APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

OLHO POR OLHO E BOM SENSO


Tema: Projeto de Lei da palmada
Modalidade: crônica



Lei da palmada. Um grande dilema em discussão na sociedade e no Congresso. De primeira mão, sou contra a criação da nova lei e o grande culpado dessa falação é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que coloca esses indivíduos como um objeto a ser venerado e imitado, com proibição ao trabalho do adolescente e a superproteção da criança. Ora, antigamente existia carteira de trabalho para menor e pergunta para quem trabalhou naquela época se alguma vez se arrependeu por ter trabalhado. É lógico que sou contra o trabalho escravo e em más condições, sem nenhum recurso ou direito, principalmente à exploração infantil.
É uma questão de herança e do aculturamento da população que veio caindo através dos tempos. Um pai que só apanhou vai educar de qual outra forma? E por mais que a psicologia tome frente desse assunto, os psicólogos não propõem uma solução prática para essa questão, a não ser o diálogo. Tudo bem, o diálogo. Mas como deve ser, de que forma e em quais tipos de situações?
É uma pergunta atrás da outra que não tem resposta.
Contudo, olho por olho e dente por dente já não é mais uma solução inteligente e cabível para a sociedade do século XXI.
Falando em olho, já que a justiça é cega, que ela continue fazendo o seu papel da forma mais equilibrada e coerente possível. E que os pais usem o bom senso como nunca ao decidir o que é bom ou ruim para os seus filhos, porque esperar uma decisão concreta dos parlamentares é o mesmo que assistir a um filme de ficção científica.


Aluno: Otávio Santos, 16.





Tema: Cabe ao Estado garantir a felicidade?
Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo c/ contra-argumentção

Título: Sobre utopias e subjetividade

Vivemos em uma nação despreocupada, na qual problemas como a desigualdade social, a miséria e a violência são deixados de lado, dando espaço ao samba, ao futebol, à cordialidade e à felicidade. É essa a ideia transmitida pela revisa americana “Forbes” ao publicar um “ranking dos países mais felizes do mundo”, no qual o Brasil encontra-se em uma posição excelente. Porém, basta analisar a fundo para perceber que tudo não passa de uma idealização romântica da realidade, de modo que crer na possibilidade de, através das leis, assegurar a felicidade de uma nação é, igualmente, utópico.
Na verdade, a definição de felicidade é objeto de controvérsias desde o surgimento dos primeiros pensamentos filosóficos. Enquanto para Aristóteles ela consistia na atividade da alma segundo a razão, para Epicuro – representante hedonista – tratava-se da existência de prazeres espirituais; já para Santo Tomás de Aquino – teólogo e filósofo – estava relacionada à realização do homem em Deus. Trata-se, pois, de um conceito subjetivo, sendo, portanto, impossível determinar medidas para gerar felicidade.
Pensando bem, se através do acesso aos serviços básicos de saúde, educação, lazer etc., fosse possível atingir a felicidade plena, seria ponderável concluir que países desenvolvidos, tais como EUA, Reino Unido e França, estariam no topo da “pirâmide da felicidade”, o que, de fato, não ocorre. A Suécia, por exemplo, é o país que apresenta maior IDH, mas também o maior índice de suicídio, justificado pela monotonia da vida no local.
Além disso, é um tanto desnecessário criar novos artigos de leis cuja essência seja assegurar serviços públicos básicos, uma vez que estes já são oficialmente determinados pela Constituição. O novo tópico relacionado à felicidade é um modo de dar esperanças de melhorias a uma população já desiludida, como os moradores das favelas e do sertão nordestino, que, cercados pela fome, pelas drogas e pela hostilidade, precisam de motivação para seguir em frente.
Não cabe ao governo assegurar a felicidade, pois esta é uma questão muito complexa, a qual depende de diversos fatores históricos, sociais e psicológicos.
O que poderia ser feito é aumentar a credibilidade no governo através da oferta de um exemplo moral e do cumprimento dos valores éticos. A corrupção é um exemplo de empecilho à nossa felicidade do qual poderíamos ser privados por nossos políticos. Afinal, ninguém se alegra ao saber que está sendo roubado.

Aluna: Raissa A. Vieira, 17.


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