que, para alguns, sonhar se torna algo extremamente difícil.
Assim, como disse Marcos Beccari, um filósofo do design, “o sonho não é
um simples reflexo da realidade, mas sim aquilo que a completa”. Isso se
confirma com a história de Dilma Rousseff. Ela mudou a trajetória feminina do
Brasil, quebrou padrões e superou expectativas; seguiu seu sonho e tornou-se a
primeira presidente mulher da sociedade brasileira. E foi um acontecimento de
suma importância para mostrar que, mesmo nos dias lúcidos, com batalhas e
esforços, o sonho se faz presente. Como? Oras, pensa-se em algo almejado, uma
ação inacabada que se tem desejo de acabar, um destino diferente. Isso é sonho.
Um planejamento possível, alcançável, acessível. E as pessoas que sonham vão
mais longe.
Já os realizadores fazem uso apenas de suas ferramentas básicas do viver,
e é nesse ponto em que se encontra o erro. A vida sem sonhos torna-se pobre,
sem cor, sem o fundamental para formar um destino certeiro e gratificante.
Sendo assim, é inevitável negar que a felicidade, quando se realiza um sonho,
seja maior que a realização de uma casualidade.
Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17.
Proposta: fazer um poema a partir de um objeto do cotidiano.
Título: O garfo e a fome
Tempo, tempo aguardando
o cabo enferrujado, ao meio
de quatro dentes abertos.
Cresce, cresce e diminui
a dor localizada no estômago.
Aluna: Letícia Ruiz, 16.
