Modalidade: Dissertação argumentativa
Método: dedutivo/ contra-argumentação
Tema: Desenvolvimento tecnológico x preconceito
Conseguimos ultrapassar até a barreira 2D dos cinemas, a terceira
dimensão já é rotina na “grande tela”. Somos os seres vivos mais desenvolvidos
do mundo, principalmente tecnologicamente. Entretanto, um sentimento primitivo
e desumano ainda assombra e destrói a vida de muitos: o preconceito.
A relação entre avanço tecnológico e avanço do pensamento, se dá de
maneira inversamente proporcional. Ainda temos alguns pensamentos da Idade
Média, sendo que a tecnologia da época nem se compara à de hoje. O ser humano
ainda não está maduro para viver em uma sociedade igualitária.
Mesmo não suficientes, equiparando nossa sociedade de hoje com a de um
século atrás, houve melhoras. Queira ou não, os direitos humanos estão bem mais
preservados do que antes; porém, como sempre, existem populações que não
participam dessa melhoria. O mundo inclui, mas também exclui sem piedade.
Um exemplo de que a sociedade melhorou algo, porém não o suficiente, é a
situação da mulher. Certamente, hoje ela está melhor do que no passado;
entretanto, não é suficientemente melhor. Enxergamos isso no mercado de
trabalho. As mulheres são possuidoras de uma grande parcela dos empregos de
hoje, porém continuam ganhando menos que o homem.
Só conseguiremos viver em uma sociedade sem preconceito e sem
desigualdades se mudarmos o pensamento de seu membro principal: o homem. Se deixar
de lado o desejo obsessivo e desumano para o capital e pensar mais no próximo,
é possível, sim, uma sociedade mais igualitária e sem preconceito.
Henrique Buzo, 17.
Modalidade: prosa descritiva
Proposta: descrição física e sentimental de ambiente
externo.
Título: O gramado
sentimental
Por todas as
tardes da minha rotina, caminhava até o quintal apenas para olhar o lindo
gramado. Mas foi só na tarde de um domingo, que pude perceber o quão importante
e sentimental foi o tapete verde com que eu me deparava todos os dias.
Este foi o
espaço que marcou minha vida no período da infância, em que eu vivenciava o que
era estar junto com amigos, sentindo a melhor coisa do mundo, a felicidade e a
alegria. Jogávamos bola sem nos preocupar, uma tarde inteira de movimento, em
que o cansaço não nos atingia, apenas atingia cada metro quadrado de grama e
cada ferro que formava o gol. As redes tinham validade, não passavam de um mês,
pois era o que segurava o chute causado por nós.
Entretanto, é
só à noite que se podia entender o que era aquele gramado. Aquele espaço fazia
comparação clara entre um campo de futebol e uma mãe durante a infância, pois
em ambos é preciso sustentar a mesma coisa. No período do dia, precisam cuidar
e alegrar as crianças e, ao trabalhar o tempo todo, só resta o descanso no
período da noite. Uma mãe que vai dormir de tanto cuidar dos filhos e um
gramado que vai repousar de tanto sustentar jogadores. A infância, enfim, é
passageira, mas deixa marcas em cada um, pois é nela que podemos viver
intensamente com o que amamos, que é o amor de estar com os amigos e o amor
materno.
Pedro Cicilini
de Nadai, 16.

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