APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — contra-argumentação
Tema: Tecnologia
Título: Autossubstituição


Os novos lançamentos das indústrias tecnológicas, principalmente a informática, enchem os homens de desejo por mais agilidade nas suas tarefas, maior qualidade de imagem no futebol ou mais conforto ao dirigir um carro. As facilidades que a tecnologia proporciona à vida cotidiana são tentadoras, mas acabarão deixando-os dependentes nas mais simples tarefas domésticas. O homem caminha para a escravidão e estará submisso a sua própria invenção.
O ser humano, por natureza, tende a encontra meios de realizar suas tarefas com o menor esforço possível. O desenvolvimento das tecnologias mais diversas é inconstante, o que torna evidentes a aceleração no desenvolvimento de novos sistemas. Homem algum prefere assistir a uma tv de tubo a uma de LCD ou plasma; ou se arriscar a bater no carro de trás enquanto faz uma baliza, sendo que pode colocar um sensor traseiro no seu automóvel. Mas sem a ajuda do sensor, ele conseguirá não bater o carro?
A relação de necessidade que o homem tem com a tecnologia já é óbvia em grandes centros urbanos. Se em um prédio comercial houver uma falha de energia, centenas de negócios deixarão de ser fechados e milhões de reais serão dados como prejuízo. Aquele telefone simples que funciona só de estar ligado a uma linha telefônica, hoje obsoleto, poderia salvar muitos negócios. A busca pelo mais fácil fez o homem preso a aparelhos eletrônicos que, feitos para ajudá-lo, deixam-no cada dia mais limitado.
Poderá, futuramente, o homem realizar suas tarefas na ausência da tecnologia? A resposta fica cada vez mais evidente à medida que ele deixa seus deveres nas “mãos” de máquinas. Acomodado, o homem perde habilidades básicas, como estacionar um carro, e se mantém estagnado enquanto as máquinas evoluem. Resta saber até quando ele será útil.


Luís Henrique Tomazini Fossalussa, 18.





Proposta: Escrita automática
Modalidade: poema
Mote: “O sonho devora os pés, os sapatos, a cama, o tempo”.


Título: O sonho de Cassandra


Cassandra
sonha um sonho,
um sonho de Cassandra.
O sonho devora
o sapato,
o sapato a cama
E o sonho
de Cassandra?
Não tem sonho
nem sapato
nem cama,
só restaram
os pés,
de Cassandra.


Otávio Santos, 15.

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