APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

VERDADE ILÍCITA


Modalidade: dissertação argumentativa
Proposta: dissertação iniciada por plot narrativo
Tema: O consumo de drogas na adolescência



Um estudante do segundo ano de medicina, da Universidade de São Paulo (USP), estava exausto de tanto estudar. Estava cansado das cobranças e exigências que o curso lhe fazia. Felipe, então, acostumado a rejeitar os produtos ilícitos oferecidos pelos amigos, decidiu experimentá-los para aliviar as tensões e relaxar. Foram três tragos de maconha que o fizeram flutuar e, de repente, cair no chão.
Drogas são algo que tiram as pessoas de suas realidades e, por esse motivo, jovens a procuram tanto. Os motivos são variados, porém os principais são: a curiosidade de conhecer a sensação, a influência de amizades já usuárias da droga, a falta de preparo psicológico ou a falta de instruções. Também podem acontecer casos como a história de Felipe, que não suportou as exigências incessantes dos estudos.
Um levantamento feito pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes mostra que o Brasil lidera índices preocupantes no mercado mundial devido ao aumento do consumo de cocaína, maconha e ecstasy. Quando se faz uso desses produtos, o indivíduo fica agressivo, rouba dinheiro para conseguir a droga; mata, se necessário for. A pessoa acaba por destruir seus vínculos sociais e a esperança de largar o vício morre.
No caso de Felipe, o vício foi maior que ele próprio. Tornou-se usuário descontrolado. Não se importava mais com sua carreira, nem família; suas únicas vontades e prioridades eram fumar e dormir. Certo dia, quando voltava de um encontro com um traficante, foi abordado por policiais. Ao revistarem os bolsos de Felipe, foram encontradas várias “buchas” de maconha. Ele foi encarcerado imediatamente, pois a quantidade que portava era suficiente para ser considerado como traficante.
Os pais de Felipe, ao saberem da história, foram tentar tirá-lo da prisão. Ao vê-lo, mal o reconheciam. Estava magro, mal cuidado, sujo; nem chegava perto de ser o rapaz estudioso que almejava ser médico. Ele estava revoltado, disse aos pais que iria matá-los se não levassem maconha a ele. Os pais, então, decidiram que a melhor lição para o filho seria passar um tempo na prisão, afastar- se das ruas, e após esse tempo, transferi-lo para uma clínica de reabilitação.
Situações como essa ocorrem frequentemente; e já é algo que a população deve encarar como “verdade”. Felipe, por exemplo, perdeu tudo o que tinha. Perdeu sua boa vida, sua carreira brilhante e família. Jogou tudo fora, deixou de lado, pois não achava que seria capaz de seguir em frente sem a droga. Trocou a realidade por um vício narcótico.

Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17.

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