Modalidade: dissertação.
Método: dedutivo/ c/
contra-argumentação
Tema: Desenvolvimento tecnológico X preconceito
Nos últimos séculos, houve um grande desenvolvimento tecnológico. Novos
equipamentos foram criados e ideias revolucionárias surgiram. Só não se
conseguiu mudar a mentalidade da população, que continua preconceituosa e
segregacionista e, assim como disse Einstein, é mais fácil quebrar um átomo a
quebrar um preconceito.
Ocorreram muitas evoluções na tecnologia, como o surgimento da energia
nuclear e da comunicação via satélite. Isso só se concretizou devido ao
capitalismo, que prega a livre concorrência, e o consequente avanço
tecnológico. No entanto, esse regime acarreta a divisão entre classes, e isso
faz com que haja uma segregação entre ricos e pobres, criando-se um preconceito
contra os últimos. Além disso, ocorrem em todo mundo, manifestações
preconceituosas, principalmente contra negros e homossexuais, uma vez que tudo
o que é diferente é discriminado.
Muitos dizem que, hoje, as sociedades são mais igualitárias, pois com o
maior acesso à informação proporcionado pela globalização, as pessoas estão
mais conscientes e o preconceito praticamente inexiste. Outra falácia é dizer
que, quando ocorrem os raros casos de preconceito, eles se constituem em fatos
isolados e não se relacionam com o que ocorre no resto do mundo.
A intolerância cresce, pois o acesso à informação e o surgimento de redes
sociais fizeram com que as pessoas começassem a se agrupar em comunidades,
muitas delas contra um tipo social, escolha sexual, estilo musical etc. No
“twitter”, por exemplo, uma estudante de direito fez um comentário racista
contra os negros e foi punida, embora ela tivesse sido apoiada por muitos. Os
fatos relacionados ao preconceito estão conectados. Hoje, há uma tendência de
seguir a moda e, quando um caso se manifesta, outros aparecem, pois as pessoas
estão em busca de fama. E, embora sejam diferentes na ação, possuem uma mesma
finalidade: a segregação daquele que é diferente.
Ou seja, mesmo com o grande acesso à informação e tecnologia, as pessoas
não toleram diferenças. A sociedade é seletiva e só aceita aquilo que é imposto
pelas regras sociais. Embora a evolução científica tenha mudado o estilo de
vida da população, o preconceito continua enraizado nela.
Aluno: Guilherme Polizel, 16.
Modalidade: Crônica dissertativa
Notícia: Vazamento de petróleo na Bacia de Campos, R. J.
Título: O petróleo é
nosso?
Uma notícia não muito agradável, dada nos últimos dias, faz novamente nós
, brasileiros, repensarmos e refletirmos sobre o assunto do petróleo
brasileiro. De acordo com reportagens publicadas no jornal “Folha de S. Paulo”,
após a descoberta de um novo derramamento de petróleo na bacia de Campos, Rio
de Janeiro, a empresa petroleira americana Chevron pediu à Agência Nacional do
Petróleo para suspender a produção no único campo em que opera. Depois desse
acontecimento, a justiça brasileira proibiu executivos das empresas envolvidas
nos derramamentos ocorridos em 2011 e em 2012 de deixarem o país.
Diante desses fatos, o lema “o petróleo é nosso” dito por vários
governantes após várias descobertas do ouro negro em territórios brasileiros,
torna-se incoerente. Infelizmente, são empresas americanas que exploram o
pré-sal, já que nossa tecnologia e conhecimento não são suficientes para isso.
Se o Brasil não investir pesado o mais rápido possível no desenvolvimento de
tecnologia e em mão-de-obra especializada nessa área, nós continuaremos
dependentes de outras nações para fazer o serviço que é nosso.
Nesse contexto, as empresas contratadas estrangeiras não estão cuidando e
não vão preservar algo que não tem significado nenhum para ela. A extração do
petróleo deve ser de modo mais eficiente e cauteloso para que não aconteçam
acidentes como esses dos últimos tempos. Dessa maneira, nossa única saída para
fazer com que a extração do petróleo seja realmente proveitosa para o país é
fiscalizar o trabalho dessas empresas, criando legislações rígidas e punindo
infrações contra o ambiente e também contra a nação brasileira.
Como estamos falando de Brasil, essas medidas podem demorar para
acontecer, o que irá agravar mais a nossa situação, já que não sabemos
realmente se a riqueza retirada do petróleo permanecerá no país ou se será
distribuída entre outros países, pois são eles que estão cuidando do tesouro
nacional. Mesmo assim, devemos ser otimistas e cobrar respostas de nossos
representantes governamentais.
Aluna: Jéssica Lopes Montozo, 19.
