Modalidade: Artigo de Opinião
Tema: Testamento vital
Acredito que, como tudo aquilo que me pertence, tenho o direito de
decidir sobre o destino da minha própria vida. Uma resolução do Conselho
Federal de Medicina consagra essa minha opinião, pois permite que o paciente
seja dono do seu próprio destino, através da elaboração de um testamento vital.
O testamento vital é o documento em que uma pessoa registra como quer que
os médicos procedam ou não em caso de ocorrência de doença que leve a um estado
terminal. O médico de confiança pode dar orientações sobre a forma mais
adequada de elaborá-lo, mas não pode se recusar a seguir a determinação do
paciente que tem a palavra final.
Isso causa certa polêmica, pois deixa a vida nas mãos de alguém que é
leigo, em detrimento daquele que possui a formação necessária para determinar o
melhor tratamento ou terapia ao doente terminal. Porém, quem é melhor que eu
para decidir o que fazer da minha vida? O surgimento do testamento vital traz a
possibilidade de pôr um fim no sofrimento que um câncer ou esclerose podem
trazer. Nada mais é que o respeito à vontade de preferir a morte à dor.
Ainda que seja discutível o conceito de morte e que sua fronteira com a
vida ainda não esteja bem determinada, é desumano prolongar a vida de um
paciente que esteja sofrendo e que não tenha grandes chances de sobreviver.
Assim como eu recusaria tratamentos caros, que tenham a possibilidade de ser em
vão e que apenas prorrogariam um fim certo, acredito que todos deveriam poder
decidir se a vida semi-artificial de um estado terminal vale a pena.
Aluno: Rafael Lameiro, 17.

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