Modalidade: poesia
Proposta: poema descritivo, utilizando sensações, sentimentos e figuras de linguagem.
O vento da montanha russa me arrepia
De repente...
Acorda! Acorda!
Abro os olhos, minha salvadora me encara
O café faz uma ponte
De minha boca até o estômago
A paisagem corre ao meu lado
BEM VINDO À ESCOLA
Era minha primeira vez
A passar às terras desconhecidas
Lágrimas fazem de minhas bochechas um escorrega
O medo se apodera de mim.
Ao fundo, gritos infantis
São soldados desconhecidos.
Melhor que os gritos
Uma voz suave
Penetra em minha mente
Poucas palavras, e a coragem aparece
Minha salvadora se despede de mim
Sou só mais um guerreiro
Com sua história a criar.
Henrique Afonso Garcia Buzo, 16.
Modalidade: Crônica
Tema: Ventania
Título: MOVIMENTE-SE
Desde pequena, quando as copas das árvores se mexiam bruscamente, eu saía correndo pela rua só para sentir o vento bater em meu rosto, o qual me transmitia a idéia de que, na vida nada para. Eu sempre morei em uma pequena e pacata cidade de interior e como todos se conheciam, não havia nenhum problema sair por aí procurando “aventuras”. A única coisa que minha mãe me assegurava e sempre dizia era: “cuidado com esse vento que logo vem a chuva, menina!”.
Proferi as mesmas palavras de minha mãe, sexta-feira, ao entardecer. Terminei minha última série de exercícios na academia e percebi que, ao ir embora, estaria lá fora o vento para me acompanhar, não me importando com o estado final do meu cabelo. O problema é que neste dia ele se encontrava muito agressivo e seu assovio me dizia que algo iria acontecer.
Em questão de dez minutos, as nuvens carregadas do céu caíram na terra, acompanhadas por uma grande ventania e, em questão de uma hora, tudo estava alagado.
Viam-se geladeiras, cadeiras, ventiladores e até um cachorrinho sendo arrastados pela força da natureza. Muros e asfaltos destruídos, além de muitos carros cobertos pela água.
E eu que sempre admirei o vento, por me proporcionar bons momentos, me decepcionei por ter trazido junto a ele, a chuva forte. Mas apesar de tudo e de parecer algo tão insignificante para alguns, foi graças a ele que eu pude algum dia empinar uma pipa, sentir algo muito próximo da liberdade, além de refrescar-me em um dia de calor ou até mesmo ficar sentada à porta que nem uma boba, observando o rebolado das árvores.
Não importa, sendo ele em dia de fúria ou calmaria, eu o entendo como um aviso de que o importante é estarmos em constante movimento e, quando ele chegar, não feche as janelas, saia e dance com ele. Pois já dizia Biquíni Cavadão: “Vento, ventania me leve sem destino. Quero juntar-me a você (...) mandar meus beijos pelo ar”.
Luana Correa Balbo, 17.
ESPADA DE LÁPIS
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoESCONDIDO, MAS PRESENTE
Postado por Denise de Oliveira Bertolino BraidoModalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo/ conta-argumentação
Tema: Os homens tão próximos e tão distantes
A proximidade entre pessoas vem se estreitando com o passar do tempo, mas continua presente, diminuindo a quantidade de laços afetivos na mesma proporção que os fortalece, causando a impressão de que a afinidade entre os humanos vem se extinguindo. Entretanto, como foi dito anteriormente, essa extinção é pura ilusão.
A nossa natureza é prova da necessidade de contato humano. Sem o mesmo, qualquer pessoa enlouquece, gerando doenças psicológicas nas quais os enfermos se relacionam com pessoas imaginárias.
A polêmica está presente, principalmente na globalização. Esta faz com que não haja afeto entre pessoas, pois estão em constante competição interna, sendo que, quanto melhor se está, pior está o próximo. Esse é um fato, mas na verdade, essa solidão é “grupal”, já que a verdadeira disputa não é cada um por si, mas sim, cada grupo por ele mesmo, amenizando a solidão, por vários terem inimigos em comum.
Outra prova da ainda existente afinidade humana é a variabilidade genética que faz cada indivíduo ser bom em algo, e ruim em outras tarefas, necessitando de um “complemento”.
Mas não se deve esquecer que essa necessidade de outro, tornou-se extremamente profissional, quase que anulando os sentimentos pessoais.
Sentimentos quase invisíveis, pois o próprio sistema capitalista os encobre. A um médico, ao usar um estetoscópio para analisar um comerciante, ambos se ajudam de várias maneiras: econômica, pela compra do estetoscópio e o pagamento da consulta; além do valor emocional, que se apresenta na descoberta da doença do paciente.
Portanto, a afinidade e a proximidade emocional existem, mas sua visualização é dificultada pelo sistema a partir do qual a sociedade se organizou.
Giovane Thomazine Soares, 17.
