APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

REVENDO O CLÁSSICO EQUILÍBRIO

Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: A felicidade, entre o ter e o ser



A felicidade sempre foi alvo do ser humano. Sua busca é tema da Filosofia desde a Grécia Antiga, mas até hoje não há um pleno consenso sobre como alcançá-la. Ainda que seja assim, é fato que o homem pode atingir satisfação quando se sente realizado, ao mesmo tempo em que possui bens que o agradem, logo, conciliando “ser” e “ter”.
Pode-se definir a felicidade como um estado de ausência de preocupações. Dessa forma, tudo o que leva a uma inquietação, traz a infelicidade. Um homem, ainda que alcance suas metas na vida, não pode atingir esse estado sem possuir bens que lhe garantam alguma estabilidade financeira. É por isso que o consumo moderado é, hoje, fundamental para assegurar essa tranquilidade emocional.
Contudo, há quem defenda um extremismo como forma de ser feliz. De um lado, os religiosos de ordens mendicantes pregam a completa renúncia à vida material, a plenitude do “ser” em detrimento do “ter”. De outro, capitalistas, principalmente após a febre de consumismo do “American Way of Life”, incentivam a compra, a posse, o “ter”, levando o homem a viver escravo do dinheiro e de seus objetos. Essas posições podem trazer a ilusão de que se é feliz, mas essa não é a verdade.
Isso porque, sendo pobre e mendicante, há várias preocupações como: “terei o que comer e onde dormir amanhã?”. Ou então, consumindo excessivamente, a pessoa se endivida ou esquece sua realização pessoal, porque só pensa no dinheiro. Portanto, essas atitudes extremas devem ser evitadas para que o homem possa se sentir realizado, satisfeito e, assim, feliz.
A humanidade precisa resgatar valores, como aqueles propostos pelo Arcadismo: o gosto pela vida simples, sem exageros, mas que satisfaça o homem, para que possa aproveitá-la sem a necessidade de abdicar de suas posses. Assim, equilibrando “ser” e “ter”, o homem será plenamente feliz.



Aluno: Rafael Lameiro, 17.