Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: A felicidade, entre o ter e o ser
A felicidade sempre foi alvo do ser humano. Sua busca é tema da Filosofia
desde a Grécia Antiga, mas até hoje não há um pleno consenso sobre como
alcançá-la. Ainda que seja assim, é fato que o homem pode atingir satisfação
quando se sente realizado, ao mesmo tempo em que possui bens que o agradem,
logo, conciliando “ser” e “ter”.
Pode-se definir a felicidade como um estado de ausência de preocupações.
Dessa forma, tudo o que leva a uma inquietação, traz a infelicidade. Um homem,
ainda que alcance suas metas na vida, não pode atingir esse estado sem possuir
bens que lhe garantam alguma estabilidade financeira. É por isso que o consumo
moderado é, hoje, fundamental para assegurar essa tranquilidade emocional.
Contudo, há quem defenda um extremismo como forma de ser feliz. De um
lado, os religiosos de ordens mendicantes pregam a completa renúncia à vida
material, a plenitude do “ser” em detrimento do “ter”. De outro, capitalistas, principalmente
após a febre de consumismo do “American Way of Life”, incentivam a compra, a
posse, o “ter”, levando o homem a viver escravo do dinheiro e de seus objetos.
Essas posições podem trazer a ilusão de que se é feliz, mas essa não é a
verdade.
Isso porque, sendo pobre e mendicante, há várias preocupações como:
“terei o que comer e onde dormir amanhã?”. Ou então, consumindo excessivamente,
a pessoa se endivida ou esquece sua realização pessoal, porque só pensa no
dinheiro. Portanto, essas atitudes extremas devem ser evitadas para que o homem
possa se sentir realizado, satisfeito e, assim, feliz.
A humanidade precisa resgatar valores, como aqueles propostos pelo
Arcadismo: o gosto pela vida simples, sem exageros, mas que satisfaça o homem,
para que possa aproveitá-la sem a necessidade de abdicar de suas posses. Assim,
equilibrando “ser” e “ter”, o homem será plenamente feliz.
Aluno: Rafael Lameiro, 17.
