Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — contra-argumentação
Tema: A TV forma, informa ou deforma?
A TV surgiu no Brasil no início da década de cinquenta, como um instrumento de lazer elitista, em torno da qual as famílias se reuniam para assistir às novelas. Hoje, o significado da TV aberta mudou bastante, pois além de entreter, tem o intuito de informar os telespectadores, não só os mais ricos, mas principalmente a grande maioria pobre.
Muitos são radicalmente contra a televisão, e se colocam em posição de ataque para afirmar o quanto ela deforma e aliena o público. O que essas pessoas não consideram, é que a maioria dos telespectadores é a população de baixa renda que, depois de um dia pesado de trabalho, não tem condições de folhear um jornal para se informar. Então, ligam a televisão e em meia hora de noticiário estão a par dos principais acontecimentos.
Além disso, as próprias novelas, tão maltratadas pelos críticos e intelectuais, podem ser a única chance da grande maioria da população de conhecer, seja o Rio de Janeiro, seja a Itália, por exemplo. Enfim, pode ser a única chance de entrar em contato com lugares e culturas diferentes.
É certo que a TV comercial pode ser sensacionalista e apelativa para assuntos que deveriam ser tratados com seriedade. Quando é assim, sem fazer drama de tal fato, as pessoas podem mudar o canal ou desligar a TV. Afinal, é o telespectador que possui o controle na mão.
Desta maneira, parece injusto culpar a televisão sobre a mentalidade e nível cultural dos telespectadores, pois é certo que sem a audiência que eles proporcionam, tais programas de baixo cunho cultural não existiriam. Além do mais, a TV tem seu valor informativo, que deve ser valorizado, pois graças a ela, todos os dias, e de maneira gratuita, informações chegam às casas de milhões de pessoas.
Isabella Becerra Franco, 19.
Proposta: Descrição do homem feita por uma árvore
Modalidade: prosa descritiva
Tema: Uma árvore vê o homem
Título: ESPELHE-SE
Grandeza interior, pessoas de todo tipo arrancando minhas folhas mais bonitas. Às vezes, quando são mais raivosas, chegam a cortar meus longos galhos, mas não sei o fim destes. Odeio esse tipo de acontecimento, mas é passageiro.
Há fatos de que não gosto, mas outros com os quais não me importo, como por exemplo, servir de lousa eterna para os apaixonados, que escrevem seus nomes em meu tronco e fazem um grande coração em volta. Às vezes, machuca um pouco, mas eu não ligo, pois para eles, nunca mais serei uma árvore qualquer.
E, como esses apaixonados, algumas mães são as mais amorosas do mundo com seus filhos. Mas, no mundo não há apenas boas mães, nem bons pais. Como em tudo, sempre há dois lados.
Meu conceito de “mãe” é ser calorosa, protetora, convidativa, e amar sem limites. Mas nem todas seguem isso, fazendo às vezes, o contrário, abandonando ou jogando seus filhos em qualquer lugar.
Humanos deveriam ser como árvores, menos ser presos ao chão. Deveriam apenas fortificar suas raízes, ou seja, a família. Deveriam “soltar” seus frutos só quando tivessem a certeza de que estariam prontos, maduros o suficiente. Deveriam mostrar proteção, ser abrigo de bons sentimentos, além de ter a cabeça nas nuvens e os pés no chão, mostrando que é sempre bom sonhar, sonhar com o coração, mas sempre ter os pés presos à realidade.
Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 16.
COM O CONTROLE NA MÃO
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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