APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

Proposta: Construir uma imagem poética a partir de um objeto do cotidiano.
Modalidade: poema.




As águas de um rio seguem
e não voltam atrás.
Assim é a nossa vida,
envelhece
e não volta jamais.

As águas nascem,
passam
e renovam nossa vida.

Mas nossa vida é
nascer e florescer
para mais tarde
morrer.

Otávio José dos Santos, 15.





Título: O girassol


Luz do dia que ilumina o girassol
Nasce como o amanhecer,
gira e gira, acompanhando o sol,
Radiante feito a luz
E depois some como o pôr do sol.

Mariana Dias Fraga, 15.


Atividade: escrita automática
Mote: “Havia um tempo de cadeiras na calçada” (Mário Quintana)
Modalidade de texto: Crônica




A EROSÃO DO TEMPO


Caminhar pela cidade entre pessoas quase se torna um terreno desconhecido. Estamos entre pessoas, mas ao mesmo tempo sozinhos. O cumprimento quase não existe e, quando há, é apenas um cumprimento sem tempo, sem mais delongas. O tempo é rápido, não há mais tempo. Todos têm pressa...
Quando haverá tempo para esse diálogo? O motivo maior será o consumo? Tenho que comprar alguma coisa para conversar com alguém? Ou tenho que ir para um bar para tomar alguma coisa para poder conversar com o dono do bar ou o garçom? A conversa quase não existe entre as pessoas. Perdemos a confiança ou não nos relacionamos mais.
A proximidade se dá por qual motivo? Será o fato do dia comentado pela televisão ou jornal que serve de assunto? Não mais um fato de família, isso quase não interessa mais, é ignorado. O assunto é aquele que é comum a todos — a novela, o futebol, o crime acontecido, etc. Não há um diálogo com maior profundidade, não há interesse. Tudo é superficial, como se enganasse a si mesmo.
Ninguém precisa saber o que se passa, tudo parece comum a todos. Estamos todos no mesmo barco? O principal hoje é se proteger do outro. Temos medo do nosso semelhante e da nossa própria pessoa. Temos que nos cuidar, tudo conduz a nossa proteção, sem sabermos o dia de amanhã.



José Roberto Canoas
(cirurgião-dentista)
04/06/10

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