APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

DECISÃO INTIMA


Modalidade: Dissertação argumentativa

Tema: Testamento vital




Uma resolução do Conselho Federal de Medicina trouxe para o Brasil a possibilidade de que uma pessoa tenha autonomia sobre seu destino através do testamento vital. Apesar de algumas discordâncias e de ser visto como suicídio por alguns, ele deve exiÃOstir, pois é uma maneira de preservar um doente terminal de uma morte dolorosa.
O testamento vital deve, preferencialmente, ser elaborado como o auxílio de um médico de confiança. Nele, a pessoa determina o que quer que seja feito caso uma doença ou um acidente levem-na a ter que sobreviver por meio de máquinas. Muitas vezes, o doente se encontra num estado em que não há como recuperar-se plenamente, e desligar os aparelhos seria a maneira mais digna de pôr um fim a uma vida já sem esperanças.
Há, entretanto, aqueles que acreditam que a vida deve ser prorrogada ao máximo, pois a medicina está em constante renovação, e um novo tratamento está sempre na iminência de surgir. Ainda que isso seja verdade, a escolha de continuar vivendo ou não deve ser subjetiva. Muitas pessoas prefeririam morrer a se submeter a tratamentos que consideram inadequados, como a quimioterapia, que provoca várias reações adversas no corpo humano. Além disso, existe a possibilidade de que a pessoa fique debilitada e com pouca qualidade de vida.
Deve ser considerado também que o testamento vital não leva a um pleno suicídio. O médico só pode desligar os aparelhos caso o paciente esteja em estado vegetativo, em que o dano neurológico já é irreversível. Manter uma pessoa “viva” dessa forma é, além de oneroso para a família, inútil, pois não existem chances de que o paciente volte a viver satisfatoriamente bem.
Viver não é simplesmente manter o corpo funcionando por meio de tubos e tratamentos invasivos. A vida do paciente é, muitas vezes, dolorosa e cheia de sofrimento. Mantê-lo assim é desumano, e nada mais justo do que facultar a cada um o que quer que seja feito com a própria vida.



Aluno: Rafael Lameiro, 17.

DATA: 2012.

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