Modalidade: dissertação-argumentativa
Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar
O
hábito de ajudar tornou-se um problema na sociedade atual, podendo
desestruturar a economia do país, pois quem recebe não busca qualificar-se ou
permanecer em uma determinada profissão, provocando uma redução da mão de obra
e a conseqüente queda do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
A
assistência concedida às pessoas que não dependem dela é um ato inoperante, ou
seja, essas pessoas possuem a capacidade de trabalhar e de conquistar aquilo de
que necessitam e, nesse meio tempo, deixam de contribuir com a economia do
país, não pagando impostos ou burlando as leis trabalhistas. Além disso, o ato
de dar esmolas faz com que haja um aumento do número de crianças e adolescentes
nas ruas. Consequentemente, estas ficam expostas à violência e ao tráfico de
drogas. O fato é que se acabou criando, com isso, uma acomodação por parte dos
esmoleiros, já que é mais fácil ganhar do que trabalhar para receber.
Um
exemplo do exposto acima é a criação do Bolsa Família, programa do qual se
beneficiam famílias em situação de pobreza em todo o país, propiciando - por
parte dos beneficiários – um estado de ócio permanente, já que o programa não
conta com fiscalizações regulares, limitando-se a uma simples distribuição de
dinheiro.
Ainda
assim, para o cristianismo, praticar a caridade está relacionado à doutrina da
salvação e a uma forma de amar o próximo. A maior figura que representou o
cristianismo foi São Francisco de Assis, o qual afirmou que a bondade era
essencial em um tempo em que o mundo era visto como mau. Mas isso fragiliza a
população, fomenta a desigualdade e destrói o mercado financeiro, uma vez que
não há responsabilidades que envolvam esse ato.
Levando-se
em consideração esses aspectos, conclui-se que é preciso evitar dar esmolas e
começar a criar meios que incluam os pedintes em trabalhos lucrativos, como a
geração de empregos, melhor desenvolvimento da educação para gerar mão de obra
qualificada e, em último caso, criação de bolsas para pessoas que realmente
necessitam ou que não possuem saúde adequada para se manterem em um trabalho.
Aluno:
Edson Prandine Júnior, 20.
Data:
20/06/2014.

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