Modalidade: Crônica
Tema: O medo dos outros e os seus próprios medos
O medo é como uma doença contagiante: chega devagar e, quando vamos ver, já se está empestado. É como nos filmes de terror. Quando você vai assistir, ninguém está com medo; conforme o tempo vai passando, todos já estão assustados.
Tem gente que tem medo de espíritos. Eu já não tenho muito, porque tem-se que ter medo de vivos e não de mortos.
Os meus medos são de algum leão ou uma multidão de cobras invadirem minha casa. É engraçado, né, mas tem gente por aí que tem medo de borboletas. Ah! Já ia me esquecendo: meu maior medo é que não sobre nada da beleza do mundo para meus netos. Com essas matanças e tanta poluição, o mundo não irá durar muito.
Mas vamos mudar de papo, vamos esquecer dos medos por um instante e vamos viver nossas vidas, porque elas são curtas e não temos tempo para ficar com medo.
Pedro Luiz Foresti, 14.
A TERRA DOS MEDOS
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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1 comentários:
Ponto positivo: o humor e a ironia, além da preocupação com o meio ambiente.
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