APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

A ABSURDA REALIDADE

Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — argumentação pelo absurdo (ironia)
Tema: A dificuldade de governar democraticamente



O Brasil criou seu sistema de governo a partir do modelo grego de democracia. No entanto, seguir tal modelo não traz, de forma alguma, benefícios para o nosso país, uma vez que o bem comum da população é um assunto secundário no que diz respeito à política. Sem a busca por direitos e pelo cumprimento das leis que os asseguram, não haveria tantas revoltas e guerras civis, o que faria da história uma ciência monótona e sem vida.
A partir do momento em que o poder é dado a um limitado grupo de governantes, nada mais natural que a sobreposição destes em relação às camadas inferiores da sociedade. Afinal, se comparados aos problemas enfrentados pelos políticos, as dificuldades da população, tais como a baixa renda, os altos impostos, a fome, a miséria são, simplesmente, insignificantes.
Além disso, pode-se dizer, inclusive, que são os “pobres“ políticos, que tanto lutaram para chegar aos seus cargos de prestígio, que deveriam exigir maior consideração do povo, uma vez que governar o país não é um trabalho fácil.
Na verdade, não há sentido, sequer, em promover igualdade de direitos perante a lei ou ao senso comum. Se tal igualdade existisse, problemas como o preconceito, a discriminação e as desigualdades sociais deixariam de existir, de modo a elevar nossas condições de vida em relação ao honroso grupo ao qual pertencemos – o subdesenvolvido -, ficando mais próximos do primeiro mundo. E é claro que ninguém iria querer isso para o Brasil!
Seria, então, apropriado concluir que nada seria melhor que a ditadura, uma vez que não precisamos de liberdade, igualdade e evolução. Tudo isso parece absurdo, mas a maior parte dessas idéias é real em nosso país. No entanto, poucos se deram conta da situação ridícula em que vivemos e, enquanto esse for o nosso quadro, pouco se poderá fazer para assegurar que a democracia seja aplicada de forma tal qual foi criada em seu berço ateniense.


Raíssa A. Vieira, 16.




Proposta: A descrição e a memória – texto com imagens sensoriais e figuras de linguagem.
Modalidade: prosa descritiva.
Tema: A infância


Título: Felicidade



O sol jogava seus raios de luz no verde esmeralda da grama. O orvalho fazia das folhas um escorregador e se esborrachava no solo. O céu, com seu azul característico, estava totalmente limpo, sem nuvem alguma.
Meu avô, com sua bota marrom chocolate e seu típico traje, calça jeans e uma camisa listrada, com seu chapéu de couro de lebre, convidou-me para dar uma volta na Princesa – sua égua favorita... e a minha também!
Ah! Princesa... Seu pelo branco com quatro manchas marrons era extremamente macio e, quando eu fazia carinhos nela, minha mão se enchia toda dos pelos que se soltavam de sua pele. Adorava dar-lhe milho, sendo que ela o comia direto de minha mão, sempre babando nela inteira, mas não me importava.
Até então, meu pai não deixava eu montar nela porque era muito pequeno, porém, naquele dia, meu avô realizaria meu sonho: montar na Princesa.
Coloquei o pé no arreio e subi. Como era gostoso olhar de cima dela! A crina de Princesa era grande e muito macia também. Desci a cabeça para cheirá-la. Era um cheiro doce, do produto para tirar carrapatos que meu avô passava. Sem querer, alguns pelos entraram em minha boca, o gosto era de terra. Acho que Princesa havia dormido na terra noite passada...
Segurei as rédeas ásperas e bati o pé em sua barriga. Ela começou a andar e depois a galopar. O vento gelado da manhã dava tapas em meu rosto, fazendo meus olhos lacrimejarem. Porém, como era gostosa aquela sensação... Se me perguntar qual a palavra que define aquele momento, eu lhe direi felicidade!

Aluno: Henrique Afonso Garcia Buzo, 16.

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