APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

DAR ESMOLAS É PERPETUAR A DIFERENÇA

Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo
Tema: Deve-se dar esmolas a crianças?



Na sociedade, existe uma grande desigualdade social. Devido à imensa aceleração produzida pela urbanização, algumas pessoas não conseguiram acompanhar o processo e acabaram nas periferias das cidades. Sem muitas opções, muitas tentam a vida nas ruas ganhando algum dinheiro no farol, pedindo esmolas. Como um ato natural, as pessoas tendem a dar essa esmola, seja por solidariedade, seja para tentar reduzir seu sentimento de culpa por viver em uma sociedade tão injusta. Dar a esmola é uma coisa boa? Não, não é uma coisa boa.
Pessoas recebem dinheiro investido por pena, por angústia produzida pela situação em que elas vivem e isso destrói sua auto-estima, uma dignidade já lesionada. O que estas pessoas precisam é de apoio social, precisam de oportunidades, de escola para as crianças, de empregos para os adultos e de uma vida digna a ser levada. Dar a esmola pode ajudar a resolver problemas momentâneos, mas não resolverá o problema num todo e ainda prejudicará a vida dos jovens, totalmente sem estímulos para obter uma vida melhor. Nos faróis de São Paulo é extremamente comum encontrar essas pessoas, fato decorrente da rotina da cidade e o que é rotina também são os paulistanos, entre outros, colaborarem com essa exclusão social ao invés de fazer algo concreto e permanente por elas.
A questão da esmola está muito mal fundamentada no senso comum e precisa ser revista. A sociedade deve se conscientizar de que dar esmolas não é a melhor opção e, sim, participar de programas voluntários de assistência social, procurar grupos filantrópicos sensibilizados com esta situação e proporcionar uma vida melhor a essas pessoas. Isto sim é um ato de cidadania.

Aluna: Jéssica Balatori de Lima, 20 anos.




Proposta: Descrição do homem feita por um cão
Modalidade: prosa descritiva
Tema: O homem visto pelo cão


Título: Reflexões de um vira-lata


O homem diz que eu não tenho raça, nem “pedigree”, nem dotes, e que não sou adestrável. E para que tudo isso? E num desaforo ainda maior, sou vulgarmente conhecido como vira-lata.
Antes de mais nada, minha dona é uma madame muito bem sucedida, sendo que eu, porventura, sou vítima de preconceito de suas amigas tão delicadas e de seus cães mimados.
Observo o comportamento do ser humano, estranho por natureza: trabalho, casa, trabalho, casa... Minha dona, rodeada de amigas que falam uma língua estranha com ruídos perturbadores. Agem padronizadamente, como máquinas, envoltas em artifícios, sendo adestradas por suas próprias etiquetas.
Vivo sob ordens e exclamações, sendo obrigado a tolerar costumes. Não sou o melhor amigo do homem, sou apenas dócil por natureza, o que me faz ser um pouco agradável, ao contrário do homem, que é bruto, domesticando os cães, forçando-nos a passar por situações ridículas. Um exemplo disso, é o que acontece em shows de adestramento, onde pessoas aplaudem e caem em gargalhadas estridentes, apenas para satisfazerem seu ego.
Meu lugar é nas ruas, perambulando, na liberdade da minha curiosidade, virando lata, e observando o homem, distinto deste mundo, alienado e preso à sua rotina extenuante.


Aluno: Otávio Santos, 16.

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