APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

SURPRESA

Proposta: Narração com descrição de personagens com características opostas.
Modalidade: narração
Tema: livre



Vandinho toca prá Gabri, que dribla um...dois, chuta e... Oh não! A bola parou na casa de Dona Maria!
A desgraça estava completa! Dona Maria era a temível velhinha que se mudou para a casa da esquina há um ano. Não se sabe muita coisa sobre ela, mas dizem que é possuidora de uma história terrível, envolvendo a morte do marido, ocorrida em um incêndio em sua casa anterior. Hoje ela mora sozinha, porém abriga em sua casa mais de dez gatos.
A velha sempre andava de cara fechada, com seu surrado casaco preto. Nunca cumprimentava ninguém. Mas a bola estava lá... E quem iria pegar?
Obviamente, ninguém se ofereceu de princípio. Até que João falou que ia.
João tinha um bom coração, e nunca acreditou no que a vizinhança dizia sobre a velha. Porém, ainda tinha medo de visitá-la para ver se os boatos eram verídicos. Aquela era a grande chance de tirar a limpo a história! Como fazia capoeira, tinha um corpo leve e ágil. Pular o muro não seria difícil.
Porém, sua educação falou mais alto e ele bateu no portão da casa. Tremendo muito, ele ouviu uma voz lá do fundo: “Entre, garoto.” Com as pernas tremendo, ele entrou.
Viu a velha sentada em uma cadeira quebrada e pediu pela bola. Ela disse que só daria a bola se ele ficasse para um chá. Sem opções, ficou.
E teve a maior surpresa. A velha não era rabugenta igual se falava. Era extremamente dócil. Percebeu que acreditar nas ideias alheias era errado e, depois disso, ia todo domingo tomar chá na Dona Maria, não mais a temível velha.


Aluno: Henrique Afonso Garcia Buzo, 16.






Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo/ conta-argumentação
Tema: A TV informa, forma ou deforma?



Título: Absolutismo televisivo



Vivemos em uma era na qual a tecnologia se tornou uma determinante crucial de nossos hábitos e opiniões. A televisão é o aparelho que mais afeta a vida das pessoas e esta influência aumenta com o passar dos anos. A questão é: até que ponto isso é saudável? Não estaríamos sendo vitimas de uma lavagem cerebral em nossos próprios lares sem nos darmos conta?
O fato é que, gradativamente, a TV tomou conta do nosso dia a dia, de modo que, com exceção das horas de trabalho e estudo, a maior parte do tempo é ocupada por seus programas. O domingo é baseado na típica rotina Faustão – futebol – Fantástico, da mesma forma que as nove da noite é marcada como “hora de novela”. Prefere-se ouvir as notícias resumidas e criticadas pelos apresentadores, a comprar um jornal e formar uma opinião própria. As pessoas se vêem, assim, livres da necessidade de se esforçarem física e psicologicamente.
Desde Vargas, os meios de comunicação vêm sendo utilizados, mesmo que indiretamente, para formar os valores da sociedade: Getúlio fazia uso do rádio para espalhar suas opiniões para todo o Brasil, criando conceitos éticos para adequar o comportamento do povo aos seus interesses. Nessa época, havia uma censura declarada e explícita, mas que não diferia da vivida hoje. As novelas “ditam” até que ponto um comportamento é normal ou uma roupa é bonita. Em épocas de eleição, percebe-se claramente qual candidato é apoiado pelas redes de TV. E é justamente isso que agrada o povo. Ele gosta de cenas de sexo e violência, pois isso está mais próximo da realidade.
É óbvio que há canais que mantêm sua impessoalidade e o nível cultural de sua programação. Justo esses programas possuem a menor audiência, o que prova que a mentalidade das pessoas já está deformada a ponto de preferir a manipulação.
A melhor forma de impedir esse “absolutismo televisivo” seria a conscientização da própria população. Se as pessoas questionassem o conteúdo de tais programas e deixassem de assisti-los, a lei da oferta e da procura prevaleceria, de modo que esse aparelho seria melhor utilizado. Tudo depende, é claro, de todos e de cada um de nós.


Raíssa A. Vieira, 16.