APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

SUFICIENTE?


Modalidade: Dissertação argumentativa
Método: dedutivo/ contra-argumentação
Tema: Desenvolvimento tecnológico x preconceito




Conseguimos ultrapassar até a barreira 2D dos cinemas, a terceira dimensão já é rotina na “grande tela”. Somos os seres vivos mais desenvolvidos do mundo, principalmente tecnologicamente. Entretanto, um sentimento primitivo e desumano ainda assombra e destrói a vida de muitos: o preconceito.
A relação entre avanço tecnológico e avanço do pensamento, se dá de maneira inversamente proporcional. Ainda temos alguns pensamentos da Idade Média, sendo que a tecnologia da época nem se compara à de hoje. O ser humano ainda não está maduro para viver em uma sociedade igualitária.
Mesmo não suficientes, equiparando nossa sociedade de hoje com a de um século atrás, houve melhoras. Queira ou não, os direitos humanos estão bem mais preservados do que antes; porém, como sempre, existem populações que não participam dessa melhoria. O mundo inclui, mas também exclui sem piedade.
Um exemplo de que a sociedade melhorou algo, porém não o suficiente, é a situação da mulher. Certamente, hoje ela está melhor do que no passado; entretanto, não é suficientemente melhor. Enxergamos isso no mercado de trabalho. As mulheres são possuidoras de uma grande parcela dos empregos de hoje, porém continuam ganhando menos que o homem.
Só conseguiremos viver em uma sociedade sem preconceito e sem desigualdades se mudarmos o pensamento de seu membro principal: o homem. Se deixar de lado o desejo obsessivo e desumano para o capital e pensar mais no próximo, é possível, sim, uma sociedade mais igualitária e sem preconceito.

Henrique Buzo, 17.




Modalidade: prosa descritiva
Proposta: descrição física e sentimental de ambiente externo.


Título: O gramado sentimental                  


Por todas as tardes da minha rotina, caminhava até o quintal apenas para olhar o lindo gramado. Mas foi só na tarde de um domingo, que pude perceber o quão importante e sentimental foi o tapete verde com que eu me deparava todos os dias.
Este foi o espaço que marcou minha vida no período da infância, em que eu vivenciava o que era estar junto com amigos, sentindo a melhor coisa do mundo, a felicidade e a alegria. Jogávamos bola sem nos preocupar, uma tarde inteira de movimento, em que o cansaço não nos atingia, apenas atingia cada metro quadrado de grama e cada ferro que formava o gol. As redes tinham validade, não passavam de um mês, pois era o que segurava o chute causado por nós.
Entretanto, é só à noite que se podia entender o que era aquele gramado. Aquele espaço fazia comparação clara entre um campo de futebol e uma mãe durante a infância, pois em ambos é preciso sustentar a mesma coisa. No período do dia, precisam cuidar e alegrar as crianças e, ao trabalhar o tempo todo, só resta o descanso no período da noite. Uma mãe que vai dormir de tanto cuidar dos filhos e um gramado que vai repousar de tanto sustentar jogadores. A infância, enfim, é passageira, mas deixa marcas em cada um, pois é nela que podemos viver intensamente com o que amamos, que é o amor de estar com os amigos e o amor materno.


Pedro Cicilini de Nadai, 16.


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