APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

SELEÇÃO


Modalidade: dissertação.
Método: dedutivo/ c/ contra-argumentação
Tema: Desenvolvimento tecnológico X preconceito




Nos últimos séculos, houve um grande desenvolvimento tecnológico. Novos equipamentos foram criados e ideias revolucionárias surgiram. Só não se conseguiu mudar a mentalidade da população, que continua preconceituosa e segregacionista e, assim como disse Einstein, é mais fácil quebrar um átomo a quebrar um preconceito.
Ocorreram muitas evoluções na tecnologia, como o surgimento da energia nuclear e da comunicação via satélite. Isso só se concretizou devido ao capitalismo, que prega a livre concorrência, e o consequente avanço tecnológico. No entanto, esse regime acarreta a divisão entre classes, e isso faz com que haja uma segregação entre ricos e pobres, criando-se um preconceito contra os últimos. Além disso, ocorrem em todo mundo, manifestações preconceituosas, principalmente contra negros e homossexuais, uma vez que tudo o que é diferente é discriminado.
Muitos dizem que, hoje, as sociedades são mais igualitárias, pois com o maior acesso à informação proporcionado pela globalização, as pessoas estão mais conscientes e o preconceito praticamente inexiste. Outra falácia é dizer que, quando ocorrem os raros casos de preconceito, eles se constituem em fatos isolados e não se relacionam com o que ocorre no resto do mundo.
A intolerância cresce, pois o acesso à informação e o surgimento de redes sociais fizeram com que as pessoas começassem a se agrupar em comunidades, muitas delas contra um tipo social, escolha sexual, estilo musical etc. No “twitter”, por exemplo, uma estudante de direito fez um comentário racista contra os negros e foi punida, embora ela tivesse sido apoiada por muitos. Os fatos relacionados ao preconceito estão conectados. Hoje, há uma tendência de seguir a moda e, quando um caso se manifesta, outros aparecem, pois as pessoas estão em busca de fama. E, embora sejam diferentes na ação, possuem uma mesma finalidade: a segregação daquele que é diferente.
Ou seja, mesmo com o grande acesso à informação e tecnologia, as pessoas não toleram diferenças. A sociedade é seletiva e só aceita aquilo que é imposto pelas regras sociais. Embora a evolução científica tenha mudado o estilo de vida da população, o preconceito continua enraizado nela.

Aluno: Guilherme Polizel, 16.




Modalidade: Crônica dissertativa
Notícia: Vazamento de petróleo na Bacia de Campos, R. J.


Título: O petróleo é nosso?

Uma notícia não muito agradável, dada nos últimos dias, faz novamente nós , brasileiros, repensarmos e refletirmos sobre o assunto do petróleo brasileiro. De acordo com reportagens publicadas no jornal “Folha de S. Paulo”, após a descoberta de um novo derramamento de petróleo na bacia de Campos, Rio de Janeiro, a empresa petroleira americana Chevron pediu à Agência Nacional do Petróleo para suspender a produção no único campo em que opera. Depois desse acontecimento, a justiça brasileira proibiu executivos das empresas envolvidas nos derramamentos ocorridos em 2011 e em 2012 de deixarem o país.
Diante desses fatos, o lema “o petróleo é nosso” dito por vários governantes após várias descobertas do ouro negro em territórios brasileiros, torna-se incoerente. Infelizmente, são empresas americanas que exploram o pré-sal, já que nossa tecnologia e conhecimento não são suficientes para isso. Se o Brasil não investir pesado o mais rápido possível no desenvolvimento de tecnologia e em mão-de-obra especializada nessa área, nós continuaremos dependentes de outras nações para fazer o serviço que é nosso.
Nesse contexto, as empresas contratadas estrangeiras não estão cuidando e não vão preservar algo que não tem significado nenhum para ela. A extração do petróleo deve ser de modo mais eficiente e cauteloso para que não aconteçam acidentes como esses dos últimos tempos. Dessa maneira, nossa única saída para fazer com que a extração do petróleo seja realmente proveitosa para o país é fiscalizar o trabalho dessas empresas, criando legislações rígidas e punindo infrações contra o ambiente e também contra a nação brasileira.
Como estamos falando de Brasil, essas medidas podem demorar para acontecer, o que irá agravar mais a nossa situação, já que não sabemos realmente se a riqueza retirada do petróleo permanecerá no país ou se será distribuída entre outros países, pois são eles que estão cuidando do tesouro nacional. Mesmo assim, devemos ser otimistas e cobrar respostas de nossos representantes governamentais.

Aluna: Jéssica Lopes Montozo, 19.




SUFICIENTE?


Modalidade: Dissertação argumentativa
Método: dedutivo/ contra-argumentação
Tema: Desenvolvimento tecnológico x preconceito




Conseguimos ultrapassar até a barreira 2D dos cinemas, a terceira dimensão já é rotina na “grande tela”. Somos os seres vivos mais desenvolvidos do mundo, principalmente tecnologicamente. Entretanto, um sentimento primitivo e desumano ainda assombra e destrói a vida de muitos: o preconceito.
A relação entre avanço tecnológico e avanço do pensamento, se dá de maneira inversamente proporcional. Ainda temos alguns pensamentos da Idade Média, sendo que a tecnologia da época nem se compara à de hoje. O ser humano ainda não está maduro para viver em uma sociedade igualitária.
Mesmo não suficientes, equiparando nossa sociedade de hoje com a de um século atrás, houve melhoras. Queira ou não, os direitos humanos estão bem mais preservados do que antes; porém, como sempre, existem populações que não participam dessa melhoria. O mundo inclui, mas também exclui sem piedade.
Um exemplo de que a sociedade melhorou algo, porém não o suficiente, é a situação da mulher. Certamente, hoje ela está melhor do que no passado; entretanto, não é suficientemente melhor. Enxergamos isso no mercado de trabalho. As mulheres são possuidoras de uma grande parcela dos empregos de hoje, porém continuam ganhando menos que o homem.
Só conseguiremos viver em uma sociedade sem preconceito e sem desigualdades se mudarmos o pensamento de seu membro principal: o homem. Se deixar de lado o desejo obsessivo e desumano para o capital e pensar mais no próximo, é possível, sim, uma sociedade mais igualitária e sem preconceito.

Henrique Buzo, 17.




Modalidade: prosa descritiva
Proposta: descrição física e sentimental de ambiente externo.


Título: O gramado sentimental                  


Por todas as tardes da minha rotina, caminhava até o quintal apenas para olhar o lindo gramado. Mas foi só na tarde de um domingo, que pude perceber o quão importante e sentimental foi o tapete verde com que eu me deparava todos os dias.
Este foi o espaço que marcou minha vida no período da infância, em que eu vivenciava o que era estar junto com amigos, sentindo a melhor coisa do mundo, a felicidade e a alegria. Jogávamos bola sem nos preocupar, uma tarde inteira de movimento, em que o cansaço não nos atingia, apenas atingia cada metro quadrado de grama e cada ferro que formava o gol. As redes tinham validade, não passavam de um mês, pois era o que segurava o chute causado por nós.
Entretanto, é só à noite que se podia entender o que era aquele gramado. Aquele espaço fazia comparação clara entre um campo de futebol e uma mãe durante a infância, pois em ambos é preciso sustentar a mesma coisa. No período do dia, precisam cuidar e alegrar as crianças e, ao trabalhar o tempo todo, só resta o descanso no período da noite. Uma mãe que vai dormir de tanto cuidar dos filhos e um gramado que vai repousar de tanto sustentar jogadores. A infância, enfim, é passageira, mas deixa marcas em cada um, pois é nela que podemos viver intensamente com o que amamos, que é o amor de estar com os amigos e o amor materno.


Pedro Cicilini de Nadai, 16.