Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — contra-argumentação
Tema: Aborto: uma questão policial, política, religiosa, social ou pessoal
“Aborto, s. m. 1. Ato de abortar. 2. Coisa monstruosa.” Essa é a definição de aborto encontrada no minidicionário Ruth Rocha que, na segunda definição, mostra a verdadeira face dele. Esse ato de crueldade é crime e deve ser tratado com rigor pela polícia e, se houver legalização, esta deve ser feita com ressalvas, para não tornar sua prática ainda mais comum.
Além do crime em si, o aborto é um negócio rentável, como o tráfico de drogas e o jogo do bicho, pela sua ilegalidade. Clínicas bem aparelhadas e com médicos hábeis cobram preços absurdos para realizar um aborto seguro, enquanto um aborto barato é feito por pessoas sem conhecimento médico ou por “açougueiros”. Tal rentabilidade cria uma ramificação do “quarto poder”, exercido pelo crime organizado; logo, a ação policial torna-se ainda mais justificável.
Mesmo se descriminalizado, o Estado terá de arcar com o fornecimento de serviço de qualidade para a situação de serviço lucrativo não continuar a existir. Se uma mulher quiser abortar, ela não poderá esperar meses na fila por um atendimento.
Todavia, deve-se considerar que não há generalizações de gravidez indesejada. Há os casos de estupro em que a mulher, vítima de um crime bárbaro - que primeiramente deve ser comprovado - sente-se no direito de cometer outra barbárie, que é tirar a vida de um ser inconsciente dos fatos. Ao invés de permitir o aborto, o governo poderia dar o suporte econômico, se necessário, à vítima ou encaminhar a criança para adoção. Em caso de gravidez por descuido, os pais deveriam ser responsabilizados e também receber apoio mediante necessidade.
Enquanto ilegal, o aborto é crime e deve ser tratado como tal. Se legalizado, o Estado deve tomar providências, com a ajuda que for necessária, para motivar as mulheres a não abortar. A polícia, por sua vez, deve cuidar da sociedade para que crimes bárbaros não gerem mais crimes bárbaros.
Luís Henrique Tomazini Fossalussa, 18.
O CRIME PELO CRIME
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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