APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.


Modalidade: Dissertação argumentativa
Método dedutivo
Tema: Mentira


Título:  Defeito humano


O senso comum diz que “uma mentira não faz mal a ninguém”. Entretanto, o que não é levado em conta é que uma mentira nunca vem só, e acaba se tornando um ciclo vicioso, pois uma mentira leva a outra e, quando ele é quebrado, uma série de pessoas é prejudicada.
Mentir é difícil, requer planejamento e atenção aos mínimos detalhes. Quando se faz isso, a chance de ser pego é menor, mas nunca nula. Quando se conta uma mentira, ela vem acompanhada por outras para acobertar a primeira. Dessa forma, a pessoa fica afogada em mentiras e uma hora ela falhará. Não existe mentira perfeita.
Quando a mentira é descoberta, o caráter da pessoa que a desferiu se torna duvidoso aos olhos das outras. Isso pode causar uma exclusão social e a pessoa que contou a mentira para se beneficiar sairá prejudicada. Bashar al-Assad, ditador da Síria, prometeu cessar os ataques contra os protestantes e não cumpriu, e isso está quase desencadeando uma invasão de outros países.
Contar a verdade revela que a pessoa é íntegra e sincera. Mesmo em momentos difíceis, a verdade é fundamental porque, embora se queira proteger a pessoa, todos merecem ouvi-la. Quando se conta a verdade, não existe um “peso na consciência”. A omissão dela pode prejudicar um grupo de pessoas. Nos jornais, por exemplo, existe a omissão de informações para beneficiar certos políticos e isso acaba prejudicando seus leitores. Dessa forma, evidencia-se que a mentira degrada e faz a sociedade humana apenas regredir.
Não há como não ser pego na própria mentira, quando isso for aprendido, o mundo poderá chegar ao próximo estágio da evolução.

Aluno: Guilherme Polisel, 17.













Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo com contra-argumentação
Tema: Educação no trânsito: Exercício de poder ou de cidadania?


Título: Reciprocidades


Entrou em vigor, em 2008, a “lei seca”, a qual pune severamente os motoristas embriagados, em especial quando há acidentes e mortes. A falta de educação no trânsito traz consequências trágicas, não apenas para os infratores, mas para todos os indivíduos envolvidos nas batidas, sejam outros motoristas ou pedestres inocentes. É, portanto, uma questão que fere o exercício da cidadania.
A verdade é que automóveis são perigosos até mesmo quando conduzidos com responsabilidade e sobriedade. O risco é ampliado enormemente quando se está alcoolizado ou sob efeito de drogas energéticas (como as utilizadas por caminhoneiros para evitar o sono nas longas viagens). Quando se está em alta velocidade, um instante de inconsciência é suficiente para causar acidentes e tirar a vida de famílias inteiras.
Além disso, é direito do motorista responsável sair de casa sem correr o risco de ser atingido por um “carro de bêbado”. É, também, direito do pedestre atravessar a rua sem medo de que um louco não respeite a faixa de pedestres e o atropele. A responsabilidade no trânsito fará com que o número de acidentes e, consequentemente, de mortes, sofra uma significante redução, como já vem ocorrendo desde a aprovação da “lei seca”.
Embora a educação no trânsito envolva o exercício do poder, no sentido de que exige uma fiscalização policial muito grande, a sua essência é estritamente relacionada ao exercício da cidadania. O trânsito, assim como todos os meios de interação social, exige paciência e respeito mútuos. Se cada um fizer sua parte, a coerção deixará de ser necessária, passando a prudência a ser um processo espontâneo.


Aluna: Raíssa A. Vieira, 17.






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