APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

ESPADA DE LÁPIS

Modalidade: poesia
Proposta: poema descritivo, utilizando sensações, sentimentos e figuras de linguagem.


O vento da montanha russa me arrepia
De repente...
Acorda! Acorda!
Abro os olhos, minha salvadora me encara

O café faz uma ponte
De minha boca até o estômago
A paisagem corre ao meu lado
BEM VINDO À ESCOLA
Era minha primeira vez
A passar às terras desconhecidas

Lágrimas fazem de minhas bochechas um escorrega
O medo se apodera de mim.
Ao fundo, gritos infantis
São soldados desconhecidos.

Melhor que os gritos
Uma voz suave
Penetra em minha mente
Poucas palavras, e a coragem aparece
Minha salvadora se despede de mim
Sou só mais um guerreiro
Com sua história a criar.


Henrique Afonso Garcia Buzo, 16.


Modalidade: Crônica
Tema: Ventania

Título: MOVIMENTE-SE


Desde pequena, quando as copas das árvores se mexiam bruscamente, eu saía correndo pela rua só para sentir o vento bater em meu rosto, o qual me transmitia a idéia de que, na vida nada para. Eu sempre morei em uma pequena e pacata cidade de interior e como todos se conheciam, não havia nenhum problema sair por aí procurando “aventuras”. A única coisa que minha mãe me assegurava e sempre dizia era: “cuidado com esse vento que logo vem a chuva, menina!”.
Proferi as mesmas palavras de minha mãe, sexta-feira, ao entardecer. Terminei minha última série de exercícios na academia e percebi que, ao ir embora, estaria lá fora o vento para me acompanhar, não me importando com o estado final do meu cabelo. O problema é que neste dia ele se encontrava muito agressivo e seu assovio me dizia que algo iria acontecer.
Em questão de dez minutos, as nuvens carregadas do céu caíram na terra, acompanhadas por uma grande ventania e, em questão de uma hora, tudo estava alagado.
Viam-se geladeiras, cadeiras, ventiladores e até um cachorrinho sendo arrastados pela força da natureza. Muros e asfaltos destruídos, além de muitos carros cobertos pela água.
E eu que sempre admirei o vento, por me proporcionar bons momentos, me decepcionei por ter trazido junto a ele, a chuva forte. Mas apesar de tudo e de parecer algo tão insignificante para alguns, foi graças a ele que eu pude algum dia empinar uma pipa, sentir algo muito próximo da liberdade, além de refrescar-me em um dia de calor ou até mesmo ficar sentada à porta que nem uma boba, observando o rebolado das árvores.
Não importa, sendo ele em dia de fúria ou calmaria, eu o entendo como um aviso de que o importante é estarmos em constante movimento e, quando ele chegar, não feche as janelas, saia e dance com ele. Pois já dizia Biquíni Cavadão: “Vento, ventania me leve sem destino. Quero juntar-me a você (...) mandar meus beijos pelo ar”.


Luana Correa Balbo, 17.

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