Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo
Tema: Salários altos e reconhecimento da sociedade, geralmente, não
caracterizam profissões exercidas predominantemente por mulheres
Através de olhos preconceituosos, há a visão de que a mulher nasceu com o
destino traçado para servir ao marido, ao filho e à casa. Entretanto, nos dias
atuais, esse ponto de vista tem se modificado.
Pesquisas mostram que de 1970
a 2007, o número de mulheres a ingressar no mercado de
trabalho aumentou de 20% a 42%. Está claro que elas não querem saber de
submissão, o que importa agora é a própria liberdade. Todavia, mesmo libertas
das correntes machistas, a discriminação entre sexos, com relação aos salários
pagos, ainda é grande, visto que 33,4% das mulheres ganham apenas um salário ou
ficam sem rendimento, enquanto a maioria masculina recebe dois salários
mínimos.
Devido a essa ideologia de que os homens são superiores às mulheres,
muitas delas trancam-se em seus afazeres domésticos. Somente 11,1% de garotas
de 15 anos ou mais frequentam escolas e, com muita luta, 53,3% foram aprovadas em vestibulares. Essa
falta de aprendizado só dificulta a especialização para a conquista de um bom
emprego.
Mulheres bem sucedidas, ou com vontade de evoluir na vida, acabam sendo
reprimidas pela sociedade. Isso aconteceu com a humorista Dercy Gonçalves, que
foi julgada vulgar, ambiciosa, não merecedora do sucesso em sua carreira por
ser mulher; isso, por consequência do pensamento da época.
Entretanto, ser mulher não é sinônimo de dona-de-casa, ou de seguir os
passos da mãe ou do pai. Mulher é um ser único, mas que sabe se igualar a
todos, sem preconceito; possui características incríveis, força racional,
sensibilidade irreal. E não apenas seres vedados pelo machismo e pelo
preconceito.
Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17.
Tema: Estou me transformando num bicho...
Modalidade: crônica descritiva
Título: Metamorfose da liberdade
Todo dia da minha vida acordo e concluo a minha rotina, de segunda a
sexta, fazendo as mesmas coisas, à mesma hora e do mesmo jeito. Algo precisava
ser feito, cansei dessa vida diária obrigatória, eu queria ser mais livre.
Sendo assim, em uma tarde de quarta-feira, deitado na rede de casa, olho
para o céu e avisto um lindo ser, que pode ir para qualquer lugar sem se
preocupar. Aquilo era o símbolo da liberdade.
Já à noite, indo dormir, comecei a pensar no dia de amanhã, pois nesta
quinta-feira vou quebrar minha rotina e realizar coisas novas.
Durante a madrugada, comecei a sentir sensações muito estranhas na região
dos braços, da barriga e da cabeça, como se meus ossos estivessem se quebrando
e minha pele esticando. Era uma dor leve, mas que começou a ir aumentando.
Ao chegar no período da manhã, fui normalmente para o banheiro sem nenhum
problema, mas quando olhei para o espelho, eu tinha me transformado em um
gavião.
Não sabia se aquilo era verdade ou se era um sonho, mas eu não podia
desperdiçar essa oportunidade de ser um pássaro.
Fui para fora de casa e levantei vôo. Aquilo era uma coisa única, virar
um ser totalmente diferente dos humanos.
Já bem alto no céu, percebo que a minha visão não era a mesma, eu podia
visualizar casas e outras coisas a quilômetros de distância. Podia também ouvir
até os mínimos sons do ambiente, como pessoas conversando e crianças brincando.
Mas uma coisa que se modificou de forma extrema foi o tato, pois antes eu tinha
mãos, agora longas asas cheias de penas.
Ao escurecer, eu já estava com dificuldade de voar, então, voltei para
casa.
Depois de um longo dia de liberdade, voando pelos céus, vou para a cama
dormir. Mas quando acordo no outro dia, eu tinha virado humano de novo, com
braços e mãos.
Aluno: Pedro Cicilini de Nadai,
16 anos.

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