Tema: Projeto de
Lei da palmada
Modalidade:
crônica
Lei da palmada. Um grande dilema em discussão na sociedade e no
Congresso. De primeira mão, sou contra a criação da nova lei e o grande culpado
dessa falação é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que coloca esses
indivíduos como um objeto a ser venerado e imitado, com proibição ao trabalho
do adolescente e a superproteção da criança. Ora, antigamente existia carteira
de trabalho para menor e pergunta para quem trabalhou naquela época se alguma
vez se arrependeu por ter trabalhado. É lógico que sou contra o trabalho
escravo e em más condições, sem nenhum recurso ou direito, principalmente à
exploração infantil.
É uma questão de herança e do aculturamento da população que veio caindo
através dos tempos. Um pai que só apanhou vai educar de qual outra forma? E por
mais que a psicologia tome frente desse assunto, os psicólogos não propõem uma
solução prática para essa questão, a não ser o diálogo. Tudo bem, o diálogo.
Mas como deve ser, de que forma e em quais tipos de situações?
É uma pergunta atrás da outra que não tem resposta.
Contudo, olho por olho e dente por dente já não é mais uma solução
inteligente e cabível para a sociedade do século XXI.
Falando em olho, já que a justiça é cega, que ela continue fazendo o seu
papel da forma mais equilibrada e coerente possível. E que os pais usem o bom
senso como nunca ao decidir o que é bom ou ruim para os seus filhos, porque
esperar uma decisão concreta dos parlamentares é o mesmo que assistir a um
filme de ficção científica.
Aluno: Otávio
Santos, 16.
Tema: Cabe ao
Estado garantir a felicidade?
Modalidade:
dissertação argumentativa
Método: dedutivo
c/ contra-argumentção
Título: Sobre utopias e subjetividade
Vivemos em uma nação despreocupada, na qual problemas como a desigualdade
social, a miséria e a violência são deixados de lado, dando espaço ao samba, ao
futebol, à cordialidade e à felicidade. É essa a ideia transmitida pela revisa
americana “Forbes” ao publicar um “ranking dos países mais felizes do mundo”,
no qual o Brasil encontra-se em uma posição excelente. Porém, basta analisar a
fundo para perceber que tudo não passa de uma idealização romântica da
realidade, de modo que crer na possibilidade de, através das leis, assegurar a
felicidade de uma nação é, igualmente, utópico.
Na verdade, a definição de felicidade é objeto de controvérsias desde o
surgimento dos primeiros pensamentos filosóficos. Enquanto para Aristóteles ela
consistia na atividade da alma segundo a razão, para Epicuro – representante
hedonista – tratava-se da existência de prazeres espirituais; já para Santo
Tomás de Aquino – teólogo e filósofo – estava relacionada à realização do homem
em Deus. Trata-se ,
pois, de um conceito subjetivo, sendo, portanto, impossível determinar medidas
para gerar felicidade.
Pensando bem, se através do acesso aos serviços básicos de saúde,
educação, lazer etc., fosse possível atingir a felicidade plena, seria
ponderável concluir que países desenvolvidos, tais como EUA, Reino Unido e
França, estariam no topo da “pirâmide da felicidade”, o que, de fato, não
ocorre. A Suécia, por exemplo, é o país que apresenta maior IDH, mas também o
maior índice de suicídio, justificado pela monotonia da vida no local.
Além disso, é um tanto desnecessário criar novos artigos de leis cuja
essência seja assegurar serviços públicos básicos, uma vez que estes já são
oficialmente determinados pela Constituição. O novo tópico relacionado à
felicidade é um modo de dar esperanças de melhorias a uma população já
desiludida, como os moradores das favelas e do sertão nordestino, que, cercados
pela fome, pelas drogas e pela hostilidade, precisam de motivação para seguir
em frente.
Não cabe ao governo assegurar a felicidade, pois esta é uma questão muito
complexa, a qual depende de diversos fatores históricos, sociais e psicológicos.
O que poderia ser feito é aumentar a credibilidade no governo através da
oferta de um exemplo moral e do cumprimento dos valores éticos. A corrupção é
um exemplo de empecilho à nossa felicidade do qual poderíamos ser privados por
nossos políticos. Afinal, ninguém se alegra ao saber que está sendo roubado.
Aluna: Raissa A.
Vieira, 17.

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