APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

LUTA ETERNA


Modalidade: dissertaçãoargumentativa.
Método: dedutivo

Tema: Salários altos e reconhecimento da sociedade, geralmente, não caracterizam profissões exercidas predominantemente por mulheres


Título: Luta eterna


As mulheres foram introduzidas no mercado de trabalho durante a Revolução Industrial, pois o custo de vida nas cidades era alto. Contudo, elas não possuíam os mesmo direitos dos homens. Com o passar do tempo, elas batalharam e conseguiram a igualdade de gênero. No entanto, isso não é efetivamente exercido, pois ainda persiste o preconceito contra a mulher na sociedade contemporânea.
Hoje, existem diferenças salariais entre homens e mulheres. Segundo dados do Banco Mundial, para cada dólar que um homem ganha, a mulher, exercendo a mesma função, recebe 25% menos. Para justificar tal diferença, o senso comum diz que isso ocorre porque a mulher tem mais responsabilidades em casa, como filhos e outros afazeres domésticos. Além disso, alega-se que as mulheres são frágeis e não conseguem fazer tudo o que os homens fazem.
Tais pensamentos podem ser entendidos como um tipo de filosofia barata, que fornece somente as causas, e não dá justificativas. A mulher só possui mais responsabilidade porque existe um preconceito por parte dos homens, que não assumem o papel de pais e nem dividem tarefas caseiras. Isso ocorre devido ao machismo e à ideia de que os homens têm que sustentar a família e a mulher ficar na cozinha. Essas concepções são arcaicas; hoje, a maioria das profissões são ocupadas por homens e mulheres, não existe exclusividade masculina. Elas ocupam desde cargos de chefia, como Marin Alsop, que comandará a Osesp, e até lugares no exército.
No decorrer do tempo, foram criadas instituições e leis para a proteção da mulher, como a Delegacia da Mulher e a Lei Maria da Penha. Entretanto, a violência contra o sexo feminino ainda é crescente, e isso ocorre porque a mulher, principalmente a pobre, não tem a consciência de que possui direitos; por isso, permanece calada, refletindo no aumento dos índices de violência contra a mulher. Ou seja, além de nascer num mundo machista, no qual até o salário é diferente, elas precisam batalhar pela própria segurança. Hoje, contudo, já ocorreram avanços na luta da mulher pela ascensão na sociedade. No Brasil, por exemplo, foi eleita a primeira presidenta, Dilma Rousseff.
O movimento feminista, no Brasil, fez com que o país notasse a força da mulher e conseguiu, finalmente, igualdade de sexo. Embora ela tenha sido garantida pela Constituição de 1988, ainda existe o machismo, pois, mesmo que esse direito conste no Código Jurídico, o governo não fez nada para conscientizar as pessoas. Ou seja, o brasileiro ainda não tem uma opinião formada sobre isso, deixando o espaço livre para o machismo. Logo, somente a luta contínua contra o preconceito poderá acabar com ele.


Aluno: Guilherme Polizel, 16.