APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

CICLO DE VIDA


Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar.
Modalidade: dissertação argumentativa.



Na humanidade, tudo é questão de transferência de conhecimento e técnicas para as próximas gerações continuarem se desenvolvendo e adquirindo mais “bagagem”. Ao nascer, somos incapazes e dependemos dos outros para tudo. Conforme o tempo passa, técnicas que visam permitir a nossa sobrevivência são ensinadas a nós. Ou seja, não basta receber tudo sem esforço, é preciso aprender a ser independente.
Ao nascer, as pessoas são frágeis e não existe a possibilidade de sobreviverem sozinhas. Durante o crescimento, a família cumpre seu papel; no início, proporciona os meios de sobrevivência e, durante o crescimento, ensina as técnicas que vão permitir que a pessoa se torne um adulto independente. Aqueles que recebem tudo o que querem sem precisar se esforçar não enfrentam dificuldades, não precisando superá-las. Em certo momento, quando essas dificuldades surgirem, a pessoa não saberá o que fazer, porque isso nunca lhe foi exigido.
Contudo, muitas pessoas acreditam que, em certas situações, somente proporcionar os meios para a sobrevivência não basta. No caso de moradores de rua, por exemplo, inúmeras ONGs distribuem comida para eles, sem se preocuparem, diretamente, com um modo de tirá-los da rua. As pessoas defendem que a esses moradores não são dadas oportunidades e, por isso, essa assistência deve ser dada.
No entanto, ao fazer isso, os moradores de rua que estão lá, muitas vezes, por opção, podem se acostumar com essa situação e dessa forma não tentam conseguir melhor qualidade de vida. Além disso, não é rentável para o país proporcionar apenas assistencialismo social, espera-se um retorno, que possa ser visto na economia e também no espaço social.
É preciso chegar a um meio termo, ou seja, ajudar a também proporcionar um modo de sobrevivência para que, com o tempo, a pessoa não precise mais de ajuda e consiga se manter sozinha. É um ciclo de vida, ninguém pode fazer tudo sozinho, mas também não se pode depender dos outros para tudo.

Aluno: Guilherme Polizel, 17.


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