Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar.
Modalidade: dissertação
argumentativa.
Na humanidade, tudo é questão de transferência de conhecimento e técnicas
para as próximas gerações continuarem se desenvolvendo e adquirindo mais
“bagagem”. Ao nascer, somos incapazes e dependemos dos outros para tudo.
Conforme o tempo passa, técnicas que visam permitir a nossa sobrevivência são
ensinadas a nós. Ou seja, não basta receber tudo sem esforço, é preciso
aprender a ser independente.
Ao nascer, as pessoas são frágeis e não existe a possibilidade de
sobreviverem sozinhas. Durante o crescimento, a família cumpre seu papel; no
início, proporciona os meios de sobrevivência e, durante o crescimento, ensina
as técnicas que vão permitir que a pessoa se torne um adulto independente.
Aqueles que recebem tudo o que querem sem precisar se esforçar não enfrentam
dificuldades, não precisando superá-las. Em certo momento, quando essas
dificuldades surgirem, a pessoa não saberá o que fazer, porque isso nunca lhe
foi exigido.
Contudo, muitas pessoas acreditam que, em certas situações, somente
proporcionar os meios para a sobrevivência não basta. No caso de moradores de
rua, por exemplo, inúmeras ONGs distribuem comida para eles, sem se
preocuparem, diretamente, com um modo de tirá-los da rua. As pessoas defendem
que a esses moradores não são dadas oportunidades e, por isso, essa assistência
deve ser dada.
No entanto, ao fazer isso, os moradores de rua que estão lá, muitas
vezes, por opção, podem se acostumar com essa situação e dessa forma não tentam
conseguir melhor qualidade de vida. Além disso, não é rentável para o país
proporcionar apenas assistencialismo social, espera-se um retorno, que possa
ser visto na economia e também no espaço social.
É preciso chegar a um meio termo, ou seja, ajudar a também proporcionar
um modo de sobrevivência para que, com o tempo, a pessoa não precise mais de
ajuda e consiga se manter sozinha. É um ciclo de vida, ninguém pode fazer tudo
sozinho, mas também não se pode depender dos outros para tudo.
Aluno: Guilherme Polizel, 17.

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