Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — contra-argumentação
Tema: O advento de empresas estrangeiras de jornalismo online e o risco da soberania nacional.
A popularização da internet como veículo de jornalismo cresce a cada dia pelo maior alcance do brasileiro a esse tipo de mídia. Empresas estrangeiras veem nisso a oportunidade de instalar seus portais de notícias e entretenimento no nosso país. Seriam esses portais passíveis de influência política e administrativa quanto às informações publicadas por seus jornalistas em território brasileiro?
Primeiramente, deve-se esclarecer que o comando dos portais é feito por brasileiros, assim como a postagem das notícias. Não houve, até hoje, sequer uma citação de tendenciosidade por parte de sites estrangeiros. Mesmo participando do cenário jornalístico, seria o foco desses portais a divulgação de notícias? A resposta, tecnicamente, é não. Define-se como portal um site que tenha grande quantidade de conteúdo em sua página principal, como notícias de esportes, de moda, política, etc, além de entretenimento como jogos e downloads. O jornalismo é apenas mais um setor do portal; logo, torna-se desnecessária qualquer parcialidade ou aprofundamento nas notícias.
Em contrapartida, pode-se esperar alguma influência exercida pelos superiores que investem nos portais, como em qualquer outra empresa privada multinacional. Mas seriam os portais “gringos” mais populares que os nacionais? Definitivamente, o ranking de acessos a portais na internet brasileira mostra que não. Em segundo lugar em acessos está o portal da Rede Globo, que dispensa qualquer comentário quanto à popularidade do seu jornalismo. Em primeiro lugar está a UOL que, não satisfeito com o primeiro lugar, se associou à Folha de S. Paulo, um dos maiores jornais brasileiros.
Apesar da chegada dos portais estrangeiros, o Brasil está longe de qualquer ameaça quanto ao seu jornalismo virtual. Os sites mais populares _ e com maior credibilidade _ são brasileiros. Resta saber até quando os estrangeiros se contentarão em ser superficiais no jornalismo. Uma questão que apenas o tempo responderá. Enquanto isso, estamos, enfim, livres da influência deles em nossas vidas.
Luís Henrique Tomazini Fossalussa, 18.
Enfim, estrangeiros inofensivos
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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